sábado, 31 de outubro de 2009

Meu sexto sentido chamado amor.



Ouço o cantar dos pássaros.
Vejo o sol se pôr, sinal que já, já vai ser noite.
Inspiro agora o aroma do ambiente, nada a se comparar com o seu.
Sinto na minha boca o gosto do teu corpo daquela noite.
Toco agora com vontade a caneta e o papel para escrever essas frases. Elas são a prova mais viva de que...
Tudo o que escrevo agora são coisas que durarão um só instante.
O pássaro vai parar de catar, o sol somente vai se pôr no dia seguinte, o mesmo aroma vai demorar a sentir, o teu gosto aos poucos vai se escapar de minha boca com o tempo e nem saberei como era. Somente uma coisa vai prevalecer. Eu vou continuar escrevendo tudo o que me vier à cabeça sobre você sem mesmo te ter.

(André Luiz)

A voz chamada certeza.




Dedos percorreram unida a palma da mão por todo o corpo.
Seus lábios ficaram úmidos o tempo todo em que estiveram colados aos meus.
Com suas mãos, as outras que pertenciam a outro alguém passearam ardentemente por todo o seu corpo.
O brilho surgia nos copos após um tempo. Era o suor por conta de tantos movimentos promovidos.
Apesar de ambos serem volumosos, sempre achavam um jeito de se orgnizar no pequeno espaço que tinham.
Dava para sentir o fogo ardente que ardia intensamente entre os dois.
Dava para escutar as batidas do coração aceleradas em compassos estridentes.
O ponto principal tinha sido alcançado com intenso prazer, mas, ainda em pensamentos pediam mais e mais sem mesmo terem terminado.
Os dedos que antes percorriam o corpo se unem, lábios que antes estavam lambuzados se enxugam e pára calados, o brilho do suor desaparece, pois eles param. As únicas coisas que se movimentam são os braços que se entrelaçam e a voz que se escuta em certeza de que aquilo foi bom.

(André Luiz)

Será que fui tão egoísta?

Pedi-te um sorriso direcionado a mim, o elogio de uma pessoa amiga, o empréstimo de tua companhia, o tempo que podia me ceder à palavra de conforto quando precisar, o salvamento quando acontecer..., a tua compreensão...
Não te pedi nada mais do que ser meu amigo. Sorri nos momentos de alegria em grupo, elogiar sendo eles também criticas construtivas, emprestar sua companhia diante também dos demais para não nos sentirmos sós, usar do nosso tempo para planejarmos o que ou não fazer junto com pessoas que gostamos, ditar de tuas palavras confortáveis quando o outro estiver calado, salvar-nos dos abismos quando esses aparecerem... Em fim, tudo se resume a compreensão que te pedi. Pensando bem, meu pedido parece que foi grande demais.
“Nem tudo o que pedimos é de fato concedido, nem tudo o que pensamos é o que é mesmo real”.
Que sejam jogadas as cartas do jogo! Ganhar ou perder não existe. Sei que ganhei muito em todos esses tempos e sei que um dia cairá na real do que pedi. “Só te pedi porque te dei, mas, não me importa se não retribuis”.
“Não podemos dar uma folha branca sem amaços a alguém e esperar que anos depois ela nos seja entregue da mesma cor e forma que era”.

(André Luiz)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Objetos noturnos de observação.

Eles não são objetos oriundos que devastam a noite a procura de satisfação pessoal. Por mais que se encontrem jogados ao leu do céu noturno e estrelado não os podemos classificar assim. Além do mais, não ferem a ninguém, não estagnam nada ao seu redor, simplesmente são observados por todos e possivelmente julgados por estarem ali. Mas não os podemos classificar assim.
Por mais que aos poucos o tempo dos poucos tempos que lhes restam, um vai sendo retirado após outro daquele lugar que antes eram seus leitos, mas, mesmo assim aparecem mais e mais para preencher o lugar vazio que ficará.
Satisfazem-se todo o tempo somente com o que eles têm, sem pedir ao menos mais, estão de fato realizados por essa noite.
O que resta ao que se recolheu é esperar mais um dia apreensivo pela chegada da noite e facilmente assim satisfazer-se novamente.
Ainda ficam vertigens de objetos presentes na cena a se servirem aos olhos dos observadores falantes.

(André Luiz)

O que antes em instantes eram dois.

Amaram-se sem nem ao menos se importarem com os outros focos de vida humana que havia no lugar.
Deu o beijo molhado, o abraço apertado, os enrolares de pernas, os gemidos, os gozos, as dores, o prazer total...
Amaram-se sem nem ao menos se preocupar com o tempo, com o espaço...
Amaram-se constante se fazendo um só.
Quando a noite acabou, se separaram fazendo do que antes era um.
Agora são dois, um e um.

(André Luiz)

Por que rir e chorar?

Tantos riem e ao mesmo tempo choram.
Sorrisos momentâneos e choros prolongados.
De que seriam esses risos?
De que seriam esses choros?
Tendo os dois em união, podemos pensar.
Risos e choros combinados são alegrias que surgem.
Choros solitários, esses sim, são tristezas.
Ria e chore.
Não somente chore.


