sábado, 31 de outubro de 2009

A voz chamada certeza.




Dedos percorreram unida a palma da mão por todo o corpo.
Seus lábios ficaram úmidos o tempo todo em que estiveram colados aos meus.
Com suas mãos, as outras que pertenciam a outro alguém passearam ardentemente por todo o seu corpo.
O brilho surgia nos copos após um tempo. Era o suor por conta de tantos movimentos promovidos.
Apesar de ambos serem volumosos, sempre achavam um jeito de se orgnizar no pequeno espaço que tinham.
Dava para sentir o fogo ardente que ardia intensamente entre os dois.
Dava para escutar as batidas do coração aceleradas em compassos estridentes.
O ponto principal tinha sido alcançado com intenso prazer, mas, ainda em pensamentos pediam mais e mais sem mesmo terem terminado.
Os dedos que antes percorriam o corpo se unem, lábios que antes estavam lambuzados se enxugam e pára calados, o brilho do suor desaparece, pois eles param. As únicas coisas que se movimentam são os braços que se entrelaçam e a voz que se escuta em certeza de que aquilo foi bom.

(André Luiz)

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