sexta-feira, 31 de julho de 2009

Versos que não escritos se resurgirão

Canta, canta sem demora.
Canta, canta sem parar.
Porque é na noite que surge.
Tantas palavras para ditar.

De dia passo o tempo procurando.
Pensando o que é que eu devo escrever
E a noite nem preciso forçar a cabeça
Para tudo isso jorrar e se ter.

Canto e escrevo sem demora.
Canto e escrevo sem parar.
Ainda surgem e ficam no ar.
Perdidas pelos cantos...

São tantas que não consigo as escrever.
São tantas que mesmo rápido se escapam e se vão.
Talvez um dia voltem para o pensamento
Ou mesmo direto na palma da mão.

Escrevo sem demora.
Escrevo sem parar.
Logo, logo desenrrola o sono
E tenho que deitar.

Quem sabe outra noite.
Quando cantar, cantar e escrever
Consiga passar a ela os pensamentos que surgem.
Os que consigo ter.

Boa noite!!

(André Luiz)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Espera do pedido que é de um por todos.

Pedirei bem alto para você escutar.
Não falarei que ontem passou e jamais direi o que aconteceu.
Mera esperança guardou, mero momento ele me deu.
De ontem so lembrarei e levarei a saudade que me foi dada.
Pelo que pensa que passa.
Pelo que passa e não pensa em voltar.
Deixa viver outra vez a tudo que de saudade se fez.
Jamais falarei do outro tempo.
Eu prometo!
Que de lembranças irá me dar pela segunda vez a sentir
Do mesmo jeito ao lado de quem estar.
Agora, só te digo algo.
Que depois que acontecer de novo,
Te pedirei outra vez para o novo não mais passar.
Congela-te hó tempo.
Deixa teu ser homem te usar de aventura e contento,
No vão da loucura de ir e voltar.
Fazer acontecer de novo o que pensar esse povo.
O pensar.
Te pesso...
Não somente eu.
É um clamor do que vejo naqueles que não tem a coragem,
De ir até lá e te pedir nem que seja baixinho.
Para aos outros não revelar.
O pedido que deseja.
Volta!!
Eu te grito grandioso.
Sem vergonha e sem saber.
Vai!!
E eu te espero pra me responder
Mas lembra.
Jamais falarei do ontem se novamente ele viver.
Vai!!
Ligeiro sem atropelar.
Vai!
Corre.
Estou te esperando.
E volta.
Para uma resposta boa me dar.

(André Luiz)

De que estou ficando velho não há dúvidas.

Disso fala minha barba que cresce, meu cabelo que cai, deixando um pequeno círculo onde o centro é meu couro cabeludo, minha pele se enrruga cada vez mais e percebo, quando a aliso, minhas pernas se cansam a cada caminhada do dia quando não consigo ir mais longe do que antes, ficando também minha respiração ofegante, meu apetite não é mais o mesmo como o de um jvem de 18 anos, minha memória já falha com poucas coisas, sendo elas as mais bobas, minha escrita já não é mais a mesma onde se escrevia sobre aventuras e amores.
É... Não consigo me adaptar com os novos tempos. Percebo, pois tudo está mudando, tudo mesmo. As coisas já não são como eram antes.
Estou mudando mesmo, ou melhor, estou ficando velho.
Caramba!!
Que tempo enganoso.
Não consigo me adaptar aos tempos.
Estou ficando velho e disso não tenho dúvidas. Agora que tenho conciência disso, tenho que preparar meu espaço, meu cantinho e ditar nele somente as palavras de momentos que vivi.
Espere!!
Posso estar envelhecendo, posso estar caducando, mas ainda espero o que mais esperei por toda esses anos.
Ver uma...

(André Luiz)

Uma beleza TELAPINTADA.

