segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Silêncio é minha dor.


Se espalha pelo espaço.
Meu espaço.
Percorre cada canto
Do meu pranto,
Do espanto.
Me acompanha sem vergonha,
Sem clamor,
Sem clamar.
Sempre solto,
Pairando no ar.
No ar do meu eu,
Do meu penar.
Está em mim por não ter
Como doar aquilo que quero
A quem quero de verdade
Amar.
Não é só de dor de amor.
É dor de pensar.
Pedindo a mim compreensão
Ficando difícil
De se erguer de um fato tão irregular
Que vem quando menos se espera
De quem não possa esperar,
Surge a calmaria que assola
Com gratidão
Por não permanecer no vácuo
Da solidão.
Tudo se vai,
Ficando a cicatriz de algo que fez,
De algo que faz
Sem vir pedir desculpas
Possuindo a ingratidão que tens demais.

(André Luiz)
Escrito em meados de 2009 e editado em 2012.

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