domingo, 15 de novembro de 2009

O veneno do tempo desesperado que me sai.

Havia um tempinho atrás em que eu não tinha... Hoje vejo que tenho mais e concluo que era o tempo que perdia. E esse tempo que perdi foi cruel não vê-lo passar e perceber que amargava minha boca rente o mel que surgia e se misturava ao veneno que escorria em meus lábios.
Enxugava-o cada vez que via escorrer para não espalhar no ar, ter mais vitima, ninguém perceber o meu lado malévolo, para não mais me vitimar...
O mesmo percorre ainda minha veia penetrando leve o fundo, ardente não mais me semeia.
Envenenava-me, antes, agora me desintoxico aos poucos, sendo o tempo que hoje me maltrata pelo fato de antes o maltratar em esquecer. É que vivia sem perceber que ele comigo estava, que comigo ele andava sem se ter.
Quero fazer minhas pazes com o tempo, passando por ele o vendo passar.
O veneno me escorre os lábios e vai custar para sair todo de mim.
Ainda ai de passar um tempo a fluir dentro de mim, era a minha criação, mas vejo que não é nada comparada a desgraça que são.
Irei deixar sair para ver o que ira acontecer, sendo ou não algo de ruim, sendo ou não criação de mim.
O veneno me escorre os lábios e eu o enxugo antes que possa ver.
O veneno me escorre os lábios e eu me desfaço dele.

(André Luiz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário