segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quando perco, me embriago e sonho.



A cada gole eu me embriago mais e permaneço, rente, deitado... No mesmo lugar, agora solitário que ficou marcado, o seu corpo ao meu. Me pego parado pensando: O que será agora que o frio se torna companheiro meu? Pois os tempos de calor se foram junto com o teu corpo e as maravilhas de sussurros e encantos que eram deleites, cheios, ao pé do ouvido enquanto escutava os gemidos teus. As passadas de mãos só me restam na lembrança que guardo e alimento na marca que ficaste em meu pensamento, do mesmo pensamento do teu corpo ao lado do meu. Das marcas que ficastes em meu pensamento dos momentos de amor a que se atrevel.
Um dia quem sabe, outra virá a esse lugar que era teu. Mas, não serão as mesmas curvas, os mesmos volumes, o mesmo tom de voz, a mesma palavra falada. Serão diferentes, claro. As outras da outra pronunciada.
E eu, no mesmo lugar que era meu, de sempre, me envolto, rolo para o lugar que era teu.
A cada gole eu me embriago e quando penso que... Adormeço. Quando acordo me acalento e reconheço. Que não foi sonho, esse que tive agora.
De gole a gole me embriaguei e relembrei todo aquele apreço que um dia tive em meu berço.
E a cada gole uma lembrança, uma certeza... De que tudo foi vivido na certeza.
Na certeza de que um dia não dormi com com o frio e a solidão.

(André Luiz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário