terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desconfiança em %.

Do que menos possa imaginar eu desconfio.
Dos raios de sol que podem queimar minha pele, do vento que sopra podendo transformasse em vendaval, da planta que cresce e se realmente vai dar sombra no quintal, do monte de comida no prato se tal qual irá matar a fome, da pouca água que talvez mate a sede, das palavras que falo podendo ou não ser confortantes para quem escutam...
Por que não desconfio dos outros?

(André Luiz)

De tudo.

De tudo se tem do muito que existe.
Desse muito o pouco que se mostra.
Do pouco a vergonha que se tem de mostrar o muito de tudo que se tem.
Nesse tudo aparece, tudo se convém a tudo ter sem tempo certo, nada calculado, nada de nada elaborado, pois o tudo quando se vem age naturalmente.


(André Luiz)

A cada dia descubro uma parte de mim.

Um dia caminhando...
... Encontrei uma pedra em meu caminho;
... Pessoas que me ajudaram a pular essa pedra, e mais outra, e mais outra...
... Percebi que essas pessoas eram mais que especiais;
... Fiquei convencido que cada dia surge algo novo;
... Descobri você assim como os outros;
... Percebi que aquele dia em que te descobri era especial porque você era especial;
... Analisei os trajetos percorridos e ajudados por todos;
... Você não era mais um novo. Era mais do que isso. Pois por estar sempre ao meu lado já era parte de mim.

(André Luiz)

Na vida...

Sejamos...
.... Frios pelo vento da noite que sopra em nossa nuca, quentes pelos raios de sol que toca em nossa pele, bravos por conta da batalha que travamos durante o dia.
Sejamos...
... Grandes para ocuparmos um bom espaço no coração de cada um, altos para conseguirmos escalar grandes muralhas de pedras que surgem como obstáculo em nossos sonhos, gordo ou magro, não importa, contanto que tenham fôlego e assim consiga correr em busca de seus objetivos.
Seja...
Sejamos...
Lambuzados de saliva pelos beijos, doloridos pelos abraços apertados, doentes do ouvido pelas conversas e gritos de...
Seja...
Continuemos sendo assim como já somos, pessoas que realmente sabem o sentido de uma verdadeira vida chamada de amizade.

(André Luiz)

As bonanças que passam.

Aos poucos me soltam dos dedos.
Aos instantes me soltam dos braços.
Aos tropeços me soltam...
Sem sentir a mão, os braços, vou ficando sem o bom sentir algo.
Sinto como se em cada instante fossem cedendo sem permanecerem acochados como antes.
Assim, aos poucos, vão se soltando de todo o meu eu.
Acontecem e me pergunto: Quem quer perder coisas tão boas? Quem?
Bem, agora quando paro vejo...
Soltam-se!
Agora mando!
Aos poucos se soltam.
Pena que assim com as pedras as coisas boas se prendem e depois se soltam.

(André Luiz)