quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olhos que são camas

Se eu pudesse em seus olhos ver brilhar o possível, penetrar neles e sentir o possível em mim, então, anjo, amada eu seria feliz.
Mas, se cosso o vento com os dedos e me debruço carregado de medo, nos vales rebeudes desta angustia, eu deixo de ser o possível e passo a ser o impossível sem ter fim.
E se miro em teus olhos tudo o que for confortante é porque sou um pobre doente que transforma retinas em camas e que morre todos os dias nos teus olhos que são leitos.


(André Luiz)

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