quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Se...

Se tudo o que pudesse
Se tudo o que vivesse
Se cada dia fosse o mesmo dia
E mesmo assim nós amadurecesse

A vida não deixaria de ser completa
Não seria vazia
Tudo se tornaria pó sem envelhecer
Tudo nasceria sem se ver

De algo mais que pudesse respirar
Seriamos só nós dois no ar
E por mais que pudesse ser parado
Criaríamos o vento sem saber que era vento

Faríamos isso só pra ver
Só pra movimentar
E quando menos esperássemos 
Tudo estaria certo como a gente queria

Tudo seria o que pudesse
Tudo seria o que vivesse
Se cada dia fosse o mesmo dia
E assim como não é

A gente vai vivendo todos os dias
Querendo se ver, ter, permanecer...
Por isso, tudo o que pudesse vivesse
Seria mais feliz se você permanecesse

(Andre Luiz)

Noite fria a de ontem.

Uma brisa fria.
Frio intenso.
E você?
Me batia um arrepio por conta do frio.
Me arrepiava os cabelos.
Me fazia tremer.
Até mesmo gemer.
E você?
Noite fria minha linda.
Uma brisa fria.
Um frio intenso.
E sempre que queria me aquecer
Só pensava mesmo em você.


(André Luiz)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Onde se encontra o que mais se procura?

Alegres são aqueles que carregam consigo a certeza de que tudo não irá continuar na mesma?
São aqueles que sabem que a alegria provém de algo maior que ela?
Não se encontra em cada esquina algo que irá te trazer alegria.
Não está contido no pacote de "Ruffles" que se compra na loja de conveniência, nem tão pouco está no energético que você toma para passar a noite acordado.
Está na fase que você passa de um jogo?
Ou na conta que você paga durante no mês?
Alegres são aqueles que sabem se fazer alegres.
Alegria é alegria.
Se não só isso, é algo mais além...
De uma etapa para outra vai depender de que qual nível se encontra.
Eis a questão polêmica da coisa.
Você...
Onde está a sua alegria?
Mas, antes disso... Espere! Onde está a minha?
Onde irei de encontrar?

(André Luiz)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"N" Momentos

Olho para o céu e vejo algo que me lembra... Recolho na lembrança.
Rememoro, remexo e desfaço o laço que amarra o meu sapato allstar.
Há algo de acordo com o céu nele.
Não sei se é a cor que parece quando escurece.
Não sei se é a estrela que tem nele também.
Tem muita coisa azul.
Mas, que há algo parecido, isso há.
Eu recolho na lembrança em busca do que realmente tem e isso eu não abro mão.
Refaço e desfaço em desvaneio, mesmo sem lembrar ainda o que pode ser, mesmo sem dizer que eu mereço.
Uma mudança radical da cor mundo meu.
Eu olho para o céu e vejo e vejo algo que me lembra...
Olho para o céu e recordo de momentos.

(André Luiz )

O tilintar do tempo

Meus ossos sapateiam com o cançasso do dia e dançam em plena noite de sono a que tento me juntar.
Minhas carnes tremem como alguém com medo do que possa acontecer minutos a frente.
Meus olhos sobressaltam em meio a noite, e a escuridão me mostra coisas de minha imaginação como algo a que queira me dizer algo.
Minha própria se lambe e como um alivio de descanso chega a te esperar.
Minhas mãos não param quietas de escrever tudo o que me passa nesse instante em mente do momento que parece parar diante de mim mesmo.
Com tudo o tempo não passa, nem o sono chega.
E o tempo fica a tilintar o tempo que se faz o todo.

(André Luiz)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Oração a minha companhia



Ôh Deus que provém a bondade de nós / Desata todos os nós que nos amarra e nos faz varrer os fiapos de nossa casa / Lava a nossa lama e nos deixa assiados para te receber / Que o nosso pão seja multiplicado a cada vez, não quando comemos, mas, quando ajudamos a um irmão que precisa do que temos mesmo em abundância / E que nessa ajuda possamos mostrar a cada um que pensa o contrário da verdade de porque ajudar que o amor se constroi assim / Que não sejamos julgados por nossas escolhas / Muito menos permitir a nós julgar o outro irmão por isso / Porque é preciso te sentir hoje, pois não sabemos se virá uma outra ortunidade amanhã / Nossas ações não precisam serem mostradas ao vento para serem levadas as outras pessoas / Fazendo todas com coração aberto e aliviado já basta / Sabendo que somente teremos da pessoa que ajudar o necessário que ela possa dar / E nos satisfaremos com isso, pois o mais virá de ti / Todas as conquistas alcançadas mesmo com afinco ou dificuldade, teremos a tua ajuda / Nos vigia e nos permiti vigiar a cada um próprio / Alertando a cada coisa que nos invade malignamente que nossos portões estão protegidos / Que nele há um guerreiro e um mestre a postos para enfrentar qualquer batalha garantindo a paz que cada um almeja / Nos abençoa com tua luz e presença e nos faz sentir comportados com a tua companhia que é ótima / Agradecidos estamos por tuas benfeitorias.

André Luiz 

As coisas se vem e se vão

As coisas se vem e se vão
Assim!
Num passe de mágica
Num estalo dos dedos
Numa batida de mão
Assim as coisas se vem e se vão.

(André Luiz)

O que me vem à cabeça.

Um dia pensei em ser o sol
No outro pensei em ser a lua
No outro em ser o mar
Ambas se tocam no horizonte
Fim de tarde sem pensar
Ambas se separam
No pensar, no dia a mais
Um dia pensei!
Vou ser aquilo que me torna
Algo mais perto de você
Sem pensar realmente em que...
Vai ser...


(André Luiz)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Passadas ao chão, pensamentos ao vento.

Sustento em um só
E me bambeio
Há um após o outro
E sustento agora no outro
Enquanto um se ocupa
Está livre para passar
Um na frente do outro
E as passadas vão dando
Em direção ao fim do fio
A pedra que faz o fio é meu caminho
A pedra unida fia a fino
Qualquer descuido no caminho
É um encontro que tenho com o chão
Por isso sigo compassado
Sem se apavorar no caminho do fio
E um vai à frente do outro
Compassado e sem demora
Equilibrando o peso que está sobre
O peso da carne que completa
O peso do cérebro que pensa
Pensa e nada mais
Enquanto um passa pelo outro
Pensa e mais nada
Pensa...
E se estala de uma atenção
Nossa, foi quase ao chão
Chegam no fim do fio
E descem em plano chão
Sem preo... Nem culpa e nem são
E vão caminhando em outra direção


(André Luiz)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não sei!



Estou preso em um lugar qualquer sem ver, sem respirar...
A única coisa que consigo perceber é que tem alguém ao meu lado, mas não é você.
Onde será que estou eu?
Onde eu possa estar?
Onde está você?
Onde está eu, tu, ele, nós, vós, eles?
Não sei!
Onde posso me encontrar?
Onde posso perceber que minha verdade na realidade morreu?
Se é que ela foi mesmo assassinada.
Não sei!
Estou preso em um lugar qualquer sem pensar, sem concentrar...
A única coisa que sei é que estou perdido.

(André Luiz)

Ponte para você

A ponte me emenda com o outro lado
Mas me deixa sem opção de atravessar
Eu fico meio sem jeito e demasiado
Fico louco para te buscar
Me vem a ponte e me diz
Que quer fazer de mim a sua ponte
Mas, como pode a ponte
Fazer de ponte o que não é?
Eu sei que quero ir te ver
Te buscar e te trazer
Até o outro lado do rio que aponta
Vou e vem depois contigo
Vou e nem sei se consigo
Ai, dúvida cruel essa que me aponta
E olhe que posso estar na ponta
Da ponte que me leva até teu céu
Da ponte que me dá o acesso a te
Te ligo!
Atravesso logo além
Por terra firme avante e em frente
Assim não terei como me afogar
Caso a ponte me faça de ponte
E vá ela em meu lugar
A ponte me imenda ao outro lado
Mas nem por isso posso passar
Andarei um bocado
Mas, terei um dia de chegar

(André Luiz)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Meu querer.


...Que não seja nem tão doce, nem tão salgado, nem tão amargo, nem tão azedo...
...Que não seja verdade total nem mentira fatal. Quero alguém que converse comigo...
Alguém que saiba o que sinto e quero.
Que esteja a meu lado quando eu menos precisar.
Que possa se dar por mim não por inteiro, mas, pelo menos a metade de sua metade.
Me garanta que vai conseguir...
...Que não seja cruel nem tão muito graciosamente dada. Quero alguém que esteja ao meu lado...
Me garanta que vai estar...
Me garanta que vai ser...
...Alguém...
...Que sinta comigo a alegria de conquistar algo.
Só não me venha com aquela de "querer não é poder".
Tudo esta em minha volta.
Apenas não se chocamos ainda.
Sei, não é verdade total, nem mentira fatal, isso eu sei...
Mas quero... Quero o que sei que posso.
Conseguirei.
Meu querer é meu...
Meu querer.

(André Luiz)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Caça e caçador


Estou como um tigre a beira de um lago pronto para atacar a sua presa...
Estou como um tigre sempre atento para o que o rodeia.
Estou, estarei...
Nessa selva que nos cerca não dá para descançar-mos debaixo de um arbusto.
Há caçadores que me cobiçam.
Há outros que querem minha pele esticada servindo de carpete em uma sala de espera.
Há quem me quer para mostrar aos outros o premio de caça.
E eu sei o que quero.
Observar o meu caçador.
Mostra-lo que estou atento, mantendo-o afastado de mim.

(André Luiz)

Meus olhos


Meus olhos estão saltando fora de meu rosto e ganhando vida em minhas mãos... Estão enchergando o mundo e as pessoas que estão nele de um outro angulo que antes não via... Que bom que meus olhos agora estão em outro patamar... Meus olhos estão saltando e não estão te vendo mais em meio a multidão. Onde estará você agora?

O novo broto de mim


Me plantei para brotar novamente
Me plantei para você me ver brotar
Achei que poderia perceber
Mas aconteceu que...
Comecei a brotar diferente do que era antes
E nessa diferença esqueci você
Esqueci o que queria antes
E somente me lembro do que passei a querer
Desde a hora em que me veio o meu primeiro broto do chão
Me perdi nesse caminho, não sei
Se meus ideais mudaram não sei
A minha essência é a mesma
Porem meus gestão são outros mais astuto a mim
Me plantei para brotar novamente
Me plantei para nascer outro diferente 
Outro que veja a realidade
Antes de querer se plantar novamente.

(André Luiz)

Minha divisão


Estou me dividindo...
Estou dividido...
Estou... Pois
O passado me condena
O presente me mostra a visão

O futuro ainda não o conheço
E me emprenso
Nesse vai e vem de pensamento
Nessa torja de...

Nada é o que realmente quero
Nem tão pouco o que é bom pra mim
Mas, como saber
Ainda nem chegou ao fim

Olho ao lado e ao outro também
Me desfaço nesse vai e vem
Vai e vem...
Cadê?

Me diga o que é certo e errado
E te digo o quero realmente dizer
Nesse vai e vem me perco todo
Mas não perco a real razão de ser

(André Luiz)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Procuro um amor


Eu procuro um amor/Que ainda não encontrei/Diferente de todos que amei.../Nos seus olhos quero descobrir/Uma razão para viver/E as feridas dessa vida/Eu quero esquecer.../Pode ser que eu a encontre/Numa fila de cinema/Numa esquina/Ou numa mesa de bar.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../E eu vou tratá-la bem/Prá que ela não tenha medo/Quando começar a conhecer/Os meus segredos.../Eu procuro um amor/Uma razão para viver/E as feridas dessa vida/Eu quero esquecer.../Pode ser que eu gagueje/Sem saber o que falar/Mas eu disfarço/E não saio sem ela de lá.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../E eu vou tratá-la bem/Prá que ela não tenha medo/Quando começar a conhecer/Os meus segredos.../Procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim.../Eu procuro um amor/Que seja bom prá mim/Vou procurar/Eu vou até o fim...


(Frejat)

O frio que me arrebata sem você.



O verão acabou e chegou o inverno.
Frio, muito frio e a única coisa que me aquece é o cobertor de fios grossos.
Você foi embora cedo demais.
Para mim você morreu, porem ainda continua vivo, perambulando em busca de um lar onde se aconchegue, se aqueça num fogo brando, deite em uma cama macia ao lado de uma pele macia.
Quando eu dizia, me apaixono todo dia é sempre a pessoa errada, estava falando de você que foi embora cedo demais.
Lembro de você todos os dias, principalmente quando me aqueço sozinho.
Dia de frio.
Os dias de chuva e sol não chegaram ainda. E até lá lembrarei de você que foi embora cedo demais para mim.
Com você aprendi a perder.
Aprendi a me conformar com o ter e não permanecer com ele.
A prendi que os começos são felizes, já os fins é que não podemos esperar muitas coisas.
Lembro das noites que passamos juntos e que não mais terei.
Se você está bem hoje, não sei.
O inverno está acabando e o sol está para aparecer.
Assim pelo menos passarei um tempo sem pensar em você até que chegue o próximo inverno.
E sei que como sempre, esse chegará cedo demais!

(André Luiz)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Despedida da amizade.



Sentirei saudades sua quando tudo mudar e você for embora.
Sentirei uma lágrima rolar em meu rosto na lembrança de momentos felizes que passamos e que não voltarão.
Sentirei um vazio grande entrelaçando meu coração.
Sentirei e passarei a pensar muito em você.
Sentirei falta de sua presença.
Falarei de uma amizade que tive e que valorizei até onde pôde.
De uma amizade que dei tudo de mim para ser fiel.
E nisso tudo, lembrarei também de um amigo que me traio e me esqueceu.

(André Luiz)

Meu dia de bebedeira.



Transpareço o mel e fel...
A mim
Transmito tranquilidade afim...
No fim de tudo que acaba,
De tudo que transparece.
Transpareço, transpaço e me embriago 
Nessa dança que todo dia faço.
E da ressaca me desfaço
Em transparecer o gole falso
Da bebedeira que me recordo
Da hora em que brindo
O gole guela a baixo.
Transpareço e transpaço
Ternura e força no braço.
Nas pernas a força maior 
De me sustentar e não cair só.
Transpareço a mim transpaço. 

(André Luiz)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ao meu ver...

"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria." Khalil Gibran


Vê a magnitude que essa frase transmite?
A tristeza assim como cada sentimento que está ao nosso redor, nós dá sua presença de cara, a cada hora que queremos que ela nos dê. E no instante em que não mais a quiser-mos presente, ela poderá sim, de fato, ser acomodada no canto mais escondido do vão da sala de espera ou até mesmo ser mandada em direção a porta de saída.
Ficar sem receber sua visita? Não acho de acordo. Está escrito bem na frase acima, da qual presto grande destaque.
"A tristeza é um meio maior de ver a verdadeira face do mundo a que você está se expondo."
A explicação de existir tristeza?
A explicação de a tristeza nos visitar?
O porque que existe tanta tristeza no mundo?
Nossa! Quanta pergunta.
Vou finalizando por aqui, antes que...
Fui!
Rsrsrsrs...

(André Luiz)

terça-feira, 27 de julho de 2010


O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, pediu uma carona para chegar à outra margem.
Desconfiado, o sapo respondeu: "Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer."
Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu, acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.
Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.
Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente:
- Porque essa é minha natureza!


Extraído do livro "Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado" de Ana Beatriz Barbosa Silva.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quando perco, me embriago e sonho.



A cada gole eu me embriago mais e permaneço, rente, deitado... No mesmo lugar, agora solitário que ficou marcado, o seu corpo ao meu. Me pego parado pensando: O que será agora que o frio se torna companheiro meu? Pois os tempos de calor se foram junto com o teu corpo e as maravilhas de sussurros e encantos que eram deleites, cheios, ao pé do ouvido enquanto escutava os gemidos teus. As passadas de mãos só me restam na lembrança que guardo e alimento na marca que ficaste em meu pensamento, do mesmo pensamento do teu corpo ao lado do meu. Das marcas que ficastes em meu pensamento dos momentos de amor a que se atrevel.
Um dia quem sabe, outra virá a esse lugar que era teu. Mas, não serão as mesmas curvas, os mesmos volumes, o mesmo tom de voz, a mesma palavra falada. Serão diferentes, claro. As outras da outra pronunciada.
E eu, no mesmo lugar que era meu, de sempre, me envolto, rolo para o lugar que era teu.
A cada gole eu me embriago e quando penso que... Adormeço. Quando acordo me acalento e reconheço. Que não foi sonho, esse que tive agora.
De gole a gole me embriaguei e relembrei todo aquele apreço que um dia tive em meu berço.
E a cada gole uma lembrança, uma certeza... De que tudo foi vivido na certeza.
Na certeza de que um dia não dormi com com o frio e a solidão.

(André Luiz)

domingo, 18 de julho de 2010

Tanto lápis, tanta tinta.

Tanto lápis, tanta tinta.
O lápis não pinta como tinta, nem faz escorrer as cores pelos lados.
O lápis é colorido.
O lápis pode ser de mão.
É só preto! Quando se escreve destaca no branco.
Tem tinta de toda a cor.
Lápis também tem.
Dos mais nomes chamados.
Tem dos mais variados também.
Tinta.
Lápis.
Tanta inta, tanto lápis.
Um rabisca e outro lambuza.
Um é somente cor e outros são cores astutas.
Um durão e outro macio.
E se começa no lápis e passa para a tinta de qualquer forma pode de um forma passar pela mão.
Ou não.
Sim!
Não!
Boca, pé, mão...
Tanta tinta, tanto lápis e eu não sei nem se quer desenhar.
Tanto lápis, tanta tinta e eu nem se quer sei pintar.
Rabisca com lápis e joga tinta.
Joga a tinta e não se dá para rabiscar.
A arte quem manda, eu que mando.
Se não for eu quem irá mandar?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Enviada a mim.

UM PRANTO ESCONDIDO

A lágrima que mais dói
Não é a que na face corre
A que mais nos corrói
É a lágrima disfarçada
Aquela que é sustada
Que não pode aparecer
Que morre na garganta
Sufoca, explode, espanta
Procura disfarçar...
Num riso desapontado
Ou num olhar desviado
Não podendo soluçar.
É aquela que por dentro
Num solavanco mudo
Parece que rompe tudo
Em borbotões de soluço
O pranto vai envolvendo...
Como é difícil enganar!
Não é a lágrima caída
Que é a mais dolorida
É aquela que é engolida
E que por dentro escondida
Faz o peito soluçar
Enquanto o sorriso aflora
O coração é que chora
Sem nem poder demonstrar...


Bjss Meus Especialmente pra você

(Celeste)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Enviada a mim.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço...Gente q ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. ...admira paisagens, poeira e chuva.Gente q tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para Gente q gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, ou de pessoas espontâneas como acabamos de ver...Gente de coração desarmado, Em ódio e preconceitos baratos. Com muito amor dentro de si.Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.Gosto muito de gente assim como você. E desconfio que é deste tipo de gente que Deus também gosta!
Faço dessas as minhas palavras.

No final, seja como uma borboleta.

Não quero que escorra dos teus olhos uma lágrima se quer. Nem tão pouco se encolha no canto de um quarto qualquer, com medo do que pode vir pela frente.
Dormir tranquila é o que te desejo. Amanhecer na mesma caricia que tinha como antes os teus desejos.
Quero para ti a carência oportuna, só. Não o desespero aparente de uma face que inunda. Desde que te faça ter a certeza do que pode ou não desejar.
Quero que se deleite na verdade de que é o que realmente quer. E mesmo que lá, bem na frente de tudo veja que não foi bem aquilo que quis. Quero que tenha a certeza que tentei de alguma forma te ver feliz.
Não quero te ver só. Perdida em meio ao pranto de desgosto e sem dó.
Quero te ver caminhando em um par e não só em um ímpar.
Quero...
Que esteja o sorriso de algo bom estampado na tua cara todos os dias e que seja a feliz estada a cada dia.
E que junto com vocês que caminhem em par, esteja lá, bem no fundo do cómodo a tranquilidade e a certeza de que realmente é, de que realmente será, a certeza de que é ali que vai continuar.
No fim de tudo, quero que seja como uma lagarta que se enrola em um simples casulo e que tempos depois sai de lá na forma de uma linda borboleta decidida a traçar caminhos antes já percorridos porém com a certeza de que vistos por outros ângulos.
(André Luiz)

domingo, 4 de julho de 2010

Deixa ser como será.

Só porque eu peco na vontade de ter um amor não posso dizer que sou um louco qualquer. Pois "me atiro do alto que me atiro no peito". Principais circunstâncias de que posso sim. Mesmo que tudo que eu faça, seja comentado ou lembrado por você que se tornou a culpada de um engano que me valeu tempos.
Depois de ter vivido tudo aos beijos e amaços tudo é posto em seu lugar. No lugar que pertence a quem tem ou a quem esta sem se ter. E olhe que não preciso pedir ajuda a nenhum analista.
Deixo tudo assim mesmo sem querer prever mais nada, para depois não se enganar novamente.
É isso! No olhar da lua tenho a certeza que sou uma moldura clara e simples que se vê.

Iaia...

(André Luiz)

PS: É reenventado a partir de frases tiradas da música de Rodrigo Amarante "Retrato pra iaia" e Uma frase retirada de um relato de Fernando Aniteli em uma de suas aberturas de show.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Novo




Uma vez me perguntaram o porque de nós em algum momento da vida decidir trocar o certo pelo duvidoso.

Vai ver que é porque gostamos de se aventurar em algo que chamamos de "NOVO".



terça-feira, 29 de junho de 2010

Tenho que superar.

Eu não tenho tempo suficiente para respirar o ar necessário e mergulhar ate o fundo do oceano.
Me sufoco quando quase...
Em muitas tentativas acabando tendo que usar um balão de ar.
Eu não tenho tempo.
Eu não tenho tempo e não consigo passar do meio do caminho.
Só da para ver o brilho ativo no fundo.
Se tivesse como respirar um pouco mais de...
Tenho que encontrar uma maneira de me superar e passar da metade do caminho.

(André Luiz)

Meu balde.

Estou esvaziando por completo.
Cada ml dele esta sendo derramado.
Não me pergunte como estou fazendo isso que não saberei dizer.
Dormi um dia e quando acordei, estava com essa vontade de derramar.
Esvazio o meu balde.
Me esvazio.
Se esvazia.
Aos pouco estou me esvaziando mais e mais.
Aos pouco vejo que o que me completava me sai, deixa de encharcar o que a muito encharcava.
Estou me esvaziando por completo.
Se vou me encher com o novo e de novo, não sei.
Estou me esvaziando e verei com o decorrer desse trabalho se alguém ainda quer me encher.


(André Luiz)

Relatos de hoje a tarde.

