quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eu e a Lua.


Posso ou não, estar diante de ti e dizer como devo de uma forma prosseguir e permanecer apenas no dizer sem mesmo ter a coragem de fazer. Talvez até sejam as más línguas que me acompanham mesmo que em poucas vezes, sempre até o fim, somente para verem e gargalharem daquele destino que se destina a mim. Ou seja eu mesmo que me afasto, desprezo o que poderia de fato ter e aprecio o que... Aprecio a forma de ser, de sentir e se deixar sentir.
Como posso deixar passar uma coisa tão boa na minha frente e não agarra-lá?
É, eu sou mesmo inexplicávelmente inexplicável, somos assim. Não é mesmo?
Passam tão perto e ocupado com as coisas demais deixo passar sem nenhuma força me dizer que devo ir.
Assim, tão, tão sigo minhas noites entre eu e a Lua que é a única que chega a me entender e que dorme comigo todas as noites.

(André Luiz)

terça-feira, 20 de abril de 2010

No fim eu acabo perdendo para o céu.


Primeiro me veio uma ideia de falar, de escrever sobre o céu que se encontra nublado, ai, me interromperam com um "oi", nada mais. Logo depois escutei um barulho diferente e fui olhar. Era um outro "oi" direccionado a mim só que com o complemento de "Como está você?", era um amigo. Respondi com a mesma alegria com que me prestigiara e voltei a escrever. Voltei! Tentei recomeçar a falar do céu que ainda se encontrava nublado, mas, acabou se rabiscando palavras assim. Agora que coloquei esse ponto final, me veio a mente uma coisa, uma pessoa, não um vazio. O que é real, é que essa mesma não está ao meu lado para me dar mais do que um "oi" ou "oi, como você está?".
No fim de tudo escrito, apenas o céu sai ganhando, porque ainda está nublado e possivelmente pessoas estão nesse momento o admirando, dizendo um "oi, prazer em me proporcionar um espetáculo tão belo como o de hoje."

(André Luiz)

domingo, 18 de abril de 2010

Só você sabe o caminho certo a seguir.


Estar perdido em si mesmo é ter a certeza de que não poderá receber muita ajuda de alguém, pois esse caminho somente quem trilha é você, não há mais ninguém que o possa definir melhor. É você quem o define, decora, vê qual a direção melhor em seguir, cria e recria se quiser.
Estar perdido nesse caminho sem o defini-lo é estar completamente só.

(André Luiz)

Tudo volta pro começo.

Um braço, um ato, um laço.
Abraço!
Do abraço, a boca.
Da boca, o beijo.
Lambuzado!
O tempo passado foi todo aproveitado.
O suspiro...
Recarrego o fôlego e mais...
Abraço, beijo, amasso...
Mais tempo.
Mais abraços.
Mais beijos e no final ainda não chegou.
Tudo volta pro braço.

"Toda estoria tem um final feliz, porém essa esta ainda no inicio e se já é assim, imagine o final".

(André Luiz)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Salve a beleza chamada MULHER.

Salve a beleza da mulher que é...
Que quer o bom e o bem do mundo.
Que cria sem medo o ideal capaz de salvar.
Salve a mulher de classe que não rouba para ter mais.
Salve ainda a mulher que rouba sem o querer de roubar, mas que faz isso para salvar o que desabrochou de seu ventre.
Salve! Arranje ainda um lar.
Não é o dia certo que conta para lembrar.
Não é data, nem hora, nem tão pouco recordar.
Salve a beleza da mulher nata, da de ceio farto e da que não tem.
Salve a beleza e no que nela contem.

(André Luiz)

Desinibição e masoquismo.

Me dê um tapa e um beijo. Vai me deixar mais alertado.
Me dê uma mordida e me passe as unhas. Vai deixar marcas no que já é marcado.
Não pense muito e rasgue minha roupa, me deixando pelado e com desejo.
Me lamba todo e sinta o meu gosto. Que gosto terá?
Me aperte em seus braços e ai farei...
Mente ereta de desejos a dar, agora é minha vez.
O tapa, o beijo, a mordida, os desejos.
Sem pensar, rasgo a roupa.
A lambida, o gosto.
Aperto os meus braços, farei.
Fiz no final de tudo um alguém com gozo feliz.
Não leves a sério tudo.
Falo do tapa, da mordida...
É só para te deixar mais desinibida.

(André Luiz)

O texto.


Não existe texto bom ou texto ruim. Eles são na verdade um proposito de nossas palavras, só que em outro diametro, em outra dimensão lisa e verdadeira que é o papel.
É um conjunto de palavras que conseguimos expressar.
São formações de palavras simples que esconde em cada uma o verdadeiro sentimento a quem disperta ao ler, sem nenhum meio de pestanejar o contrário.
Dizer o que se quer em palavras é bom quando não se está corpo a corpo. Assim temos o proposito de que caso não tenha acontecido algo ainda, possa acontecer.

