segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vamos viver?

Muitas vezes que ia ouvir música, gostava de ir direto a pasta do Djavan e escolhia "Flor de Lis". É uma letra que me toca muito. Cá estou eu, agora escolhendo uma música para escutar e me lembro do arquivo do álbum novo do mesmo. Passo tempo escutando. Uma, duas, três... Quando de repente... Tan, tan, tan... A nona me chama a atenção. "Vive". Fiquei pensando o ele quer dizer. Nada como escutar não é mesmo? E foi. Quando acabou a primeira vez, foi então mais uma e mais umas. Tô pra lá de apaixonado. Mais uma! O cara se garante. Quando se fala em amor na música, um de meus músicos preferidos é ele. Ai vai!

É inútil chorar
Noites enveredar
Ruir por nada assim...

Minha vida é sua
Como marinheiro do mar
Sofrer, não há porquê!

Desencana meu amor,
Tudo seu é muita dor,
VIVE!

Deixa o tempo resolver,
O que tem que acontecer,
LIVRE!

Tanto o que eu sonhei
Nos amar à pleno vapor
Tanto o que eu quis
Fazê-la estrela
Da sagração
De um ser feliz

Desinflama meu amor,
Do seu jeito é muita dor,
VIVE!

Deixa o tempo resolver,
Se tiver que acontecer,
VIVE!

Desencana meu amor,
Tudo seu é muita dor,
VIVE!

Deixa o tempo resolver,
O que tem que acontecer, 
LIVRE! 

Tanto o que eu sonhei
Nos amar à pleno vapor
Tanto o que eu quis
Fazê-la estrela
Da sagração
De um ser feliz

Desinflama meu amor,
Do seu jeito é muita dor,
VIVE!

Deixa o tempo resolver,
Se tiver que acontecer,
VIVE!

Desencana meu amor,
Tudo seu é muita dor,
VIVE!

Deixa o tempo resolver,
O que tem que acontecer, 
LIVRE!



Vive!
Felicidades é o que desejo!

Beleza...


... É você se aceitar do jeito que você é".

(Autor Desconhecido)

Pergunta de muitos.

A muitos me perguntam
Por ande ando.
A muitos digo que
Ando pelo mesmo caminho,
Porém
Muitos não me veem.
Não seja por isso que vou dizer
Que sou um nada.
Pelo contrário,
Sou um tudo
Ainda não percebido.
E assim
O ego fala mais alto.

(André Luiz)

O fim de um guerreiro.


O que reluz é o farol
No momento da proximidade com a desorientação
Sem rumo
Mostrando cansaço
Não vê o fim do caminho
Tudo está mais lento
O que reluz à frente agora é só feixe
Cego
Escuridão
Nada é como antes
Desorientado
Aparecem as perguntas:
Até onde?
Até quando?
Cai sem forças.

(André Luiz)

No final, uma verdade.

Chega, senta, se distrai...
Aconchega- se no encosto
Finaliza-se
Um instante
Vem...
A primeira
Contudo e mais
Segunda, terceira...
Do intimo
Jorra mais
Palavras
E que palavras
Estavam aprisionadas
Acorrentadas
Isso!
Desabafa
De repente brilham-se os olhos
Olha-se
Lágrimas escorrem
Escorrem.

(André Luiz)

Avassalador não é somente o amor.



São várias:
Palavras,
Mal ditas palavras.
Adentra...
Rasgam tudo.
Arranham todas as paredes.
Rompem os ligamentos.
Furam a bolsa pulsante principal.
Feridas difíceis essas de se curar.
Pronto.
Um buraco fundo está feito.
Uma semente lá colocada
Faz brotar dentro de si um novo...
Avassalador!
Avassalador não é somente o amor.
Mas também,
Toda a capacidade que se tem de magoar.

(André Luiz)

O Rio de um ser.



Ô grande Rio,
Desesperador é o teu leito.
Antes águas que eram cristalinas e doces.
Hoje,
Turvas, salgadas...
Antes movimentado pela corrente de encontrar.
Hoje se embrulha na tristeza de não saber
Para onde vai,
Aonde vai desaguar.
Rio, Rio meu.
Se eu pudesse cavar valas,
Dizer-te por aonde ir,
Mandaria ir à direção oposta.
Oposta!
 Rio!
Oposta!
Com o levante de peixes que pudesse conquistar.
Nem que fosse somente um.
Mas mostraria que o que fez antes
Foi algo desorientado.
Nada antes mapeado.
Nada conforme no lugar.
Hoje um rio.
Amanhã parte de um mar.

