sábado, 17 de outubro de 2009

Hamlet - Por André Luiz

Em um simples fim de semana, antecedendo a um feriado de segunda feira, um grupo de amigos (André Luiz, Darjan Oerlys, Liliane, Gyzele Moura, Eurismar Junior e Keite Barreto) resolvem acampar em uma pacata fazenda fora de sua cidade. Em uma determinada hora onde seus reflexos e emoções não mais estavam controladas por si mesmos, registram os fatos engraçoados e vejam no que aconteceu...

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André Luiz: - Deixa eu dirigir. Tu és meras umas pessoas que estais me filmando.
Gyzele: - Certo!
André Luiz: - Me deixas levar pela tua doidice que a minha doidice serás tua.
Voz: - Ei, sai de perto da fogueira.
Gyzele: - Ta bom!
André Luiz: - Entendeu?
Gyzele: - Pronto!
André Luiz: - Então, ó. Ilumina a caveira.
Gyzele: - Só ela?
André Luiz: - Depois, iluminas a mim.
Gyzele: - Certo!
André Luiz: - Certo? Ai, depois tu vens iluminas a fogueira e iluminas a lua. Depois da lua, tu passa pra mim novamente e deixa a caveira entre, tipo aquela pessoa obscura. Certo?
Gyzele: - Depois a lua.
André Luiz: - E eu termino o restante.
Gyzele: - Tu, a lua.
André Luiz: - Eu termino o restante.
Gyzele: - Tu, a fogueira, a lua.
André Luiz: - Não. A caveira.
Gyzele: - A caveira.
André Luiz: - Eu.
Gyzele: - Eu, tu.
André Luiz: - A fogueira.
Gyzele: - A fogueira. A lua.
André Luiz: - A lua.
Gyzele: - Depois tu.
André Luiz: - Ai, depois eu.
Gyzele: - Depois a caveira.
André Luiz: - Ai, depois a caveira e...
Gyzele: - Depois eu, tu e a caveira. Pronto!
André Luiz: - Certo? Ta certo?
Gyzele: - Adoro! Primeiro tu.
André Luiz: - Primeiro a caveira, Gyzele.
Gyzele: - Ta bom!
André Luiz: - Fica ali embaixo.
Gyzele: - Ali embaixo. Eu, aqui embaixo.
Andre Luiz: - Só a caveira.
Gyzele: - Só a caveira. Perai!
André Luiz: - Tu diz, gravando.
Gyzele: - Gravando.
André Luiz: - Por quê? Ser ou não ser? Eu? Porque me perguntas isso? Ó ser, tão transparente, tão indecente, de perguntar tais palavras, de usartes. Porque me perguntas tais coisas? Porque vos fazes? Porque me adimites? Não! Não! Não!Não!Não! Diante de tais luas Porque ser? Porque? Porque levardes? Porque deixastes? Porque imaginartes tais coisas sobre mim? Não! Não sereis, não sereis tais, não serei palavra, não serei pessoas, diante de tais promessas (Risos). O que? (Gargalhadas) Eu rio diante de tal felicidade que adormece entre mim, entre você. O que? O que? Hã? Me falas. Não. O que? Me beijastes? Te beijastes? Sim! Por que não? Fiz isso diante de tudo, diante de todos. Porque não fazer diante dessa lua, diante deste céu... Vai, adormece. Ficas e ficas e ficas e me deixais.

(André Luiz)

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