segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Comparando vivências dos de antes com os de agora.

Seres humanos famintos da mata usavam a escuridão para caçar, passando muitas vezes até a noite toda a procura de sua presa (pois era o horário em que muitos dos selvagens estão descansando e ficava mais fácil de capturá-los).
Após capturá-los, os matavam, arrancam sua pele e a esticavam-na para servir de matéria prima para a confecção de algo. Despedaçavam todo o seu corpo, separando as partes que serviam para consumo das que seriam deixadas lá para a alimentação de outros seres vivos da mata (partes que viam que eram desnecessárias para a alimentação).
Assavam as camadas de carne de uma só vez em brasas ardentes de uma fogueira e as devoravam com as próprias mãos, devoravam por completo, saboreando cada pedaço, sem deixar um só fio de carne.
Os ossos muitos deles eram guardados para a criação de objetos de utensílios de cozinha, enfeites para os seus corpos ou até mesmo na criação de armas para novas caças.
Continuando assim o seu ciclo de vida.

Já os seres famintos da cidade buscam em seus bolsos dinheiro (alguns o pouco que tem) para irem até o lugar mais próximo onde se encontram os estoques de comidas em grandes quantidades (percurso que dura pouco, podendo ainda descansar o resto de tempo que falta no conforto de casa).
Preparam tudo em panelas aquecidas em fogo de fogão industrializado movido a gás.
Saboreiam a comida pronta em poucos minutos com gostos de outras coisas mais que são colocadas como tempero e as degustam com pedaços de ferros nas mãos que servem para levar a comida até a boca sem sujar as mesmas.
Os restos que sobram, muitos juntam e jogam no lixo, outros guardam para alimentações seguintes (quando há a possibilidade).
Depois que acabam com o estoque compra mais ainda no supermercado, fácil, fácil (quando se tem com o que comprar).
Continuam assim o seu ciclo de vida.
Continuam assim...
E vemos que muitos dos de ontem, hoje já seguem esse ritmo também.
Suas mentes já não são mais as mesmas. Foram lavadas,reformuladas, manipuladas pela sociedade industrializada.

(André Luiz)
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sábado, 29 de agosto de 2009

Deja vu


Um instante vivido novamente por conta da fala pronunciada, da gaveta aberta, do objeto guardado, do pensamento vindo... Até o instante que é entregue o envelope. Pronto! Esse já não faz parte do...
Se foi mesmo vivido certezas não apareceram.
Engraçado isso.
Na outra vez que acontecia esse instante o estado de espírito era outro.
O bom que fica, é que em um o instante era estado de tristeza e em outro era somente alegria.
Se acontece de novo?



Sem resposta.


(André Luiz)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Estão ao nosso redor.

Onde menos imaginamos eles estão sem frases escritas em suas testas tornando possível assim serem facilmente identificados.
Rondam por entre todos e se apoderam dos que veem que são facilmente concientizados.
Sem piedade controlam o tempo e espaço.
Depois de muito persuadindo arrancam sem dó o que querem e fogem sem dar noticias.
Eles mesmos.

(André Luiz)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Transformação do tempo.

O mar está calmo, assim como quem o olha.
A árvore está parada, assim como quem usa sua sombra para descansar.
O sol brilha, assim como quem dele recebe seu claro raio.
O vento sopra, assim como quem vive soprando a vida de felicidade.
A flor desabrocha, assim como aqueles que acordam de bem.
O pássaro paira no ar, assim como alguém estando encantadoramente ao lado.
O tempo passa e...
O mar se agita, assim como as tormentas que surgem na vida.
A árvore se meche, assim como alguém quando fica alvoroçado.
O sol queima, assim como alguém que estraga o rosto sorridente de outra pessoa.
O vento arrasta tudo, assim como muitas vezes alguém joga fora o velho que já é parte e passa a viver o novo que ainda não conhece.
A flor mucha, assim como alguns que esquecem a essência da pessoa verdadeira que está ao lado.
O pássaro cai por estar com a asa quebrada, assim como alguns que caem muitas vezes por fazerem a coisa diferente do que é para ser.
O tempo passa e assim como tudo mudou uma vez mudará novamente daqui a um TEMPO.

(André Luiz)

domingo, 16 de agosto de 2009

Lágrimas

Suavemente, surge um aperto no peito que me deixa pensativo e inexato.
O que é isso que me consome?
De repente, todas as imagens do momento vêm em mente como se fosse uma avalanche e desmorona sobre mim.
Sem estar ciente do peso da montanha que acabara de desabar ainda surge no cantinho do olho um brilho que em instante vai aumentando, sacando levemente para fora como se quisesse dizer algo.
Simples, escorre pelo rosto sem caminho traçado, sem percurso dito, simplesmente escorre e quando se dá conta surge mais e mais, uma atrás da outra fazendo naquele momento do seu rosto um mar, não de água salgada com ondas grandes e belos animais marinhos, mas um mar de pranto e dor pelo passado presente acontecido.
Desesperadamente elas escorrem, banham e sinalizam algo que magoado a mim aconteceu.
Daí se faz o choro, com total complemento.
Sendo o sinal de que algo está errado.
(Sei que ela pode vir de alegria... Mas essa é mesmo de magoa e decepção).
(André Luiz)

A falta


O que me falha agora é o toque que não foi mais dado, o suspiro aliviado, a palavra bocejada, o carinho afagado, o gemido de desejo, a vontade de se ter, o prazer...
(André Luiz)

É, você mesmo.