"Enquanto os apitos soavam,
embalados por estouros secos e irritantes,
Todos se contorciam na rua,
Podia-se ouvir em um único grito a palavra GOL,
que ecoava por todos os lados,
como se saisse do interior da terra...
Enquanto isso eu simplismente
mudava de posição na cama."

(Lucas Tavares)

domingo, 27 de junho de 2010

Enviada a mim.

SEUS OLHOS HOJE BRILHAM MAIS
N ADIANTA PREOCUPAR-SE COM TÃO POUCO
PROCURE A LUZ Q VAI TE LIBERTAR
VC É CAPAZ , SE OBSERVAR O MAR,, VAI VER Q A VIDA É TÃO IMPORTANTE QUANTO A CIDADE .
A NATUREZA SEMPRE TRAZ TODAS AS FORMAS PRA SE ATINGIR O STATOS ..
ENTÃO DORME Q O UNIVERSO INTEIRO CONSPIRA A NOSSO FAVOR .....

PENSAMENTO POSITIVO Q AQUI EXPLODE

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por uma amiga do orkut.

Nada neste mundo pode ser melhor nem me fazer mais feliz do que estar aqui todos os dias. E a cada palavra que envio vai junto um pouco de amor que me volta em sorrisos mas nunca me volta em dor. Esse clic é como a batida do meu coração. Sem ele, eu acho que a vida não teria mais razão. E cada poema que escrevo tem um pouco dessa magia que os meus arquivos recebidos armazenam com alegria. E sempre que a saudade nasce aqui dentro de mim é só eu clicar “Mensagem” num minuto estás aqui. Que mais eu posso querer? É uma tela, eu bem sei não passa de virtual porém é muito maior que o meu mundo real. Aqui a tristeza não fica porque se ela insiste em vir sem nem pensar duas vezes eu clico no “excluir”. E vou salvando você cada vez mais, dia a dia sendo que o peso do arquivo é puro amor e alegria! Você é especial...!Bjss Meus.

(Celeste)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Reflexão

Quantas vezes pensamos em alguém que precisa mais do que nós??

Fonte: www.scraplandia.com

domingo, 6 de junho de 2010

O brasileiro jamais desiste.


É 2010!
Que barato!
Já? Os anos estão se passando depressa.
Esse ano é bem esperado.
Ano de copa.
Pessoas que passam boa parte do tempo deixando suas mentes serem sugadas por cores que correspondem a moda que é lançada por temporada, agora aderem a da vez VERDE e AMARELA.
Ai, apelam para tudo que acessório.
É da cor verde amarela? Pergunta. Pode mandar.
Essas são as que mais se veem agora no momento.
Ruas, lojas, tudo enfeitado de verde e amarelo para esperarem atentos a COPA.

COPA: A Copa do Mundo (português brasileiro) ou Campeonato do Mundo de Futebol / Mundial (português europeu), é um torneio de futebol masculino realizado a cada quatro anos pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). A primeira edição aconteceu em 1930, no Uruguai, com a vitória da seleção da casa. Nesse primeiro mundial, não havia torneio eliminatório, e os países foram convidados para o torneio. Nos anos de 1942 e 1946, a Copa não ocorreu devido à Segunda Guerra Mundial.

Não!, não vá pensando que eu já sabia de tudo isso ai.
Pesquisei.
Isso mesmo!
Google!
Bem, vamos voltar ao assunto.

Onde paramos mesmo?
Ruas, lojas, tudo enfeitado de verde e amarelo para esperarem atentos a COPA.

Para todos os lados só se ouve coisa assim, estão todos em ritmo, até o presidente que se apresenta em inaugurações... Muitas vezes cheio de viagens e reuniões com problemas e mais problemas para se resolver (E olha que o Brasil tem muitos.), encontra um tempinho para falar de FUTEBOL.
Esse grito de copa embala os corações dos brasileiros.
Estica pelo menos na testa uma tira verde e amarela tirada de uma velha blusa antes colorida. Para alguns o sofrimento dura nem que seja por 80 minutos do jogo e só nos últimos minutos dá lugar a alegria, a satisfação de torcer por nosso país. Isso se o time tiver ganhado aquela partida, se não, a historia já é outra.
Depois de muitos jogos se já conquistados, chega a hora em que nossos corações se apertam na esperança de ver aqueles "pernas de pau" segurarem a taça da vitoria nas mãos, saculejando e agradecendo a cada brasileiro que vibrou junto com ele, que transmitiu força e coragem, como aconteceu da ultima vez em que conquistaram. Ai, se ainda mais verde e amarelo, se via ainda mais festa.

Bem amigos, mesmo que nossos caçadores voltem com o tigre ou não nas mãos teremos a certeza de que o povo brasileiro não desisti nunca de incorporar o espírito da copa.


(André Luiz)

O mês junior.

Não é um mês qualquer.
Nem tão pouco igual ao que passou.
Fico só imaginando o que virá de bom por esse.
O que poderei ganhar ou perder (Já não vai ser novidade pra mim).
O que poderei conhecer ou aprender a desconhecer.
São trinta dias que poderão ser vividos ou não, não sei.
TRINTA DIAS!
672 horas.
40'320 minutos.
2'419'200 segundos.
Nossa!
Jamais tinha parado para fazer essa contagem.
Quanto tempo temos.
O mês junior chegou!
É, chegou. =(
Ainda criança para ser criado.
Ainda molenga, sem ter nada de completo.
Tudo inacabado e no inicio.
Sem meta, sem nada.
Tudo ainda para ser criado em seu primeiro dia. Não é o caso de quem já se precipita em nem esperar se vai chegar até lá.
Isso se chama esperança!
Bom!
Mas, vamos fazer com que esse termine "BEM" assim como terminou o anterior.
Vamos lá.


(André Luiz)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os orgõas conversam.

"O coração se aperta!"
Isso diz o pulmão.
"Faz com que o espaço que pulsa com rapidez, fique cada vez mais apertado e menor."

"O coração ainda continua sem conseguir falar. Coitado. Lhe falta ar!"
Algo é sentido pelo... que fala para o coração continuar calmo.
Logo depois fala ao pulmão.

"Está tudo bem."
A boca se agita bastante sem conseguir parar.
A língua segue o compasso e juntas...
"O coitado do coração!"
Grita o pulmão.

Se escuta uma voz de longe.
"Invejoso!"

Vai ficando cada vez mais apertado.

De repente, se relaxa.

Quando tudo acaba, o coração podendo falar diz: "Foi bom tudo o que aconteceu, porque no exato momento me sinto feliz e prazeroso com tudo aquilo e garanto que vou me guardar com grande maestria e vontade para quando ouver mais."

É, uma coisa boa dessas fazem quaisquer orgão falarem entre si.

(André Luiz)

terça-feira, 25 de maio de 2010

A nova estatueta.

Nessa nova etapa, quero lapidar uma estatueta maior do que a que já tenho, mais modelada e dentro dos padrões reais de minha realidade inata e não interferida. Reforçar bem suas estruturas para que não venha a desabar. Até porque, remendar deixa marcas.
Vai ser ascessivel aos olhos de todos, porem, em horários certos e em outros, bem reservada.
Seu núcleo será preenchido e não completamente oco como a de antes. Usarei bastante massa para que seja dura e resistente, difícil de ser quebrada.
A base, pensando bem, a quero relevo com as dos demais, nada diferente.
Assim, poderão perceber qualquer diferença apresentada.

(André Luiz)

Mesmo desgastado, um bom amigo.

Continuar no mesmo barco velho, sabendo que ele vai nalfragar por conta de sua estrutura já comprometida, pode ser uma burrada. Porém, construir um novo, ultrapassa todos os meus ideais conquistados.
O melhor a se fazer é concertar, uma vez em terra, os buracos que o comprometem sem jamais abandonar o velho barco que levou tanto tempo para contruir e que ao qual passou tanto tempo velejando.

(André Luiz)

Dizer.

"Não é que tenha errado muitas vezes no passado e tenha percebido isso só hoje, que no futuro não possa fazer algo certo."

(André Luiz)

Grito da liberdade em pleno voo.

Hoje quero voar livre pelo céu escuro da noite com minhas proprias asas. E quando somente estiver, bem lá no alto, bem no alto, gritar para todo mundo ouvir, que valeu a pena ter se servido de animal de estimação por todo esse tempo.

(André Luiz)

Frase curta.

"Do muito tempo que se tem, pouco foi feito algo para mostrar pelo menos que valeu a pena ter se mostrado por inteiro."

(André Luiz)

Pensamento

"A maior loucura do amor é pedir ao outro tudo o que se tem. O próprio."

(André Luiz)

Pensamento

"Não queria nada além de você. Quis demais. Estou só."

(André Luiz)

Sonho da menor porcentagem.


Sonho...
... Com chuvas que caem e molham o chão sem o embriagar, com o sol que o seque sem o queimar, com os ventos que sopram sem nada derrubar, com animais na cidade sem os aprisionar, com o nascer de um novo dia e que esse seja novo na natureza, principalmente a do ser que a habita e maltrata.

"A cada dia que passa a terra se revolta com as ações feitas, pois esse é o único meio dela demonstrar que sofre."

(André Luiz)

Hoje é hoje!

O amanhã provém.
Em instantes vivemos pensando no amanhã, sendo que o hoje ainda não foi vivido.
Não temos a idéia de comer a banana hoje, porque depois poderá não ter com que se fartar, não vemos que amanhã a tal fruta poderá estar estragada ao ponto de nem ser mais servida.
Hoje é o real que acontece e por isso é o momento verdadeiro que vivemos. Então se ainda existir o amanhã, esse será vivido.

(André Luiz)

Apesar do que, não uso lentes.

Não foram as lentes que o mudaram.
Meus olhos hoje enxergam o caminho melhor, bem como percebe os outros olhares direccionados para os mesmos. Uns desafiadores, outros piedosos e até mesmo os graciosos. Mas a única coisa que os incomoda é o clarão do sol que bate penetrante nas suas conjunções com a face.


(André Luiz)

O muro a sua volta.


Nossa!
E esse muro que te rodeia?!?!
Para quê tanta proteção assim?
Para que esse esconderijo se o que você precisa mesmo...
Não adianta construir um muro. Daqui a uns tempos ele irá ficar velho podendo até desmoronar. E não adiantará remendos. Ficarão visivéis.
Demoli logo esse muro!
Vamos!
Se deixar para depois pode ser tarde demais.
Construir muros assim é perca de tempo.
Eles só fazem com que fiquemos cada vez mais separados das pessoas.

(André Luiz)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

É Festa!


















Foram muitas postagem relacionadas a alegrias, tristezas, des
ilusões, transas... Tudo o que me via a cabeça.






















Fico grato por aqueles que leram e/ou ainda leem pelo menos uma frase e aguardo ainda por aqueles que estão para ler.







Depositarei com prazer todo o meu escrito aqui.



Não sou poeta, nem tão pouco filho de um.





Sou apenas uma pessoa que dedica um tempo para ampliar seu horizonte compartilhando com outras pessoas as proprias palavras que podem até servir para as mesmas que a leem.

Alegria!


Abraços!


(André Luiz)

Muitas vezes

Muitas vezes me deprimo por uns minutos e depois de dizer para mim mesmo que não vale a pena, volto o humor ao qual se encontrava antes.
Quando menos imagino, tudo volta a rolar e acaba virando uma bola de lã cada vez maior e mais pesada. E quando menos imagino que vou caminhar um bocado me canso por conta do grande peso.

Me alegro. E depois de dizer que vale a pena, eu recebo um pouco de lã para enrolar no novelo já grande.
Quando desenrolo esse novelo vejo que acumulei bastante grandeza e vou modelando com ele uma capa da qual eu posso me aquecer e proteger da fome, do frio, de tudo o que me tentar abater.

A natureza em si é benevolente conosco, cabe a nós sabermos usa-lá ou não.

Muitas vezes me deprimo por minutos, mas, são só minutos.

(André Luiz)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

UTI de nós dois.

Enquanto nossos corações estavam vazios, separados, perto de falecerem, vi que a força que os tentava reanima-lo era maior do que se imaginava. Resolvi então abrir a porta que dava acesso a sala de unidade de terapia intensiva. Me assustei de início, mas depois fui percebendo o porque de tudo aquilo. Milhares de pessoas formavam fila para se curar do mesmo problema que o nosso. É o caso de muitos! Falei para mim mesmo. Quando chegou a nossa vez, ainda a tempo de solucionar o problema, me deu um alivio, e outro maior ainda quando você me olhou, me abraçou, sussurou ao meu ouvido aquilo que me deixaria ainda mais forte. Que era bom ter um ao outro de volta.

(André Luiz)

Minha grande pequena criadora.


Caminhando em volta da minha casa encontrei você, meio que abatida, caida debaixo de uma pequena árvore que se igualava a seu tamanho. A Levei para casa e te puz para deitar em algo ao qual você se perdeu. Era, pequena. Providenciei tudo ao seu tamanho e também me adaptei aos seus modos. Tudo foi se tornando novo para mim. O que você gostava eu passei a gostar. Vivemos um bom tempo assim, apreciando o tempo, apreciando tudo aquilo que nós tinhamos. Até que um dia tudo mudou por causa de uma visita que para você era novidade, olhamos um para o outro e nos perguntamos o que estava acontecendo. A conclusão foi que, tinha que viver o que era bom além do que vivia. O pior de tudo é que meu bom era você e o seu era o novo que via. Paramos. Refletimos. Nos diagnosticamos como doidos que viviam avulsamente em mundo que nós mesmos aviamos criado sem mais nada a sem mais ninguém. Hoje, passei a ser feliz, não da mesma forma que era antes de te encontrar. Antes não tinha nada e agora tenho lembranças de algo bom que passou por minha vida. Você não está mais comigo. Está feliz. Eu estou feliz por isso.

(André Luiz)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A luta e um fim.

Não sei despir minha juba
Nem tão pouco me enrolar na candura
O que abraça é o braço?
Ou será o embaraço da amargura?

Não é face a face
Nem tão pouco boca a boca.
É corpo a corpo
É o começo de jogo.

A luta começa acirrada
O gongo foi batido, e...
Nocalte! A primeira chamada.
O que terá dado em troca por nada?

A essa vez o chão serviu de cama
De consolo e até mais o que provém.
O que poderia zunir no que ama?
Se não fosse o zunir do meu bem.





(André Luiz)

Nem a morte faz eu te esquecer.

Tô morrendo de saudade de apertar o teu peito e sentir teu coração, de morder tua língua e misturar o teu gosto com o meu, de olhar no teu olho e dizer do desejo maior da vontade que tenho em te comer inteira.
Tô morrendo...
Saudade me bate e me alimenta cada vez mais.
Tô morrendo...
Tô morrendo mas não é de saudade.
Tô morrendo...
A distância e o tempo prolongado que nos faz estar, faz com que eu me acostume em assim permanecer e vou envelhecendo sem ao menos aproveitar cada minuto contigo, cada sorriso, cada beijo, cada transa.
Tô morrendo...
Quantas vezes direi ao medico que me socorre a cada enfarto de tristeza que meu remédio e cura é você?
Tô morrendo...
Faltam apenas cavar três palmos no chão para jamais me ver.
Morri...
Nem assim vou te esquecer.

(André Luiz)

Conto

Meus contos não são inventados nem por mim nem por ninguém.
Minha mente faz o papel de boba apaixonada em um mundo que é meu e de mais ninguém.
Esse mundo foi eu quem o criou e me preocupei em colocar todos os requintes necessários stando você nele também.
Criei uma outra mente e meus contos são a partir do que vivo com ela no meu mundo.
Se você não entende é porque não merece estar nele.

(André Luiz)

O parir da raiva

A puta pariu a raiva que me consumiu por vagabundos instantes e me deixou ir até o raio que o parta fazendo com que eu não mais falasse com o merda que me acompanhava.
Puta é Puta!
Já tá dito que é!
Não tem como voltar atrás.
Vou para o inferno mesmo!
Até mais!

terça-feira, 4 de maio de 2010

O chamado para uma conversa esquecido.

Depois de muito tempo meu eu me chamou para uma conversa.
Fiquei assustado depois que lhe perguntei do que se tratava e ele não adiantou nada, somente disse que na hora eu iria ficar sabendo de tudo.
Falei um, tudo bem! E ele saiu.
Fiquei esperando que aquela hora chegasse logo para acabar com a minha ansiedade.
O pior de tudo que o relógio não cooperava comigo.
Ficava fazendo aquele barulhinho de tic, tac o tempo todo sem parar e isso fazia com que eu não esquecesse da cara do meu eu.
Sabe aquela hora em que alguém te chama para uma conversa seria e que você nesse instante olha sua cara e ela está diferente da do normal? Você imagina logo...
Esperei muito tempo.
Tanto tempo que me acostumei com o barulho do relógio e passei a imaginar que aquilo tinha sido uma tamanha brincadeira só para mim assustar, passando a esquecer aquilo tudo.
Mas, quando menos esperei o meu eu apareceu de novo e tocou num assunto, perguntando se eu me lembrava do chamado que havia feito a um tempo. Disse que não mais acreditava em nada pois já fazia muito tempo. Engano meu. A conversa foi naquela mesma hora.
Era mais uma tentativa dele, sendo aquela a ultima.
Ai, vi o que realmente tinha que se fazer.
Percebi que tudo o que se é para conversar, mesmo que dure um tempão, não podemos esquecer que é verdade e imaginar uma brincadeira.
Se o chamado veio a você é porque é algo serio.

(André Luiz)

sábado, 1 de maio de 2010

Ontem eu perdi...

Assim como perdi a letra da música, perdi a oportunidade de continuar alegre. É que ontem, me veio a tristeza e disse para acompanha-la, que em seguida daria algo de bom para eu cantar.
Mentira!
Ela não me deu nada!
Nada!
Ai foi que parei para pensar.
Como pode a mentira dizer a verdade?
Tudo isso por causa do perdido que tinha me deixado perder a música.
O tempo. Esse também ajudou um pouco a tudo.
Se ele não tivesse passado e feito mudar.
Passado, isso, PASSADO!
Há, deixa só eu falar com o futuro e jamais vou me orientar por você novamente.
E agora?
O que vou fazer se perdi a música que cantava?
Não posso ficar parado sem me exercitar.
Já sei, já sei...
Achei!
Quanta felicidade!
Mas, calma.
Sim, é ela!
Ela vai me dizer o que vou e quando vou cantar, na hora certa, a nova melodia.


(André Luiz)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eu e a Lua.


Posso ou não, estar diante de ti e dizer como devo de uma forma prosseguir e permanecer apenas no dizer sem mesmo ter a coragem de fazer. Talvez até sejam as más línguas que me acompanham mesmo que em poucas vezes, sempre até o fim, somente para verem e gargalharem daquele destino que se destina a mim. Ou seja eu mesmo que me afasto, desprezo o que poderia de fato ter e aprecio o que... Aprecio a forma de ser, de sentir e se deixar sentir.
Como posso deixar passar uma coisa tão boa na minha frente e não agarra-lá?
É, eu sou mesmo inexplicávelmente inexplicável, somos assim. Não é mesmo?
Passam tão perto e ocupado com as coisas demais deixo passar sem nenhuma força me dizer que devo ir.
Assim, tão, tão sigo minhas noites entre eu e a Lua que é a única que chega a me entender e que dorme comigo todas as noites.

(André Luiz)

terça-feira, 20 de abril de 2010

No fim eu acabo perdendo para o céu.


Primeiro me veio uma ideia de falar, de escrever sobre o céu que se encontra nublado, ai, me interromperam com um "oi", nada mais. Logo depois escutei um barulho diferente e fui olhar. Era um outro "oi" direccionado a mim só que com o complemento de "Como está você?", era um amigo. Respondi com a mesma alegria com que me prestigiara e voltei a escrever. Voltei! Tentei recomeçar a falar do céu que ainda se encontrava nublado, mas, acabou se rabiscando palavras assim. Agora que coloquei esse ponto final, me veio a mente uma coisa, uma pessoa, não um vazio. O que é real, é que essa mesma não está ao meu lado para me dar mais do que um "oi" ou "oi, como você está?".
No fim de tudo escrito, apenas o céu sai ganhando, porque ainda está nublado e possivelmente pessoas estão nesse momento o admirando, dizendo um "oi, prazer em me proporcionar um espetáculo tão belo como o de hoje."

(André Luiz)

domingo, 18 de abril de 2010

Só você sabe o caminho certo a seguir.


Estar perdido em si mesmo é ter a certeza de que não poderá receber muita ajuda de alguém, pois esse caminho somente quem trilha é você, não há mais ninguém que o possa definir melhor. É você quem o define, decora, vê qual a direção melhor em seguir, cria e recria se quiser.
Estar perdido nesse caminho sem o defini-lo é estar completamente só.

(André Luiz)

Tudo volta pro começo.

Um braço, um ato, um laço.
Abraço!
Do abraço, a boca.
Da boca, o beijo.
Lambuzado!
O tempo passado foi todo aproveitado.
O suspiro...
Recarrego o fôlego e mais...
Abraço, beijo, amasso...
Mais tempo.
Mais abraços.
Mais beijos e no final ainda não chegou.
Tudo volta pro braço.

"Toda estoria tem um final feliz, porém essa esta ainda no inicio e se já é assim, imagine o final".

(André Luiz)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Salve a beleza chamada MULHER.

Salve a beleza da mulher que é...
Que quer o bom e o bem do mundo.
Que cria sem medo o ideal capaz de salvar.
Salve a mulher de classe que não rouba para ter mais.
Salve ainda a mulher que rouba sem o querer de roubar, mas que faz isso para salvar o que desabrochou de seu ventre.
Salve! Arranje ainda um lar.
Não é o dia certo que conta para lembrar.
Não é data, nem hora, nem tão pouco recordar.
Salve a beleza da mulher nata, da de ceio farto e da que não tem.
Salve a beleza e no que nela contem.

(André Luiz)

Desinibição e masoquismo.

Me dê um tapa e um beijo. Vai me deixar mais alertado.
Me dê uma mordida e me passe as unhas. Vai deixar marcas no que já é marcado.
Não pense muito e rasgue minha roupa, me deixando pelado e com desejo.
Me lamba todo e sinta o meu gosto. Que gosto terá?
Me aperte em seus braços e ai farei...
Mente ereta de desejos a dar, agora é minha vez.
O tapa, o beijo, a mordida, os desejos.
Sem pensar, rasgo a roupa.
A lambida, o gosto.
Aperto os meus braços, farei.
Fiz no final de tudo um alguém com gozo feliz.
Não leves a sério tudo.
Falo do tapa, da mordida...
É só para te deixar mais desinibida.

(André Luiz)

O texto.


Não existe texto bom ou texto ruim. Eles são na verdade um proposito de nossas palavras, só que em outro diametro, em outra dimensão lisa e verdadeira que é o papel.
É um conjunto de palavras que conseguimos expressar.
São formações de palavras simples que esconde em cada uma o verdadeiro sentimento a quem disperta ao ler, sem nenhum meio de pestanejar o contrário.
Dizer o que se quer em palavras é bom quando não se está corpo a corpo. Assim temos o proposito de que caso não tenha acontecido algo ainda, possa acontecer.

