segunda-feira, 23 de março de 2015

Um mesmo lugar pode se fazer diferente a ambos que o ocupam.

Asas presas
Coração apertado
Espaço pequeno
Sem ter como se mover

Vento que sopra, eu sei
Não sinto tocar
Somente sei
Sopra, sopra sem parar

Sem saída
Ou não à consigo ver
Luz que vejo
São frestas do sol ao amanhecer

Tudo passa
E minhas asas não batem
Tudo passarinho
Que livre voa ao ninho

Ao meu ninho eu vou
Porém me prendo no dia seguinte
Até quando o vento
Contar meu caminho e me desviar

Ai, a jaula não será mais minha
De quem será não sei
Talvez não será de ninguém
Pois quem sabe livre já se será

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