(André Luiz)

Olhos



Vejo brotar prazer
O gozar abundante
O gostar da liberdade ter
Vejo seu normal
Sua forma natural
De dar ao se ter
Vejo o horizonte que quer
E mesmo que calado esteja
Permaneço...
Quem que seja
Vejo, revejo, rememoro...
Mesmo por instantes
Relances...
Olhos...
Neles tudo está
Desde sonhar em ter
Até o prazer em amar
Tudo nos olhos...

(André Luiz)
Escrito em meados de 2009.

Menina

Brilhante,
Alegre,
Radiante,
Encantada
E sobretudo encantadora.
Olha adiante a multidão
Vê sem medo o que a rodeia.
Permanece parada
A espreita do que possa
Ou não acontecer,
Fato.
Ainda permanecerá
No mesmo lugar.
Sabe encantar,
Sabe ser,
Permanecer...
Ainda a minha espera
Sabe-se lá em que lugar
A procuro em multidões
Ainda ai de encontrar.

(André Luiz)
Escritos em meados de 2009.

Felicidade.

Não se compra,
Não se vende,
Não se dá
Nem tão pouco se toma.
É como o vento,
Vem,
Transpassa leveza...
Às vezes forte,
Outras fracas
Até nem aparece.
Ela é bem assim:
Se vai,
Se vem,
Fica sem...

(André Luiz)

Escrito em meados de 2008.

O Silêncio é minha dor.


Se espalha pelo espaço.
Meu espaço.
Percorre cada canto
Do meu pranto,
Do espanto.
Me acompanha sem vergonha,
Sem clamor,
Sem clamar.
Sempre solto,
Pairando no ar.
No ar do meu eu,
Do meu penar.
Está em mim por não ter
Como doar aquilo que quero
A quem quero de verdade
Amar.
Não é só de dor de amor.
É dor de pensar.
Pedindo a mim compreensão
Ficando difícil
De se erguer de um fato tão irregular
Que vem quando menos se espera
De quem não possa esperar,
Surge a calmaria que assola
Com gratidão
Por não permanecer no vácuo
Da solidão.
Tudo se vai,
Ficando a cicatriz de algo que fez,
De algo que faz
Sem vir pedir desculpas
Possuindo a ingratidão que tens demais.

(André Luiz)
Escrito em meados de 2009 e editado em 2012.

Incômodo



Minha pele não é de ouro,
Não é de prata,
Nem tão pouco de bronze,
Mas,
Brilha como a luz do sol,
Da lua,
Das estrelas...

Minhas mãos
Não são de ferro,
Nem de madeira,
Mas,
São firmes,
Fortes,
Assim como meus pés.

Minha cabeça
Não é somente asneiras...
Meu cérebro
É minha arma.
Dispara sempre que preciso.

Tudo em meu corpo
É de importância.

Incômodo?


(André Luiz)
Escrito em meados de 2009 e editado e adaptado em 2012.

A dois.


Cada gota que escorre
Por entre o teu rosto
Agudo,
Macio,
Transfere para mim,
Tristeza,
Aperto ao peito,
Solidão.
Te confortar não posso.
Seria moleza do meu coração.
Então deixo.
Fico nesse travo assim.
Será de mim?
O choro vai e lava,
A alma,
O pensar,
O agir.
Não quero teu mal.
Com isso,
Quero o teu agir,
Sem mim.
Cada gota é uma renovação.
Chora!
Me diz o que quer!
Deixa jorrar pra fora
As magoas de uma mulher.
O choro vai ser minha marca
No rosto teu que me quer.
Que me quer de uma forma
Que não sou,
Da forma que não sei
Se vou ser até...
É um desafio te tratar assim,
É um desafio nossa vida
Sozinho
Imagine assim.

Quixadá, 30 de Agosto de 2012

Pensamento


"Meu maior erro foi ter acalentado e falado a verdade onde deveria soar um palavrão."

(André Luiz)

A vã noite almada


Transpassada de calma e prazer
E eu ainda estando sem sono
Vejo ela passar com o incômodo,
De ir deitar e não ver.

