quinta-feira, 20 de maio de 2010

Minha grande pequena criadora.


Caminhando em volta da minha casa encontrei você, meio que abatida, caida debaixo de uma pequena árvore que se igualava a seu tamanho. A Levei para casa e te puz para deitar em algo ao qual você se perdeu. Era, pequena. Providenciei tudo ao seu tamanho e também me adaptei aos seus modos. Tudo foi se tornando novo para mim. O que você gostava eu passei a gostar. Vivemos um bom tempo assim, apreciando o tempo, apreciando tudo aquilo que nós tinhamos. Até que um dia tudo mudou por causa de uma visita que para você era novidade, olhamos um para o outro e nos perguntamos o que estava acontecendo. A conclusão foi que, tinha que viver o que era bom além do que vivia. O pior de tudo é que meu bom era você e o seu era o novo que via. Paramos. Refletimos. Nos diagnosticamos como doidos que viviam avulsamente em mundo que nós mesmos aviamos criado sem mais nada a sem mais ninguém. Hoje, passei a ser feliz, não da mesma forma que era antes de te encontrar. Antes não tinha nada e agora tenho lembranças de algo bom que passou por minha vida. Você não está mais comigo. Está feliz. Eu estou feliz por isso.

(André Luiz)

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