quinta-feira, 2 de julho de 2009

No vão, em vão

Presunçoso por mim,
Nem posso falar,
Não podes falar,
Não podes amar,
Nem posso também.
Permanecemos no querer
E adormecemos no vão, em vão.
Escuto o barulho do teu
E escutas o barulho do meu.
Coração bate...
Calamos na calha da maldita solidão.
Garantindo apenas que o tempo passe,
Tudo envelheça,
A amizade se gratifique
E dure o sonho.
Sonho...
Por um lado,
Permanecemos...
No vão...
Em vão.

(André Luiz)

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