sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Objetos noturnos de observação.

Eles não são objetos oriundos que devastam a noite a procura de satisfação pessoal. Por mais que se encontrem jogados ao leu do céu noturno e estrelado não os podemos classificar assim. Além do mais, não ferem a ninguém, não estagnam nada ao seu redor, simplesmente são observados por todos e possivelmente julgados por estarem ali. Mas não os podemos classificar assim.
Por mais que aos poucos o tempo dos poucos tempos que lhes restam, um vai sendo retirado após outro daquele lugar que antes eram seus leitos, mas, mesmo assim aparecem mais e mais para preencher o lugar vazio que ficará.
Satisfazem-se todo o tempo somente com o que eles têm, sem pedir ao menos mais, estão de fato realizados por essa noite.
O que resta ao que se recolheu é esperar mais um dia apreensivo pela chegada da noite e facilmente assim satisfazer-se novamente.
Ainda ficam vertigens de objetos presentes na cena a se servirem aos olhos dos observadores falantes.

(André Luiz)

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