Sim, muitos não veem o que eu vejo,
muitos não passam tempo assim.
Mal sabem o que perdem
Nas noites que quase não tem fim.

Que pena é que uma hora ela se vai
E leva consigo o que traz de início.
Porque a noite é bela?
E não faz do dia assim?

O que agora vou fazer?
Usar-se do dia para dormir?
Esperar a noite para sentir?
Sentir da noite ao ver?

Vai noite enluarada.
Vai e volta mais tarde pra eu te acompanhar
E ti querer muita companhia,
Com calma e prazer vã.

Não te preocupas,
Que não estou sozinho não.
Tem gente ao meu lado
E também no coração.

Vai e volta logo
Não demora a chegar
Não me deixa esperando não.
Não nos deixa a esperar.

(André Luiz)

Versos que não escritos se ressurgirão

Canta, canta sem demora.
Canta, canta sem parar.
Porque é na noite que surge.
Tantas palavras para ditar.

De dia passo o tempo procurando.
Pensando o que é que eu devo escrever
E a noite nem preciso forçar a cabeça
Para tudo isso jorrar e se ter.

Canto e escrevo sem demora.
Canto e escrevo sem parar.
Ainda surgem e ficam no ar.
Perdidas pelos cantos...

São tantas que não consigo as escrever.
São tantas que mesmo rápido se escapam e se vão.
Talvez um dia voltem para o pensamento
Ou mesmo direto na palma da mão.

Escrevo sem demora.
Escrevo sem parar.
Logo, logo desenrola o sono
E tenho que deitar.

Quem sabe outra noite.
Quando cantar, cantar e escrever
Consiga passar a ela os pensamentos que surgem.
Os que consigo ter.

Boa noite!!

(André Luiz)
Escrito em meados de 2009.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Me bateu uma saudade e fui bulinar.

Pode parecer coisa de gente doida, mas é que em momentos que me marcam, costumo guardar algo que represente (Quando dá certo também). Pois bem, em uma noite dessas, resolvi mexer em uma caixa que tenho guardada com vários objetos e fui lembrando de cada um. O engraçado é que a gente lembra. Ai então, resolvi compartilhar e ver se você lembra também. Vamos lá:
O primeiro é esse boneco.

Em anos atrás, eu e Geyse, fazíamos parte da coordenação da pastoral da juventude do nosso bairro e tínhamos o costume de arrecadar objetos diversos para fazer brechós. Pois bem, esse foi um dos que comprei.
O outro é esse sapinho. Foi um presente da Geyse que comprou em uma viagem que ela foi.



Esse papai noel na realidade não é somente um boneco não. É um tubo de perfume (Com perfume ainda) que minha prima Natália me deu em um ano acompanhado com um presente de aniversário.


Esse cordão ganhei de minha avô Lucimar quando tinha uns nove anos e nunca pude usar por mais de 15 minutos (Pobre alérgico é osso), ficava todo intoxicado. Rsrsrsrs...  


Esse, eu já ganhei do meu primo Fábio. Faz uns 7 a 8 anos mais ou menos.
O mini sabonete, ganhei de uma aluna no último dia de aula. Foi a uns anos atrás quando lecionei. Sinto as vezes saudade de ser chamado de "TIO André". 


O broche abaixo foi de um dos primeiros encontros do IJC que aconteceu aqui em Quixadá lá por volta de 2003 no Alto São Francisco. "CHE" Cidadania Humanidade e Ética, ainda lembro do tema. Muito bom! Recebíamos até o jornal "Mala Direta". Lembra Stela Maria?


O monstrinho foi de uma coleção que minha prima Natália tinha que eu era louco por ela. Consegui até que ela deu para meu irmão. Ele tratou de acabar com todos. Quer dizer, quase todos. Salvei esse que guardo até hoje. Rsrsrsrs... Gostava mesmo viu!


O filme abaixo tem fotos de minha turma de alunos de maior idade do qual lecionei durante quase cinco anos e minha prima Luana tratou de finalizar. Maravilhoso! Aprendia cada coisa com eles e eles comigo. Quem sabe o que é uma cachimbeira?


A bila quebrada dos dois lados, foi de um jogo que acertei em uma pedra. Era ruim. Perdia todas. Kkkkk...


