segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O vento.

Sopra cada vez mais forte e faz balançar em grupo as folhas das finas e imensas árvores do jardim. Rebola ao longe aquelas que não mais conseguem se fixar e embaraçam as outras. Agora ele sopra com mais força. Faz ranger os caules em contato com pressão criando um som agudo.
Imagine se esse mesmo vento arrancasse as mesmas árvores de onde estão. Deixaria uma profunda marca. Arrasaria tudo.

(André Luiz)


Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

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