Percebo cada linha pintada, cada pincelada dada. Parecem ser bem autênticos, bem como a essência Tupi, percebida por teu rosto arredondado, cabelos mais que negros, nariz logo desmontado de qualquer possibilidade de afilação, boca ainda que pequena e manipulada por traços que não são de tua raça, colar que por muitos é utilizado, cor da pele manchada pelo sol...
Mesmo passando tempos em te observar, não tinha ainda me dado conta de que ficarias em um lygar tão proximo a mim, somente percebi depois de um bom tempo em que o observava e fiquei feliz por saber que poderei te ver a qualquer hora do instante em que estiver aqui.
- Porque não falo do teu amigo??
Te digo que nem mesmo ele olhas para mim. Como poderei falar algo dele? Como falarei se não me dá o privilegio de o admirar? Todas as belezas que são faladas, são as que são vistas por olhos daqueles que as admira. Assim tais ditos são escritos e bem pensados antes de serem colocados diante de tanta beleza mostrada.
Te admiro e de imediato percebo...
Como eu, muitos verão tal beleza estampada em tua tela.
Poucas cores, pouco espaço, mas tudo que trazes é reconhecido, tudo o que te foi reconhecido é dai diferente à tal beleza encontrada em mim.
(André Luiz)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sombra que acompanha

Para que estás na calada da noite
Sabendo que nela há escuridão?
Tú tens pânico e se assombras.
Mal sabes que sou eu
Que passo a te acompanhar.
Seis que tens medo
Por isso te sigo sem deixar me ver
Tu não sabes que sou teu amor
Nem quero te dizer.
Na calada da noite ando
Por teus passos a percorrer.
Poque te quero protegida
Meu querer de noite a brilhar
Não te assustas na noite escura
Pois saibas que vou lá estar.


(André Luiz)

Usar de um capuz

Usar-te todo esse tempo um capuz cobrindo tua face sem deixar-me ver realmente o que meu querer queria na verdade. Usava-o, mas a cada dia comprovou-me que te amava cada vez mais, mesmo não sabendo quem eras. O capuz, fez de te um símbolo facilmente encontrado nas noites mas sem ter a oportunidade de tocar teu corpo tira-lo e ver tua face. Protege-te, mas um dia saberas que quem te amou não pode ver ao certo quem amava.

(André Luiz)
"Que meu mundo seja difícil para que eu possa nele aprender com as situações vindouras, que nelas possa crescer amadurecendo minha mente, corpo, alma... Vivendo cada oportunidade que a mim foi dada."

(André Luiz)

Querer e não poder

Quero de você palavras sinceras das quais não posso duvidar, sorrisos para que possa ter uma certeza de bons e delicados momentos, abraços apertados para me passar o quão é bom na vida possuir um ser de carne desejada, suspiros de bens ao ouvido, sonoros, por lábios molhados como os teus... Quero de te, um longo beijo de arduos e meladas passadas de língua, ouvir teu coração garantindo que ele acelere estando ao meu lado e fazendo com que para escuta-lo permaneça o meu ouvido colado em teu peito, passagens duradouras de toque em teu couro quente e suado, que me veja como realmente sou sem se deixar levar pelas realidades a que temos que nos submeter. Assim vou querendo. Do querer, o não poder, do não poder a outro e o querer de outro dono já se tem permanecendo no querer de te ter sem poder, no querer que é somente meu e de outro alguém.

(André Luiz)

O chegar da Adolescência

Carregados pensamentos rodeiam.
Tão maravilhoso nesse momento
De aventura universalmente mental,
De seres alucinados
Por magnificas,
Aleatórias
E centrais emoções como o meu,
Se colocando em sonhar,
Em gozar,
Modelando-se em propósitos
De começar a viver
A aventura determinada
De cada dia que se vai passar,
De cada história que irá viver.
São de formas avassaladoras
Mentes naturais para uns
E para outros
Permanência em soberbos espaços.
Do fato de que as mentes igualitárias
Carregam o fardo pesado
Mostrando o verdadeiro de cada um.
O verdadeiro que irá ser.
Ou que tentará.

