quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O beija flor e a rosa entalhada.

Pousa um beija flor no meu quintal.

Bem na ponta que desponta o varal.

Passeia fasseiro pelo reto do reto que há.

Vai andando em busca da talhada flor envernizada.

A que um dia teve cor.

Hoje desbotada da luz intensa que dá o calor.

O que ele vê naquela rosa?

Será o seu interior?

Mesmo de madeira, matéria morta

Parada, sem desabrochar uma pétala formosa

Ela cheira, cheira...

Tempos depois o beija flor voa e desaparece no ar.


(André Luiz)

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