(André Luiz)

A lágrima doce que hoje escorre por minha face segue retilinea pelo caminho ao cair, pois meu rosto permanece erguido de prazer e orgulho por essa não ser mais um que cai direto ao chão pelo fato de o rosto antes estar direccionado para baixo por conta das decepções e desesperos de o que realmente fazer.
Isso tudo sou grato a mim e a você.

(André Luiz)

Quero te falar.

Quero falar ao meu amor, que não sou muito ezigente.
Durante todo esse tempo eperei e posso esperar um pouco mais.
Esperar por algo que não existe é um fato.
Espero por algo.
Esperei, espero, não sei.
Quero te falar...
Não quero mais querer a algo que não posso ter.

(André Luiz)

Seja você mesmo o seu céu.

Tudo tem um sentido.
Hoje, o meu céu está vermelho.
Sou eu mesmo o meu céu.
Vermelho, não de raiva.
Nem tão pouco de amar.
Essa é de tristeza.
Porque o restante está normal?
Sou eu que dou o tom do meu céu, enquanto as outras partes cuidam de suas partes.
Tudo em um sentido.
Tudo vindo de cada um.

(André Luiz)

Salada de confições

Tudo o que mais prezei em toda a minha vida, foram pessoas que estavam ao meu lado, fazendo de uma forma qualquer que eu me sentisse bem(Isso que parecia).
Jamais julguei alguém pelos seus atos de atrocidades, pois, muitas vezes via que era parafernalha de uma perturbação mental ao qual estava passando e que de fato, sem pestanejar, poderia estar sujeito a qualquer hora.
Sou ser e sendo, não sei quem realmente sou.
Minha primeira palavra não era de abandono, pelo contrário, se acompanhava passo a passo tudo o que acontecia é porque me deixavam participar.
Durante muito tempo fui plantando sementes de mim em cada ato meu, em cada busca encontrada, em cada erro concertado e dai vinha cada fruta arrancada.
Hoje, as colho, e quando as colho vejo que são grandes frutas, porém não tem uma menor qualidade.
Saber onde errei, se errei ou se foi alguém que errou por mim, não posso mais saber.
Tudo o que mais prezava, hoje me faz pensar em cada detalhe de minha exposição mal feita, de minha sugestão mal ajustada, de minha pessoa como melhora no decorrer de tudo.

(André Luiz)

A Morte


Não sabemos ao certo qual a sua forma.
Não sabemos se é realmente aquilo que pensamos que é.
Pode ser imaginada somente como uma voz que chama.
Muitos podem pensar em lutar contra.
Em vão, não se consegue muito vencer.
Leva de vez...
Pelo que nos é informado, todos, um dia escutaremos a sua voz nos chamando.
Talvez assim veremos qual a sua real face no caminho escuro, na passagem direta...
A Morte!
Talvez ela seja uma amiga ou uma vilã da história.
Só sei que no final ela sempre sai ganhando.

(André Luiz)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não é isso... É aquilo.

Não é o braço... É o amasso.
Não é o toque... É a pegação.
Não é a boca... É o beijo.
E sem contar os delírios de emoção.
Não é isso...
É aquilo que me faz assim.
Sempre avançando o necessário.
Sempre atropelado por esse caminho de emoção.


(André Luiz)
"Ver quem sou, não é deixar de ser quem eu era perdendo a escência".

(André Luiz)
"Porque ter medo de me adaptar, se não aguento mais presenciar tanta desordem com meu eu?"

(André Luiz)

Beijo às estrelas.

Abraçou primeiro as estrelas e depois a mim, iludiu.
Veio ardente e prosseguiu.
Me pediu para olhar o céu e vê-las brilhar.
Aproximou-se e começamos a beijar.
A partir dai não só o céu iluminava.
Eram também dois mundo.
E se a noite durasse um ano.
E se as estrelas com ela brilhassem sem parar.
Até agora estaríamos no mesmo lugar.

(André Luiz)

Não sei...

Não sei o que faz pensar a cada um que tudo está certo.
Nada se encaixa quando se relaciona ao verdadeiro saber se sou ou não aos que me chamam de amigo, um verdadeiro amigo.
"Para alguns precisamos exclamar o que de fato é, principalmente a quem tem a pesistência de escrever".

(André Luiz)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Em destino...

Amontoados de carne se desvariam pelos cantos.
Remanescentes e agudos ossos se completam em meio a esses objetos vivos.
Saculejam da esquerda para a direita, sempre se jogando uns contra os outros, invadindo espaços e sem pedir licença.
Não se importam os demais que também estão lá e são diferentes.
Cada um com seu credo, cada qual com a sua jurisdição a propagar no decorrer daqueles dias. Tal qual é o som que os embala.
Palavras objetivas, sinceras e bem ditas, igualações quase igualadas. Vão, passam, percorre e não deixam abater por si próprio, somente pelos que são outros e não provem agora.

(André Luiz)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Assim se faz com todas as cores.

Verde sem calor.
Verde sem ardor.
Verde pra se dar.
Verde pra amar.
Verde esperança.
Verde!
Qualquer verde que verde brotar.

(André Luiz)

Quando te faltam palavras certas.

Meu coração quase esvairia pela boca.
Bateu forte e me deixou preocupado ainda mais sem ação alguma.
Recitei bobagens naquele momento e só depois é que pude perceber o que tinha acabado de fazer.
Apenas a qualidade sem ao menos tocar na quantidade de emoção que deveria ter deixado sair pela boca afora rasgando tudo o que viesse pela frente, saiu, até mesmo o inoportuno momento que aquilo em mim foi começar a acontecer.
O incrível é que quando baixei o telefone que se encontrava a um bom tempo escutando o , ... É que meus batimentos foram se regulando e foi aparecendo palavras corretas a serem ditas.

(André Luiz)

Mentes e Manias


"... Os seres humanos tentam o tempo todo serem felizes, mas, na maioria das vezes, faltam-lhe o "mapa" e o "navio" que os levam até essa ilha chamada FELICIDADE".

(Ana Beatriz - Livro: Mentes e Manias)

domingo, 28 de março de 2010

Para tudo existe algo.

Para o beijo... A boca.
Para o toque... As mãos.
Para ver... Os olhos.
Para a traição... A solidão.
Mesmo com o coração laçado ou não.
Para a conquista... A liberdade.
Para ter felicidade!
Beijar, tocar, ver, conquistar, libertar, ser feliz e ser... Traição.
Essa por mim não existia, não!

(André Luiz)

Que graça teria se fosse tudo igual?

Toda mão.
Todo pé.
Toda boca.
Qual a graça teria os Josés se todos fossem um igual ao outro?
Das palavras de todos, poucos iriam existir por não existir o diferente.
Teria o ar da graça se fosse tudo igual?
Toda mão com a mesma mão.
Todo pé com o mesmo pé.
Toda BOCA com a mesma BOCA.
Não!

(André Luiz)

Permaneçamos assim.

Temos nossas diferenças.
Algumas pequenas, outras gigantescas.
Não dá para analisar o porque.
O porque de não estar-mos juntos.
O que contaria mais seria a nossa distância.
O nosso horário de passagem.
Todos temos diferenças.
Por isso, é melhor conviver assim.
Sem você ser igual ao meu eu.
Sem o seu eu ser igual a mim.

(André Luiz)

"Pedir para voltar atrás em minha decisão tomada é inútil diante das mazelas do qual foi tomada, pois, nenhum homem tem sangue fraco ou é poupado de tais erros dos quais não cometeu".

Solidão que se diz minha.

