segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Versos que não escritos se ressurgirão

Canta, canta sem demora.
Canta, canta sem parar.
Porque é na noite que surge.
Tantas palavras para ditar.

De dia passo o tempo procurando.
Pensando o que é que eu devo escrever
E a noite nem preciso forçar a cabeça
Para tudo isso jorrar e se ter.

Canto e escrevo sem demora.
Canto e escrevo sem parar.
Ainda surgem e ficam no ar.
Perdidas pelos cantos...

São tantas que não consigo as escrever.
São tantas que mesmo rápido se escapam e se vão.
Talvez um dia voltem para o pensamento
Ou mesmo direto na palma da mão.

Escrevo sem demora.
Escrevo sem parar.
Logo, logo desenrola o sono
E tenho que deitar.

Quem sabe outra noite.
Quando cantar, cantar e escrever
Consiga passar a ela os pensamentos que surgem.
Os que consigo ter.

Boa noite!!

(André Luiz)
Escrito em meados de 2009.

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