terça-feira, 31 de agosto de 2010

Passadas ao chão, pensamentos ao vento.

Sustento em um só
E me bambeio
Há um após o outro
E sustento agora no outro
Enquanto um se ocupa
Está livre para passar
Um na frente do outro
E as passadas vão dando
Em direção ao fim do fio
A pedra que faz o fio é meu caminho
A pedra unida fia a fino
Qualquer descuido no caminho
É um encontro que tenho com o chão
Por isso sigo compassado
Sem se apavorar no caminho do fio
E um vai à frente do outro
Compassado e sem demora
Equilibrando o peso que está sobre
O peso da carne que completa
O peso do cérebro que pensa
Pensa e nada mais
Enquanto um passa pelo outro
Pensa e mais nada
Pensa...
E se estala de uma atenção
Nossa, foi quase ao chão
Chegam no fim do fio
E descem em plano chão
Sem preo... Nem culpa e nem são
E vão caminhando em outra direção


(André Luiz)

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