quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ações que você tem hoje
Ficam enraizadas em meu ser
E as decisões se aceitas
Se adequar para assim viver
Os momentos que passar
De alegrias que nós vamos ter.

Então, veja bem o que vai fazer
Para não magoar sem querer
A pessoa que admira e quer bem
Pois magoas hoje feita
Ficam cicatrizes bem além.

(André Luiz)

A Negra da Santa

Sua cor devora o claro que lhe é dado. Desinibida se abrange espontaneamente no meio de todos do imenso corredor que cheira as narinas de uns e fede na de outros, sem ao menos se preocupar com o que os outros possam imaginar.
Saca de seu corpo o monte de onde retira vários outros objetos ainda mais chamativos que sua cor.
Uma negra sem relatos de vergonha e sim uma com cor de verdadeira coragem de mostrar sua raiz.

(André Luiz)
Diz-se radical, que topa qualquer parada, mas para se falar a verdade, não é bem assim que acontece. Por mais que o surf seja um dos esportes, a onda vem, mas, falta o que completa em coragem, bem como uma prancha. Prefiro o perigo em terra a ser enfrentado, pois, só assim não se apaga o meu fogo.

(André Luiz)
Que pena que o mundo parece viver com suas injustiças causadas pelo homem incapaz e infeliz para com os outros que são compreensíveis e alegres, que querem não só a felicidade própria como as dos primeiramente citados acima.

(André Luiz)
Minha face monta a resposta completa em sua frente. Se essa vai ser de sua boa vontade, bem! Se for ser contra, não posso fazer nada além de continuar com ela até você se acostumar e ceder aos caprichos de um simples ser que somente quer seu bem ou até mesmo em partes, partes de outro alguém.

(André Luiz)
“O vento enquanto sopra, espalha as folhas. Eu enquanto respiro, espero por você”.

(André Luiz)
O nosso maior defeito é que somos perfeitos aos olhos, completos pelos sentimentos, felizes pelos outros... Sendo que, nos falta capacidade para compreender por dentro. Tai a maior de nossas faltas de raciocínio quando teríamos que ter já que somos racionais.

(André Luiz)
O egoísmo é latente e intolerável, por isso, quem o tem fica apto a se tornar incompreensível, mal humorado e acima de tudo um solitário a mais no mundo, regido por apenas a sacões dos outros, sem a mínima capacidade de ter uma perante a um grupo de maior numeração.

(André Luiz)
“Minha alma não cobra um complemento, nem tão pouco meu corpo remete a satisfação de outro corpo qualquer e sim o entendimento de quem sou e para o que existo”
(André Luiz)
Ontem pude perceber a importância diante de sua fronte, simples pelo jeito de recepcionar a pessoa que aqui escreve.
Hoje, como já existe outra para fazer isso só que ardentemente tudo muda desde o chegar até o sair, do falar até o calar, do elogiar até o ridicularizar.
Ontem, hoje, sempre, em fim, tudo era para ser nada mais ou menos e sim tudo igual.

(André Luiz)
“A estrela de muitos brilha até a hora em que a tomada é desconectada ou falta energia”.

(André Luiz)
Quero encontrar nos teus olhos o brilho de alegria por me ver e no teus lábios palavras confortantes de compreensão. Só assim vou ter a certeza de que faço de importante parte do seu meio, bem como você senti a minha falta.

(André Luiz)
Andarilhos com armaduras de couro grosso, que protegem sem nenhum medo suas palavras bocejadas a todos que lhe transmitem uma extensa paz interior em meio a tumultuada correria dos outros guerreiros que se atropelam indo de um lado para o outro do campo de batalha. Assim permanecem em seu tempo.

(André Luiz)
“Não sou teu inquilino, porque tão pouco pago aluguel e nem sou cobrado por permanecer ao teu lado”.

(André Luiz)

O desbotar do tempo

A lua ascendeu e a noite acordou, mas a luz não ilumina todos os cantos e lados da casa e de onde estou não enxergo teu retrato.

A luz se apaga e o dia vem com uma luz ainda maior. Essa ilumina todos os cantos e lados da casa, porém, quando olho para o mesmo lugar que pensava ter uma foto sua, vejo um simples quadro quase sem imagem, desbotado com o tempo.

Tanto espaço se esvaziou e até o tempo levou a única coisa que tinha para recordar daquele quadro, hoje já não tenho mais.

Tanto tempo em pouco tempo que me fez acostumar com a solidão.


(André Luiz)