quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O tilintar do tempo

Meus ossos sapateiam com o cançasso do dia e dançam em plena noite de sono a que tento me juntar.
Minhas carnes tremem como alguém com medo do que possa acontecer minutos a frente.
Meus olhos sobressaltam em meio a noite, e a escuridão me mostra coisas de minha imaginação como algo a que queira me dizer algo.
Minha própria se lambe e como um alivio de descanso chega a te esperar.
Minhas mãos não param quietas de escrever tudo o que me passa nesse instante em mente do momento que parece parar diante de mim mesmo.
Com tudo o tempo não passa, nem o sono chega.
E o tempo fica a tilintar o tempo que se faz o todo.

(André Luiz)

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