segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ato de amar.

Não são eles que me fazem bem.
Seus sapatos, guardanapos também.
É o seu olhar que me cativa quando olha.
É o seu pensar e falar em futuros acolhimentos.
É o seu jeito de dizer que me ama,
Que me dá a certeza de que
Por mais que brigamos,
Há sempre uma forma de dizer que te amo.

(André Luiz) 

Rimas de nós dois.

Não quero te falar das minhas tristezas e nem das minhas desilusões.
Tudo o que é meu é seu. Não as minhas descontentações.
Felicidades em dobro quero viver e dividir contigo.
Só não quero dividir os inimigos, pois são fogo que queima meu pensamento.
Só eles me lembram o que há de ruim no mundo.
Você não, só me lembra beleza.
Mas, de tudo que há em você não é só perfeição.
Há o contrário também em sua mão.
Qual ser humano é tão certinho que não erre então?
Formas simples de dizer que não abro mão.

(André Luiz)

Tic, tac...

É o som do tempo que passa se arrastando cansado.
Tic, tac...
Penso em você a cada letra que soa nesse...
Tic, tac...
Que passa com o tempo que passa.
Puxa!
Quanto tempo falta...?
Xi!
Muito ainda.
Faz tão pouco tempo que te vi e já estou com saudade.

(André Luiz)

O vento.

Sopra cada vez mais forte e faz balançar em grupo as folhas das finas e imensas árvores do jardim. Rebola ao longe aquelas que não mais conseguem se fixar e embaraçam as outras. Agora ele sopra com mais força. Faz ranger os caules em contato com pressão criando um som agudo.
Imagine se esse mesmo vento arrancasse as mesmas árvores de onde estão. Deixaria uma profunda marca. Arrasaria tudo.

(André Luiz)


Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!
Morrer? Somente a saudade quando a gente se encontrar.
"O frio que me arrebenta, não se compara ao calor que me aquecerá quando você chegar. Tudo a seu tempo e com um gosto enorme."