quarta-feira, 15 de julho de 2009

A quem possa...

A quem possa desejar a carne mórbida que completa o monte, a fala aguda e abundante que simplismente deixa acalmar o seu ser, aquele que faz o que pensa, aquele que não pensa no que faz.
A quem possa se iludir em cortejar pelo simples momento de delicadeza que demonstra.
A quem possa acreditar nas pequenas e emocionantes palavras que surgem de sua maravilhosa boca gracejada.
A quem possa ver um ser para querer ao lado, hora para completar solidão, hora prestar prazer de consolação.
A quem possa colocar no lugar do outro ou até mesmo juntar os três prazeres em um só.
Assim, triste será o decorrer se um é isto e outro é aquilo sem explicitar que os demais se desenrrolam em colocação pelo que acontece em momento.
Mesmo que possa, fatos perante a estória fazem com que o desejo, a ilusão, o acreditar, o ser, em fim, o necessário para o existir, não exista diante de quem poça, diante daqueles que se fazem verdadeiros sem mesmo saber se verdadeiras são, podendo se completar num simples sim.
A quem...
Há.

(André Luiz)

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