Às vezes queria que fosse como eu.
Em outras poderia mesmo querer e querer ainda mais se visse você se esforçar para isso.
(Já em umas horas vejo que é egoísmo de minha parte).
Mas, não é de eu, querer que alguém se modele aos gostos e quereres meus.
Porém, poderia ao menos fazer algo para agradar e não me deixar tão mal assim ao ponto de fazer coisas que possamos dizer “erradas”, coisas essas que não estavam em meus pensamentos, esquematizados.
Assim com isso, vou aprendendo que o mundo traz pessoas para nos mostrar os pontos em que temos que mudar de verdade para que cheguemos a perder a tal façanha de um mundo em que tudo seja a mim.

(André Luiz)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Meu coração que outrem era seco,
Hoje se enche e cria asas de emoção.
Bate no novo compasso, no novo ritmo,
No novo embalo de uma canção.
Essa canção entoada de prazer, gozo e dor.
Dor de veras, de torpor.
Veras de sentir e estrangular.
O sem ter e o não estar.
Meu coração hoje voa.
Voa alado de prazer
Ao gostar de amar.
Ao gostar da novidade ter.
Novidade essa embalada
Na avoada das asas a bater.
Voa coração!
Voe e nem pense em parar!
Voe em rumo do existir.
Voe em rumo do amar.
Amar a quem te ama.
A quem te acompanhar.

Todos têm o direito de errar.

Errar é algo que ficou para nós mesmos.
Somos seres humanos e temos todo esse direito.
Jamais seremos como máquinas que funcionam corretamente porque às vezes até mesmo elas erram, acabam emperrando.
Erramos e aprendemos com esses erros, pois muitos de nós passamos por momentos assim ou passaremos, não sei.
Muitas vezes fazemos algo e logo essa ocasião se repete, é porque a primeira não serviu como aprendizado. Não digo isso por criticar, mas é a realidade. Embora, muitas vezes eles servem até mesmo para nos fazer melhorar diante do nosso amadurecimento constante. Dão-nos patadas, ponta pés e nos mostram defeitos que temos e que não conseguimos enxergar, aparecem somente para dizer onde temos que melhorar e se aceitamos não os repetimos mais.
Os erros não são somente erros, em ocasiões são acertos (que loucura essa minha. Como explicar?) acontecem sem a gente menos esperar e nos mostram a certeza da realidade.
Erre, você pode.
Erre e veja também no que pode mudar com isso.
Erre uma vez, duas, quantas vezes precisar para aprender.

(André Luiz)

domingo, 9 de agosto de 2009

Pode.

Depressa!
O amasso.
Do poder,
Enlaço...

Prenso,
O segundo.
Depois penso se...
E passa.

Ponho no olhar,
O que vem.
Desejo...
E tenho você.

Pode assim o poder a te ter.

(André Luiz)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Falarei, Procurarei, escreverei e com isso mudarei.

Falarei de amores estando feliz.
Procurarei usar as palavras com emoções de sentimentos astrais.
Escreverei e contagiarei os outros como se fosse um vírus em que todos pudessem inalar de uma vez, deixando-os em um só sentido de felicidade.
Já imaginou isso acontecendo pelo menos por alguns minutos de um dia qualquer?
Agora falarei e escreverei do que estou vendo e não do que mais desejo.
Os desejos são meus e tem que ficar comigo para serem criados e almejados pela pessoa certa. Se os ficar balbuciando para o vento poderão ser estranhados ou até mesmo desejados mais do que eu os desejo. Que loucura essa minha! Que egoísmo esse meu, mas temos que ser um pouco assim também.
Estou em uma fase boa de minha vida, onde me encontro em mudanças totais.
Muitos devem estar pensando várias coisas com isso, mas não deveriam, temos que ter tempo para nós também, para avaliarmos cada passo que iremos dar, cada palavra que iremos dizer, cada pessoa que iremos conhecer, cada momento que iremos curtir... Estar perto de quem realmente me deseja por perto. “Atenção real será dada a mim será devolvida em dobro não esperando nada de ninguém.”
O ser humano, nós, somos irreconhecíveis perante nossos pensamentos, sendo que não deveríamos ter medo das coisas e sim de nós mesmos.
Pois é, podem até pensar que estou louco, mas, é isso mesmo. Se perguntarem...
Os que lêem e participam ativos comigo, sabem o motivo de cada palavra, pois as viveram em cada texto escrito e em cada sentimento sentido e contido.
E é isso. Querendo iniciar uma nova fase de vida, uma nova continuação de jornada com uma mudança em transparência, permaneço a indagar cada passo meu em cada caso que aqui possa ditar.

(André Luiz)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vivendo loucamente

Vamos viver intensamente essa loucura que nos cerca,
Desentediar o tempo com facetas dessa mutua,
Gozar a vontade de estar perto,
Gemer de prazer dessa ventura.

Vamos viver sem preocupação.
Essa loucura a nos controlar.
Ficarão na mente os momentos que passarão.
Ficará o que ficará.

Podendo dizer do que assim viver,
Agora e depois, só não sabendo como serão
As palavras que usarei,
Palavras que usarão.

Mas, façamos de forma incomum,
Não sendo eu de você,
Nem tão pouco você de mim.
Saibamos resplandecer assim.

Hoje te digo que te quero,
Amanhã poderá me dizer
A maior coisa que quero,
A maior que será (você).

Vamos viver intensamente essa loucura que nos cerca,
Pensando onde iremos pisar,
Se em espinhos
Ou nas águas do mar.

Viveremos incomuns
A forma que usaremos
Desse tempo e espaço
Desses dias que virão.

Vamos viver intensa essa loucura que nos cerca.
Vamos.
Segura minha mão.
Segura, não solta e sente a emoção.


(André Luiz)