segunda-feira, 5 de julho de 2010

No final, seja como uma borboleta.

Não quero que escorra dos teus olhos uma lágrima se quer. Nem tão pouco se encolha no canto de um quarto qualquer, com medo do que pode vir pela frente.
Dormir tranquila é o que te desejo. Amanhecer na mesma caricia que tinha como antes os teus desejos.
Quero para ti a carência oportuna, só. Não o desespero aparente de uma face que inunda. Desde que te faça ter a certeza do que pode ou não desejar.
Quero que se deleite na verdade de que é o que realmente quer. E mesmo que lá, bem na frente de tudo veja que não foi bem aquilo que quis. Quero que tenha a certeza que tentei de alguma forma te ver feliz.
Não quero te ver só. Perdida em meio ao pranto de desgosto e sem dó.
Quero te ver caminhando em um par e não só em um ímpar.
Quero...
Que esteja o sorriso de algo bom estampado na tua cara todos os dias e que seja a feliz estada a cada dia.
E que junto com vocês que caminhem em par, esteja lá, bem no fundo do cómodo a tranquilidade e a certeza de que realmente é, de que realmente será, a certeza de que é ali que vai continuar.
No fim de tudo, quero que seja como uma lagarta que se enrola em um simples casulo e que tempos depois sai de lá na forma de uma linda borboleta decidida a traçar caminhos antes já percorridos porém com a certeza de que vistos por outros ângulos.
(André Luiz)

Um comentário:

Gyzas disse...

Ow doido meu, como sou feliz por ter um amigo poeta que consegue transmitir em um simples poema uma imensidão de sentimentos.
Nossa felicidade é a junção de todos os simples e bons momentos que compartilhamos ao lado de pessoas especiais que nos fazem sentir uma alegria de viver e uma otima sensação de que... 'Vale a pena viver'.

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