quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os orgõas conversam.

"O coração se aperta!"
Isso diz o pulmão.
"Faz com que o espaço que pulsa com rapidez, fique cada vez mais apertado e menor."

"O coração ainda continua sem conseguir falar. Coitado. Lhe falta ar!"
Algo é sentido pelo... que fala para o coração continuar calmo.
Logo depois fala ao pulmão.

"Está tudo bem."
A boca se agita bastante sem conseguir parar.
A língua segue o compasso e juntas...
"O coitado do coração!"
Grita o pulmão.

Se escuta uma voz de longe.
"Invejoso!"

Vai ficando cada vez mais apertado.

De repente, se relaxa.

Quando tudo acaba, o coração podendo falar diz: "Foi bom tudo o que aconteceu, porque no exato momento me sinto feliz e prazeroso com tudo aquilo e garanto que vou me guardar com grande maestria e vontade para quando ouver mais."

É, uma coisa boa dessas fazem quaisquer orgão falarem entre si.

(André Luiz)

terça-feira, 25 de maio de 2010

A nova estatueta.

Nessa nova etapa, quero lapidar uma estatueta maior do que a que já tenho, mais modelada e dentro dos padrões reais de minha realidade inata e não interferida. Reforçar bem suas estruturas para que não venha a desabar. Até porque, remendar deixa marcas.
Vai ser ascessivel aos olhos de todos, porem, em horários certos e em outros, bem reservada.
Seu núcleo será preenchido e não completamente oco como a de antes. Usarei bastante massa para que seja dura e resistente, difícil de ser quebrada.
A base, pensando bem, a quero relevo com as dos demais, nada diferente.
Assim, poderão perceber qualquer diferença apresentada.

(André Luiz)

Mesmo desgastado, um bom amigo.

Continuar no mesmo barco velho, sabendo que ele vai nalfragar por conta de sua estrutura já comprometida, pode ser uma burrada. Porém, construir um novo, ultrapassa todos os meus ideais conquistados.
O melhor a se fazer é concertar, uma vez em terra, os buracos que o comprometem sem jamais abandonar o velho barco que levou tanto tempo para contruir e que ao qual passou tanto tempo velejando.

(André Luiz)

Dizer.

"Não é que tenha errado muitas vezes no passado e tenha percebido isso só hoje, que no futuro não possa fazer algo certo."

(André Luiz)

Grito da liberdade em pleno voo.

Hoje quero voar livre pelo céu escuro da noite com minhas proprias asas. E quando somente estiver, bem lá no alto, bem no alto, gritar para todo mundo ouvir, que valeu a pena ter se servido de animal de estimação por todo esse tempo.

(André Luiz)

Frase curta.

"Do muito tempo que se tem, pouco foi feito algo para mostrar pelo menos que valeu a pena ter se mostrado por inteiro."

(André Luiz)

Pensamento

"A maior loucura do amor é pedir ao outro tudo o que se tem. O próprio."

(André Luiz)

Pensamento

"Não queria nada além de você. Quis demais. Estou só."

(André Luiz)

Sonho da menor porcentagem.


Sonho...
... Com chuvas que caem e molham o chão sem o embriagar, com o sol que o seque sem o queimar, com os ventos que sopram sem nada derrubar, com animais na cidade sem os aprisionar, com o nascer de um novo dia e que esse seja novo na natureza, principalmente a do ser que a habita e maltrata.

"A cada dia que passa a terra se revolta com as ações feitas, pois esse é o único meio dela demonstrar que sofre."

(André Luiz)

Hoje é hoje!

O amanhã provém.
Em instantes vivemos pensando no amanhã, sendo que o hoje ainda não foi vivido.
Não temos a idéia de comer a banana hoje, porque depois poderá não ter com que se fartar, não vemos que amanhã a tal fruta poderá estar estragada ao ponto de nem ser mais servida.
Hoje é o real que acontece e por isso é o momento verdadeiro que vivemos. Então se ainda existir o amanhã, esse será vivido.

(André Luiz)

Apesar do que, não uso lentes.

Não foram as lentes que o mudaram.
Meus olhos hoje enxergam o caminho melhor, bem como percebe os outros olhares direccionados para os mesmos. Uns desafiadores, outros piedosos e até mesmo os graciosos. Mas a única coisa que os incomoda é o clarão do sol que bate penetrante nas suas conjunções com a face.


(André Luiz)

O muro a sua volta.


Nossa!
E esse muro que te rodeia?!?!
Para quê tanta proteção assim?
Para que esse esconderijo se o que você precisa mesmo...
Não adianta construir um muro. Daqui a uns tempos ele irá ficar velho podendo até desmoronar. E não adiantará remendos. Ficarão visivéis.
Demoli logo esse muro!
Vamos!
Se deixar para depois pode ser tarde demais.
Construir muros assim é perca de tempo.
Eles só fazem com que fiquemos cada vez mais separados das pessoas.

(André Luiz)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

É Festa!


















Foram muitas postagem relacionadas a alegrias, tristezas, des
ilusões, transas... Tudo o que me via a cabeça.






















Fico grato por aqueles que leram e/ou ainda leem pelo menos uma frase e aguardo ainda por aqueles que estão para ler.







Depositarei com prazer todo o meu escrito aqui.



Não sou poeta, nem tão pouco filho de um.





Sou apenas uma pessoa que dedica um tempo para ampliar seu horizonte compartilhando com outras pessoas as proprias palavras que podem até servir para as mesmas que a leem.

Alegria!


Abraços!


(André Luiz)

Muitas vezes

Muitas vezes me deprimo por uns minutos e depois de dizer para mim mesmo que não vale a pena, volto o humor ao qual se encontrava antes.
Quando menos imagino, tudo volta a rolar e acaba virando uma bola de lã cada vez maior e mais pesada. E quando menos imagino que vou caminhar um bocado me canso por conta do grande peso.

Me alegro. E depois de dizer que vale a pena, eu recebo um pouco de lã para enrolar no novelo já grande.
Quando desenrolo esse novelo vejo que acumulei bastante grandeza e vou modelando com ele uma capa da qual eu posso me aquecer e proteger da fome, do frio, de tudo o que me tentar abater.

A natureza em si é benevolente conosco, cabe a nós sabermos usa-lá ou não.

Muitas vezes me deprimo por minutos, mas, são só minutos.

(André Luiz)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

UTI de nós dois.

Enquanto nossos corações estavam vazios, separados, perto de falecerem, vi que a força que os tentava reanima-lo era maior do que se imaginava. Resolvi então abrir a porta que dava acesso a sala de unidade de terapia intensiva. Me assustei de início, mas depois fui percebendo o porque de tudo aquilo. Milhares de pessoas formavam fila para se curar do mesmo problema que o nosso. É o caso de muitos! Falei para mim mesmo. Quando chegou a nossa vez, ainda a tempo de solucionar o problema, me deu um alivio, e outro maior ainda quando você me olhou, me abraçou, sussurou ao meu ouvido aquilo que me deixaria ainda mais forte. Que era bom ter um ao outro de volta.

(André Luiz)

Minha grande pequena criadora.


Caminhando em volta da minha casa encontrei você, meio que abatida, caida debaixo de uma pequena árvore que se igualava a seu tamanho. A Levei para casa e te puz para deitar em algo ao qual você se perdeu. Era, pequena. Providenciei tudo ao seu tamanho e também me adaptei aos seus modos. Tudo foi se tornando novo para mim. O que você gostava eu passei a gostar. Vivemos um bom tempo assim, apreciando o tempo, apreciando tudo aquilo que nós tinhamos. Até que um dia tudo mudou por causa de uma visita que para você era novidade, olhamos um para o outro e nos perguntamos o que estava acontecendo. A conclusão foi que, tinha que viver o que era bom além do que vivia. O pior de tudo é que meu bom era você e o seu era o novo que via. Paramos. Refletimos. Nos diagnosticamos como doidos que viviam avulsamente em mundo que nós mesmos aviamos criado sem mais nada a sem mais ninguém. Hoje, passei a ser feliz, não da mesma forma que era antes de te encontrar. Antes não tinha nada e agora tenho lembranças de algo bom que passou por minha vida. Você não está mais comigo. Está feliz. Eu estou feliz por isso.

(André Luiz)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A luta e um fim.

Não sei despir minha juba
Nem tão pouco me enrolar na candura
O que abraça é o braço?
Ou será o embaraço da amargura?

Não é face a face
Nem tão pouco boca a boca.
É corpo a corpo
É o começo de jogo.

A luta começa acirrada
O gongo foi batido, e...
Nocalte! A primeira chamada.
O que terá dado em troca por nada?