Essas tornozeleiras foram as que já usei. Estou louco pra usar outra, mas não achei uma ainda que me agradasse.

O cadeado com a chave. A galera de carnaval em Guará vai saber. Colocávamos nas barracas. Não sei para quê, mas colocávamos. #Era tranquilo demais.



O porta cartão também foi presente de Natália.


Olha ai nossos morfadores. Raquel, Gy e eu. Pentes que usávamos em Guará e dizíamos que era morfadores dos heróis.



Nossos crachás de identificação. Fiquei somente com esses.



A rolha! Essa foi de um dos primeiros vinhos que bebemos em Guaramiranga quando fomos comemorar meu niver.

O ingresso do MARCELO CAMELO. Show! Show! Muito bom!


O saco da pipoca que comi na primeira vez que fui no cinema (Foi em 2012) Rsrsrsrs... Com direito a 3d e filme da ERA DO GELO. Kkkkk... Tinha que aproveitar a viagem. Gosto! Muito bom!


Essa caixinha eu briguei com a moça da lanchonete para pegar ela (A Luana ficou pê da vida). No final de tudo, queria porque tinha o cabelo vermelho como o dela. É amor demais e ainda fica com raiva. Rsrsrsrs...


Legal não é mesmo. 
Lembrar dos momentos bons que passou é maravilhoso e te renova a querer mais e mais.
"De tudo o que viver, traga para o hoje somente as coisas boas. As ruins a gente embrulha e deixa pra trás mesmo".

Espero que tenham revivido momentos comigo.

É um prazer ter todos em minha vida.

Abração!  







quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Minha Primeira Postagem.


Passaram-se dias, meses, anos e décadas.
Durante todo esse tempo, a ação que vou ter agora, creio que seja a primeira.
Fico me remoendo com situações que acontecem dia após dia de pessoas que postam imagens de alguém ou até mesmo escrevem algo especial somente quando aquela pessoa chega a falecer. Acho isso perdido.
Lembrar de alguém que já se foi é um ato de cada um. Até ai eu respeito. Mas, fica a dica: Não seria melhor se as homenagens, as palavras de carinho, fossem ditas quando vivo. Elas soariam de uma forma concreta, pois a pessoa estaria vendo, ouvindo e você teria a oportunidade de ver a emoção tomar de conta. Teria a chande de dizer até mais do que estivesse escrito no papel.

Pois bem, meu foco aqui não é dar lição de moral (Essa parte a vida se encarrega), é explodir algo que a tempo está guardado. É falar de uma pessoa que a muito me mostrou que mudar é possível.

Todo dia, não se faltava nada do que se comer. Era o necessário para um sustento. Aos poucos, dava aquilo que precisava e quando precisava. Um ponto forte que carrego até hoje é o de aceitar o que se tem e ter quando se pode ter. Um abraço, um beijo, pouco me recordo, pois era ainda pequeno. Fui crescendo e as situações do dia (Não quero falar de coisas ruins) foram nos afastando. Cresci. Aprendi a ignorar os fatos e a seguir em frente. Um dia, o tempo me lançou ao seu encontro e começamos, mesmo que distante, um entendimento melhor. Sabe quando na situação se encaixa o ditado: "Uma coisa melhora quando uma outra piora", pois bem, foi assim, só que a que piorou logo depois melhorou. E ai veio a mudança. Com ela veio uma porção de coisas boas que fizeram com que o passado fosse mesmo esquecido e ficasse de vez valendo o presente. Valendo mesmo. Hoje até olhar nos olhos quando se fala é uma alegria.
Quando criança o presente que me deu e que recordo, pois chegou a brincar comigo, foi uma roleta. Hoje, depois de mais de dez anos o maior presente que me deu foi o de estar presente em uma confraternização onde se encaixava toda a família e ainda dá o prazer de estar ao seu lado.
A homenagem, pode ser que não veja, mas sabe.

No final de tudo, vou estar grato por ter dito quando vivo.

Meu pai não é o pior pai do mundo, ele é aquele pai do qual preciso para aprender que pai é pai, sem importar o quanto deixe de fazer.

Que 2013 possamos estar mais presentes na vida de cada um.

"Minha Primeira Postagem" fica valendo como a primeira de muitas que faço para meu pai, bem como a primeira do ano.