domingo, 28 de março de 2010

Solidão que se diz minha.

As vezes é mais forte do que eu.
Entra sem pedir licença.
Come da minha comida.
Bebe da minha água, da mais abundante água.
Descansa na minha melhor poltrona.
Assiste o que quer em minha tv.
Come até minha mulher por um bom tempo.
Dai, olha na minha cara.
Sarcastico, me cospe na cara e me manda embora.
Porra de solidão que me invade e me deixa fora da realidade que antes não era essa tão banal e que me faz pensar que é minha.

(André Luiz)

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