quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Negra da Santa

Sua cor devora o claro que lhe é dado. Desinibida se abrange espontaneamente no meio de todos do imenso corredor que cheira as narinas de uns e fede na de outros, sem ao menos se preocupar com o que os outros possam imaginar.
Saca de seu corpo o monte de onde retira vários outros objetos ainda mais chamativos que sua cor.
Uma negra sem relatos de vergonha e sim uma com cor de verdadeira coragem de mostrar sua raiz.

(André Luiz)

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