As vezes é mais forte do que eu.
Entra sem pedir licença.
Come da minha comida.
Bebe da minha água, da mais abundante água.
Descansa na minha melhor poltrona.
Assiste o que quer em minha tv.
Come até minha mulher por um bom tempo.
Dai, olha na minha cara.
Sarcastico, me cospe na cara e me manda embora.
Porra de solidão que me invade e me deixa fora da realidade que antes não era essa tão banal e que me faz pensar que é minha.

(André Luiz)

O óbvio em mim.

É óbvio o prazer estar contido no meu ser. Bem no centro de tudo. Carrega-lo me dá prazer ainda mais e com isso ele vai aumentando sem se preocupar com o espaço e se vai caber ou não.
Se propaga em uma rapidez tão grande que quase tenho que devorar uma preza a cada hora.
Qual tal somente daria prazer pelo desejo dos dois. Mas, estão ocupados despejando sentimentos em ralos que vão parar ninguém sabe aonde.
Só desejo que o meu desejo não fira a ninguém.
Só não sei o que farei comigo quando não puder mais segurar.

(André Luiz)

Olhar que oferece perigo.


Olho o teu corpo, mesmo estando coberto por todos aqueles panos e analiso todas as suas linhas, mesmo elas sendo demais ou não.
Olho e não canso de passear por curvas que me dão aventura e me deixam de frente com o perigo.

(André Luiz)

Que brilhe os olhos teus e muito mais se possa acontecer.


Quando descer o céu azul com e dedo apontado para ele, quero que brilhe teus olhos, que trema tuas mãos, que bambei suas pernas, seu estômago embrulhe, lhe cause frios na espinha, que sua respiração fique ofegante e que sua boca se lambuze com a minha.

(André Luiz)

Ao desconhecido.

Não são minhas as mãos que te seguram na jornada de longo percurso, nem tão pouco meus pensamentos são ligados a você. Meu coração é que acelera com sua presença, meu corpo em geral treme por pensar o que irei fazer quando estiver em tua frente. Mas, não me importo. É natural, pois, ainda não te conheço. Assim, faço aquilo que é movido primeiramente a mim.

(André Luiz)

Cada dia é de alguém.

O sol desamponta e aponta para a flor que desabrocha.
A outra que está ao seu lado inveja o prazer dado a um só ser.
Coitada da flor ao lado que não ganha nada calada.
Mal sabe ela que seu dia vai chegar.
Cada dia é dia.
Cada um pertence a alguém,
Quando ela desabrochar e ver.
Amadurecer para viver.
O sol pra ela vai brilhar
Cabendo ela em caber pra ter.

(André Luiz)

terça-feira, 23 de março de 2010

E assim é que segue nossa vida

A nossa vida segue por altos em que muitas vezes subimos com sofrimento arduo, calteloso, pensando primeiramente no que iremos ganhar quando chegar lá (Para muitos podem se importar em ser algo valioso, já para outros pode ser a coisa mais simples possivél).
A nossa vida também seguepr baixos em que muitas vezes dessemos com sofrimento por ter que sustentar o peso de nossas decisões mal feitas, para não sair-mo bolando de um vez só, espatifando tudo no chão ladeira abaixo.
A nossa vida segue por altos e baixos... Curtos e longos... Lindos e feios...
O que vale mesmo nisso tudo são momentos que passamos ao lado de pessoas tão especiais ao qual escolhemos como amigas.

(André Luiz)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ações que você tem hoje
Ficam enraizadas em meu ser
E as decisões se aceitas
Se adequar para assim viver
Os momentos que passar
De alegrias que nós vamos ter.

Então, veja bem o que vai fazer
Para não magoar sem querer
A pessoa que admira e quer bem
Pois magoas hoje feita
Ficam cicatrizes bem além.

(André Luiz)

A Negra da Santa

Sua cor devora o claro que lhe é dado. Desinibida se abrange espontaneamente no meio de todos do imenso corredor que cheira as narinas de uns e fede na de outros, sem ao menos se preocupar com o que os outros possam imaginar.
Saca de seu corpo o monte de onde retira vários outros objetos ainda mais chamativos que sua cor.
Uma negra sem relatos de vergonha e sim uma com cor de verdadeira coragem de mostrar sua raiz.

(André Luiz)
Diz-se radical, que topa qualquer parada, mas para se falar a verdade, não é bem assim que acontece. Por mais que o surf seja um dos esportes, a onda vem, mas, falta o que completa em coragem, bem como uma prancha. Prefiro o perigo em terra a ser enfrentado, pois, só assim não se apaga o meu fogo.

(André Luiz)
Que pena que o mundo parece viver com suas injustiças causadas pelo homem incapaz e infeliz para com os outros que são compreensíveis e alegres, que querem não só a felicidade própria como as dos primeiramente citados acima.

(André Luiz)
Minha face monta a resposta completa em sua frente. Se essa vai ser de sua boa vontade, bem! Se for ser contra, não posso fazer nada além de continuar com ela até você se acostumar e ceder aos caprichos de um simples ser que somente quer seu bem ou até mesmo em partes, partes de outro alguém.

(André Luiz)
“O vento enquanto sopra, espalha as folhas. Eu enquanto respiro, espero por você”.

(André Luiz)
O nosso maior defeito é que somos perfeitos aos olhos, completos pelos sentimentos, felizes pelos outros... Sendo que, nos falta capacidade para compreender por dentro. Tai a maior de nossas faltas de raciocínio quando teríamos que ter já que somos racionais.

(André Luiz)
O egoísmo é latente e intolerável, por isso, quem o tem fica apto a se tornar incompreensível, mal humorado e acima de tudo um solitário a mais no mundo, regido por apenas a sacões dos outros, sem a mínima capacidade de ter uma perante a um grupo de maior numeração.

(André Luiz)
“Minha alma não cobra um complemento, nem tão pouco meu corpo remete a satisfação de outro corpo qualquer e sim o entendimento de quem sou e para o que existo”
(André Luiz)
Ontem pude perceber a importância diante de sua fronte, simples pelo jeito de recepcionar a pessoa que aqui escreve.
Hoje, como já existe outra para fazer isso só que ardentemente tudo muda desde o chegar até o sair, do falar até o calar, do elogiar até o ridicularizar.
Ontem, hoje, sempre, em fim, tudo era para ser nada mais ou menos e sim tudo igual.

(André Luiz)
“A estrela de muitos brilha até a hora em que a tomada é desconectada ou falta energia”.

(André Luiz)
Quero encontrar nos teus olhos o brilho de alegria por me ver e no teus lábios palavras confortantes de compreensão. Só assim vou ter a certeza de que faço de importante parte do seu meio, bem como você senti a minha falta.

(André Luiz)
Andarilhos com armaduras de couro grosso, que protegem sem nenhum medo suas palavras bocejadas a todos que lhe transmitem uma extensa paz interior em meio a tumultuada correria dos outros guerreiros que se atropelam indo de um lado para o outro do campo de batalha. Assim permanecem em seu tempo.

(André Luiz)
“Não sou teu inquilino, porque tão pouco pago aluguel e nem sou cobrado por permanecer ao teu lado”.

(André Luiz)

O desbotar do tempo

A lua ascendeu e a noite acordou, mas a luz não ilumina todos os cantos e lados da casa e de onde estou não enxergo teu retrato.

A luz se apaga e o dia vem com uma luz ainda maior. Essa ilumina todos os cantos e lados da casa, porém, quando olho para o mesmo lugar que pensava ter uma foto sua, vejo um simples quadro quase sem imagem, desbotado com o tempo.

Tanto espaço se esvaziou e até o tempo levou a única coisa que tinha para recordar daquele quadro, hoje já não tenho mais.

Tanto tempo em pouco tempo que me fez acostumar com a solidão.


(André Luiz)