(André Luiz)

A lágrima doce que hoje escorre por minha face segue retilinea pelo caminho ao cair, pois meu rosto permanece erguido de prazer e orgulho por essa não ser mais um que cai direto ao chão pelo fato de o rosto antes estar direccionado para baixo por conta das decepções e desesperos de o que realmente fazer.
Isso tudo sou grato a mim e a você.

(André Luiz)

Quero te falar.

Quero falar ao meu amor, que não sou muito ezigente.
Durante todo esse tempo eperei e posso esperar um pouco mais.
Esperar por algo que não existe é um fato.
Espero por algo.
Esperei, espero, não sei.
Quero te falar...
Não quero mais querer a algo que não posso ter.

(André Luiz)

Seja você mesmo o seu céu.

Tudo tem um sentido.
Hoje, o meu céu está vermelho.
Sou eu mesmo o meu céu.
Vermelho, não de raiva.
Nem tão pouco de amar.
Essa é de tristeza.
Porque o restante está normal?
Sou eu que dou o tom do meu céu, enquanto as outras partes cuidam de suas partes.
Tudo em um sentido.
Tudo vindo de cada um.

(André Luiz)

Salada de confições

Tudo o que mais prezei em toda a minha vida, foram pessoas que estavam ao meu lado, fazendo de uma forma qualquer que eu me sentisse bem(Isso que parecia).
Jamais julguei alguém pelos seus atos de atrocidades, pois, muitas vezes via que era parafernalha de uma perturbação mental ao qual estava passando e que de fato, sem pestanejar, poderia estar sujeito a qualquer hora.
Sou ser e sendo, não sei quem realmente sou.
Minha primeira palavra não era de abandono, pelo contrário, se acompanhava passo a passo tudo o que acontecia é porque me deixavam participar.
Durante muito tempo fui plantando sementes de mim em cada ato meu, em cada busca encontrada, em cada erro concertado e dai vinha cada fruta arrancada.
Hoje, as colho, e quando as colho vejo que são grandes frutas, porém não tem uma menor qualidade.
Saber onde errei, se errei ou se foi alguém que errou por mim, não posso mais saber.
Tudo o que mais prezava, hoje me faz pensar em cada detalhe de minha exposição mal feita, de minha sugestão mal ajustada, de minha pessoa como melhora no decorrer de tudo.

(André Luiz)

A Morte


Não sabemos ao certo qual a sua forma.
Não sabemos se é realmente aquilo que pensamos que é.
Pode ser imaginada somente como uma voz que chama.
Muitos podem pensar em lutar contra.
Em vão, não se consegue muito vencer.
Leva de vez...
Pelo que nos é informado, todos, um dia escutaremos a sua voz nos chamando.
Talvez assim veremos qual a sua real face no caminho escuro, na passagem direta...
A Morte!
Talvez ela seja uma amiga ou uma vilã da história.
Só sei que no final ela sempre sai ganhando.

(André Luiz)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não é isso... É aquilo.

Não é o braço... É o amasso.
Não é o toque... É a pegação.
Não é a boca... É o beijo.
E sem contar os delírios de emoção.
Não é isso...
É aquilo que me faz assim.
Sempre avançando o necessário.
Sempre atropelado por esse caminho de emoção.


(André Luiz)
"Ver quem sou, não é deixar de ser quem eu era perdendo a escência".

(André Luiz)
"Porque ter medo de me adaptar, se não aguento mais presenciar tanta desordem com meu eu?"

(André Luiz)

Beijo às estrelas.

Abraçou primeiro as estrelas e depois a mim, iludiu.
Veio ardente e prosseguiu.
Me pediu para olhar o céu e vê-las brilhar.
Aproximou-se e começamos a beijar.
A partir dai não só o céu iluminava.
Eram também dois mundo.
E se a noite durasse um ano.
E se as estrelas com ela brilhassem sem parar.
Até agora estaríamos no mesmo lugar.

(André Luiz)

Não sei...

Não sei o que faz pensar a cada um que tudo está certo.
Nada se encaixa quando se relaciona ao verdadeiro saber se sou ou não aos que me chamam de amigo, um verdadeiro amigo.
"Para alguns precisamos exclamar o que de fato é, principalmente a quem tem a pesistência de escrever".

(André Luiz)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Em destino...

Amontoados de carne se desvariam pelos cantos.
Remanescentes e agudos ossos se completam em meio a esses objetos vivos.
Saculejam da esquerda para a direita, sempre se jogando uns contra os outros, invadindo espaços e sem pedir licença.
Não se importam os demais que também estão lá e são diferentes.
Cada um com seu credo, cada qual com a sua jurisdição a propagar no decorrer daqueles dias. Tal qual é o som que os embala.
Palavras objetivas, sinceras e bem ditas, igualações quase igualadas. Vão, passam, percorre e não deixam abater por si próprio, somente pelos que são outros e não provem agora.

(André Luiz)