A essa vez o chão serviu de cama
De consolo e até mais o que provém.
O que poderia zunir no que ama?
Se não fosse o zunir do meu bem.





(André Luiz)

Nem a morte faz eu te esquecer.

Tô morrendo de saudade de apertar o teu peito e sentir teu coração, de morder tua língua e misturar o teu gosto com o meu, de olhar no teu olho e dizer do desejo maior da vontade que tenho em te comer inteira.
Tô morrendo...
Saudade me bate e me alimenta cada vez mais.
Tô morrendo...
Tô morrendo mas não é de saudade.
Tô morrendo...
A distância e o tempo prolongado que nos faz estar, faz com que eu me acostume em assim permanecer e vou envelhecendo sem ao menos aproveitar cada minuto contigo, cada sorriso, cada beijo, cada transa.
Tô morrendo...
Quantas vezes direi ao medico que me socorre a cada enfarto de tristeza que meu remédio e cura é você?
Tô morrendo...
Faltam apenas cavar três palmos no chão para jamais me ver.
Morri...
Nem assim vou te esquecer.

(André Luiz)

Conto

Meus contos não são inventados nem por mim nem por ninguém.
Minha mente faz o papel de boba apaixonada em um mundo que é meu e de mais ninguém.
Esse mundo foi eu quem o criou e me preocupei em colocar todos os requintes necessários stando você nele também.
Criei uma outra mente e meus contos são a partir do que vivo com ela no meu mundo.
Se você não entende é porque não merece estar nele.

(André Luiz)

O parir da raiva

A puta pariu a raiva que me consumiu por vagabundos instantes e me deixou ir até o raio que o parta fazendo com que eu não mais falasse com o merda que me acompanhava.
Puta é Puta!
Já tá dito que é!
Não tem como voltar atrás.
Vou para o inferno mesmo!
Até mais!

terça-feira, 4 de maio de 2010

O chamado para uma conversa esquecido.

Depois de muito tempo meu eu me chamou para uma conversa.
Fiquei assustado depois que lhe perguntei do que se tratava e ele não adiantou nada, somente disse que na hora eu iria ficar sabendo de tudo.
Falei um, tudo bem! E ele saiu.
Fiquei esperando que aquela hora chegasse logo para acabar com a minha ansiedade.
O pior de tudo que o relógio não cooperava comigo.
Ficava fazendo aquele barulhinho de tic, tac o tempo todo sem parar e isso fazia com que eu não esquecesse da cara do meu eu.
Sabe aquela hora em que alguém te chama para uma conversa seria e que você nesse instante olha sua cara e ela está diferente da do normal? Você imagina logo...
Esperei muito tempo.
Tanto tempo que me acostumei com o barulho do relógio e passei a imaginar que aquilo tinha sido uma tamanha brincadeira só para mim assustar, passando a esquecer aquilo tudo.
Mas, quando menos esperei o meu eu apareceu de novo e tocou num assunto, perguntando se eu me lembrava do chamado que havia feito a um tempo. Disse que não mais acreditava em nada pois já fazia muito tempo. Engano meu. A conversa foi naquela mesma hora.
Era mais uma tentativa dele, sendo aquela a ultima.
Ai, vi o que realmente tinha que se fazer.
Percebi que tudo o que se é para conversar, mesmo que dure um tempão, não podemos esquecer que é verdade e imaginar uma brincadeira.
Se o chamado veio a você é porque é algo serio.

(André Luiz)

sábado, 1 de maio de 2010

Ontem eu perdi...

Assim como perdi a letra da música, perdi a oportunidade de continuar alegre. É que ontem, me veio a tristeza e disse para acompanha-la, que em seguida daria algo de bom para eu cantar.
Mentira!
Ela não me deu nada!
Nada!
Ai foi que parei para pensar.
Como pode a mentira dizer a verdade?
Tudo isso por causa do perdido que tinha me deixado perder a música.
O tempo. Esse também ajudou um pouco a tudo.
Se ele não tivesse passado e feito mudar.
Passado, isso, PASSADO!
Há, deixa só eu falar com o futuro e jamais vou me orientar por você novamente.
E agora?
O que vou fazer se perdi a música que cantava?
Não posso ficar parado sem me exercitar.
Já sei, já sei...
Achei!
Quanta felicidade!
Mas, calma.
Sim, é ela!
Ela vai me dizer o que vou e quando vou cantar, na hora certa, a nova melodia.


(André Luiz)