(André Luiz)

sábado, 17 de outubro de 2009


Hamlet - Por André Luiz

Em um simples fim de semana, antecedendo a um feriado de segunda feira, um grupo de amigos (André Luiz, Darjan Oerlys, Liliane, Gyzele Moura, Eurismar Junior e Keite Barreto) resolvem acampar em uma pacata fazenda fora de sua cidade. Em uma determinada hora onde seus reflexos e emoções não mais estavam controladas por si mesmos, registram os fatos engraçoados e vejam no que aconteceu...




André Luiz: - Deixa eu dirigir. Tu és meras umas pessoas que estais me filmando.
Gyzele: - Certo!
André Luiz: - Me deixas levar pela tua doidice que a minha doidice serás tua.
Voz: - Ei, sai de perto da fogueira.
Gyzele: - Ta bom!
André Luiz: - Entendeu?
Gyzele: - Pronto!
André Luiz: - Então, ó. Ilumina a caveira.
Gyzele: - Só ela?
André Luiz: - Depois, iluminas a mim.
Gyzele: - Certo!
André Luiz: - Certo? Ai, depois tu vens iluminas a fogueira e iluminas a lua. Depois da lua, tu passa pra mim novamente e deixa a caveira entre, tipo aquela pessoa obscura. Certo?
Gyzele: - Depois a lua.
André Luiz: - E eu termino o restante.
Gyzele: - Tu, a lua.
André Luiz: - Eu termino o restante.
Gyzele: - Tu, a fogueira, a lua.
André Luiz: - Não. A caveira.
Gyzele: - A caveira.
André Luiz: - Eu.
Gyzele: - Eu, tu.
André Luiz: - A fogueira.
Gyzele: - A fogueira. A lua.
André Luiz: - A lua.
Gyzele: - Depois tu.
André Luiz: - Ai, depois eu.
Gyzele: - Depois a caveira.
André Luiz: - Ai, depois a caveira e...
Gyzele: - Depois eu, tu e a caveira. Pronto!
André Luiz: - Certo? Ta certo?
Gyzele: - Adoro! Primeiro tu.
André Luiz: - Primeiro a caveira, Gyzele.
Gyzele: - Ta bom!
André Luiz: - Fica ali embaixo.
Gyzele: - Ali embaixo. Eu, aqui embaixo.
Andre Luiz: - Só a caveira.
Gyzele: - Só a caveira. Perai!
André Luiz: - Tu diz, gravando.
Gyzele: - Gravando.
André Luiz: - Por quê? Ser ou não ser? Eu? Porque me perguntas isso? Ó ser, tão transparente, tão indecente, de perguntar tais palavras, de usartes. Porque me perguntas tais coisas? Porque vos fazes? Porque me adimites? Não! Não! Não!Não!Não! Diante de tais luas Porque ser? Porque? Porque levardes? Porque deixastes? Porque imaginartes tais coisas sobre mim? Não! Não sereis, não sereis tais, não serei palavra, não serei pessoas, diante de tais promessas (Risos). O que? (Gargalhadas) Eu rio diante de tal felicidade que adormece entre mim, entre você. O que? O que? Hã? Me falas. Não. O que? Me beijastes? Te beijastes? Sim! Por que não? Fiz isso diante de tudo, diante de todos. Porque não fazer diante dessa lua, diante deste céu... Vai, adormece. Ficas e ficas e ficas e me deixais.

(André Luiz)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Por mim...

“Não quero saber de tudo, se souber o amanhã não terá graça”.
(André Luiz)

Se seu período de vida findasse hoje, seria feliz?

Já fez coisas para se alegrar na vida.
Quando era criança corria, jogava bola, pião... Aprendeu a se equilibrar em uma bicicleta com a ajuda de uma amiga e para isso acontecer, caia muito.
Em uma idade que se sentia bem, deu seu primeiro beijo. Tempos depois, sua primeira relação amorosa. Tudo em seu devido tempo e com quem achava que era apropriado.
Logo jovem arranjou seu primeiro emprego, comprava o que lhe covinha comprar. Sai para as baladas com dinheiro próprio, sendo que não era motivo para pedir mais aos meus pais e garantir uma reserva maior na noite.
Amigos não faltaram durante essas etapas, foram pessoas especiais que caminharam com ele.
Hoje, vê a vida com outros olhos. Diferentes daqueles de tempos atrás. Olho mais firmes e sérios, sem muitos mimos ou carícias.
O perguntei: - Se seu período de vida findasse hoje, seria feliz?
Ele respondeu: - Não!
Só por uma coisa ele não iria feliz dessa vida.
O motivo de não ser amado por alguém que ele amou.

(André Luiz)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ele, o sedutor de papo mortal.

Aparece e a olha.
Não ficando parado esperando qualquer reação,
Se aproxima e se reverencia.
Acolhe a mão,
Beija-a sem pedir se quer licença.
Beija o rosto também, bem perto da boca.
Logo depois, envolve os braços sobre seu corpo e a abraça.
Passam bom tempo assim sem serem interrompidos.
Ele, cochichando ao ouvido coisas para a ludibriar.
Ela, somente escutando as coisas e se deixando render ao sedutor de papo mortal.

(André Luiz)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Enquanto isso...

O sol nasce...
Observo.
O vento sopra...
O pássaro voa...
As folhas se mechem...
Observo,
Observo,
Observo.
As pessoas conseguem...
Observo.
Somente eu é que não...
E observo.
Fazer o quê?
Aprendo a conviver com esses detalhes.
Observo que somente observo.

(André Luiz)