terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As bonanças que passam.

Aos poucos me soltam dos dedos.
Aos instantes me soltam dos braços.
Aos tropeços me soltam...
Sem sentir a mão, os braços, vou ficando sem o bom sentir algo.
Sinto como se em cada instante fossem cedendo sem permanecerem acochados como antes.
Assim, aos poucos, vão se soltando de todo o meu eu.
Acontecem e me pergunto: Quem quer perder coisas tão boas? Quem?
Bem, agora quando paro vejo...
Soltam-se!
Agora mando!
Aos poucos se soltam.
Pena que assim com as pedras as coisas boas se prendem e depois se soltam.

(André Luiz)

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