segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Rio de um ser.



Ô grande Rio,
Desesperador é o teu leito.
Antes águas que eram cristalinas e doces.
Hoje,
Turvas, salgadas...
Antes movimentado pela corrente de encontrar.
Hoje se embrulha na tristeza de não saber
Para onde vai,
Aonde vai desaguar.
Rio, Rio meu.
Se eu pudesse cavar valas,
Dizer-te por aonde ir,
Mandaria ir à direção oposta.
Oposta!
 Rio!
Oposta!
Com o levante de peixes que pudesse conquistar.
Nem que fosse somente um.
Mas mostraria que o que fez antes
Foi algo desorientado.
Nada antes mapeado.
Nada conforme no lugar.
Hoje um rio.
Amanhã parte de um mar.

(André Luiz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário