terça-feira, 31 de agosto de 2010

Passadas ao chão, pensamentos ao vento.

Sustento em um só
E me bambeio
Há um após o outro
E sustento agora no outro
Enquanto um se ocupa
Está livre para passar
Um na frente do outro
E as passadas vão dando
Em direção ao fim do fio
A pedra que faz o fio é meu caminho
A pedra unida fia a fino
Qualquer descuido no caminho
É um encontro que tenho com o chão
Por isso sigo compassado
Sem se apavorar no caminho do fio
E um vai à frente do outro
Compassado e sem demora
Equilibrando o peso que está sobre
O peso da carne que completa
O peso do cérebro que pensa
Pensa e nada mais
Enquanto um passa pelo outro
Pensa e mais nada
Pensa...
E se estala de uma atenção
Nossa, foi quase ao chão
Chegam no fim do fio
E descem em plano chão
Sem preo... Nem culpa e nem são
E vão caminhando em outra direção


(André Luiz)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não sei!



Estou preso em um lugar qualquer sem ver, sem respirar...
A única coisa que consigo perceber é que tem alguém ao meu lado, mas não é você.
Onde será que estou eu?
Onde eu possa estar?
Onde está você?
Onde está eu, tu, ele, nós, vós, eles?
Não sei!
Onde posso me encontrar?
Onde posso perceber que minha verdade na realidade morreu?
Se é que ela foi mesmo assassinada.
Não sei!
Estou preso em um lugar qualquer sem pensar, sem concentrar...
A única coisa que sei é que estou perdido.

(André Luiz)

Ponte para você

A ponte me emenda com o outro lado
Mas me deixa sem opção de atravessar
Eu fico meio sem jeito e demasiado
Fico louco para te buscar
Me vem a ponte e me diz
Que quer fazer de mim a sua ponte
Mas, como pode a ponte
Fazer de ponte o que não é?
Eu sei que quero ir te ver
Te buscar e te trazer
Até o outro lado do rio que aponta
Vou e vem depois contigo
Vou e nem sei se consigo
Ai, dúvida cruel essa que me aponta
E olhe que posso estar na ponta
Da ponte que me leva até teu céu
Da ponte que me dá o acesso a te
Te ligo!
Atravesso logo além
Por terra firme avante e em frente
Assim não terei como me afogar
Caso a ponte me faça de ponte
E vá ela em meu lugar
A ponte me imenda ao outro lado
Mas nem por isso posso passar
Andarei um bocado
Mas, terei um dia de chegar

(André Luiz)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Meu querer.


...Que não seja nem tão doce, nem tão salgado, nem tão amargo, nem tão azedo...
...Que não seja verdade total nem mentira fatal. Quero alguém que converse comigo...
Alguém que saiba o que sinto e quero.
Que esteja a meu lado quando eu menos precisar.
Que possa se dar por mim não por inteiro, mas, pelo menos a metade de sua metade.
Me garanta que vai conseguir...
...Que não seja cruel nem tão muito graciosamente dada. Quero alguém que esteja ao meu lado...
Me garanta que vai estar...
Me garanta que vai ser...
...Alguém...
...Que sinta comigo a alegria de conquistar algo.
Só não me venha com aquela de "querer não é poder".
Tudo esta em minha volta.
Apenas não se chocamos ainda.
Sei, não é verdade total, nem mentira fatal, isso eu sei...
Mas quero... Quero o que sei que posso.
Conseguirei.
Meu querer é meu...
Meu querer.

(André Luiz)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Caça e caçador


Estou como um tigre a beira de um lago pronto para atacar a sua presa...
Estou como um tigre sempre atento para o que o rodeia.
Estou, estarei...
Nessa selva que nos cerca não dá para descançar-mos debaixo de um arbusto.
Há caçadores que me cobiçam.
Há outros que querem minha pele esticada servindo de carpete em uma sala de espera.
Há quem me quer para mostrar aos outros o premio de caça.
E eu sei o que quero.
Observar o meu caçador.
Mostra-lo que estou atento, mantendo-o afastado de mim.

(André Luiz)

Meus olhos


Meus olhos estão saltando fora de meu rosto e ganhando vida em minhas mãos... Estão enchergando o mundo e as pessoas que estão nele de um outro angulo que antes não via... Que bom que meus olhos agora estão em outro patamar... Meus olhos estão saltando e não estão te vendo mais em meio a multidão. Onde estará você agora?

O novo broto de mim


Me plantei para brotar novamente
Me plantei para você me ver brotar
Achei que poderia perceber
Mas aconteceu que...
Comecei a brotar diferente do que era antes
E nessa diferença esqueci você
Esqueci o que queria antes
E somente me lembro do que passei a querer
Desde a hora em que me veio o meu primeiro broto do chão
Me perdi nesse caminho, não sei
Se meus ideais mudaram não sei
A minha essência é a mesma
Porem meus gestão são outros mais astuto a mim
Me plantei para brotar novamente
Me plantei para nascer outro diferente 
Outro que veja a realidade
Antes de querer se plantar novamente.

(André Luiz)

Minha divisão


Estou me dividindo...
Estou dividido...
Estou... Pois
O passado me condena
O presente me mostra a visão

O futuro ainda não o conheço
E me emprenso
Nesse vai e vem de pensamento
Nessa torja de...

Nada é o que realmente quero
Nem tão pouco o que é bom pra mim
Mas, como saber
Ainda nem chegou ao fim

Olho ao lado e ao outro também
Me desfaço nesse vai e vem
Vai e vem...
Cadê?

Me diga o que é certo e errado
E te digo o quero realmente dizer
Nesse vai e vem me perco todo
Mas não perco a real razão de ser

(André Luiz)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Procuro um amor


Eu procuro um amor/Que ainda não encontrei/Diferente de todos que amei.../Nos seus olhos quero descobrir/Uma razão para viver/E as feridas dessa vida/Eu quero esquecer.../Pode ser que eu a encontre/Numa fila de cinema/Numa esquina/Ou numa mesa de bar.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../E eu vou tratá-la bem/Prá que ela não tenha medo/Quando começar a conhecer/Os meus segredos.../Eu procuro um amor/Uma razão para viver/E as feridas dessa vida/Eu quero esquecer.../Pode ser que eu gagueje/Sem saber o que falar/Mas eu disfarço/E não saio sem ela de lá.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../E eu vou tratá-la bem/Prá que ela não tenha medo/Quando começar a conhecer/Os meus segredos.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../Eu procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim...


(Frejat)

O frio que me arrebata sem você.



O verão acabou e chegou o inverno.
Frio, muito frio e a única coisa que me aquece é o cobertor de fios grossos.
Você foi embora cedo demais.
Para mim você morreu, porem ainda continua vivo, perambulando em busca de um lar onde se aconchegue, se aqueça num fogo brando, deite em uma cama macia ao lado de uma pele macia.
Quando eu dizia, me apaixono todo dia é sempre a pessoa errada, estava falando de você que foi embora cedo demais.
Lembro de você todos os dias, principalmente quando me aqueço sozinho.
Dia de frio.
Os dias de chuva e sol não chegaram ainda. E até lá lembrarei de você que foi embora cedo demais para mim.
Com você aprendi a perder.
Aprendi a me conformar com o ter e não permanecer com ele.
A prendi que os começos são felizes, já os fins é que não podemos esperar muitas coisas.
Lembro das noites que passamos juntos e que não mais terei.
Se você está bem hoje, não sei.
O inverno está acabando e o sol está para aparecer.
Assim pelo menos passarei um tempo sem pensar em você até que chegue o próximo inverno.
E sei que como sempre, esse chegará cedo demais!

(André Luiz)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Despedida da amizade.



Sentirei saudades sua quando tudo mudar e você for embora.
Sentirei uma lágrima rolar em meu rosto na lembrança de momentos felizes que passamos e que não voltarão.
Sentirei um vazio grande entrelaçando meu coração.
Sentirei e passarei a pensar muito em você.
Sentirei falta de sua presença.
Falarei de uma amizade que tive e que valorizei até onde pôde.
De uma amizade que dei tudo de mim para ser fiel.
E nisso tudo, lembrarei também de um amigo que me traio e me esqueceu.

(André Luiz)

Meu dia de bebedeira.



Transpareço o mel e fel...
A mim
Transmito tranquilidade afim...
No fim de tudo que acaba,
De tudo que transparece.
Transpareço, transpaço e me embriago 
Nessa dança que todo dia faço.
E da ressaca me desfaço
Em transparecer o gole falso
Da bebedeira que me recordo
Da hora em que brindo
O gole guela a baixo.
Transpareço e transpaço
Ternura e força no braço.
Nas pernas a força maior 
De me sustentar e não cair só.
Transpareço a mim transpaço. 

(André Luiz)