(André Luiz)

Passem-se dia e noites.

O sol aparece
Transpassando minha transparência,
Fazendo minha pele arder
Sem ao menos o deixar olhar penetrado.
Seus raios são fortes,
Sua claridade é intensa.
Sua beleza é grandiosa,
Assim como sua companhia.
Passa...
O dia se vai e com ele o sol.
Anoitece.
Vem a lua,
Trazendo a escuridão
E as estrelas que se destacam no céu
Assim como ela.
Mas, como o dia
A noite também se vai.
A lua também se vai.
Passa...
Vem o sol...
As vezes escondido por nuvens
Outras já como veio ontem
Vem...
E permanece a mesma rotina dos dois a cada dia.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Todo grande líder é movido pelo desejo de mudança, pela indignação diante da realidade e pela esperança. Alguns poucos se destacam na história e ficam conhecidos no mundo todo. Mas a maioria faz a sua parte no anonimato, muitas vezes por pequenos gestos.

(Autor Desconhecido)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

"Só aqueles que tem a paciência de fazer as coisas simples com perfeição é que adiquirem a capacidade de fazer as coisas difíceis com facilidade".

(Autor Desconhecido)

Pare, observe, ouça e mude.

Passa um e eu olho.
Passa outro e eu olho.
Passa mais outro e eu olho.
Passa...
Repassa, na correria do dia sem tempo de saber
Que o bom de tudo é parar e ver
Sentir a sensação do que é bom.
Sentir o gosto do prazer.
Há, como queria parar a todos
E que nessa parada pudesse fazer,
Mudanças ordenadas,
Mudanças em querer,
O gostar de estar,
O gostar de algo prevalescer.
Quero...
Mas sei que não posso.

(André Luiz)
"O medo de amar é o medo de ser livre".

(Beto Guedes)
Diego não conecia o mar. O pai Santiago, levou-o para descobrir o mar. Viajaram para o sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram o mar e aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar o mar estava durante os seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar estando a seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. e quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: Me ajuda a olhar!

(Eduardo Galeano)

Desprazaer momentânio.

Quero me disfazer da vida.
Desejo um outro lugar.
Viver, sonhar...
A vida que a tempos antes tinha,
Quero de volta ter.
Desejo ainda mais me disfazer.
Escapo por instante.
Busco um outro lugar,
Um outro lugar...
Quero o mundo do outro lado,
De outra forma,
De outro patamar.
Quem sabe até saboreando morango
De teu paladar,
Vinho
Escapando de tua boca pelos lábios teus
E enxugando logo após com os meus,
Tua mão a deslizar por meu corpo,
Junto com o gemido
Do prazer por estar comigo,
Do gozo da vida a ter.
Quero me disfazer dessa vida,
Para uma outra vida ter.

(André Luiz)

Pequeno pensar.

Ser ou não ser?
"Sou aquilo que de mim é de direito e real!"

(André Luiz)

Apresentação

Parado em meio ao horizonte da avendida da cidade, vejo o mundo que a mim é apresentado.
O sol que nasce e cresce, o ângulo do imovél que é existente, o senhor que dorme na alçada sem se preocupar e logo ao lado dele uma rua vazia posso avistar.
Vejo no horizonte do instante em que estou na avenida, vejo tudo, vejo a vida, vejo o que vejo.
Olho admirado depois de tempo em ver, para uma parede sólida e penso em tudo, tudo do que ainda possa acontecer.
O que vi é impossivél comparar com o que vivi.
Vejo...
E continuo a olhar.
Agora para todos que nessa rua passam a passar.
Passe!

(André Luiz)

Vou até ai para saber.

Tocou!
Chegou até meus ouvidos.
Gritos entoados
Da garganta umidecida
Na busca da ajuda
De uma simples, perdida.
A cada segundo que passava
Havia inesperança de escutar
O aviso de socorro que era poupado
O aviso que era mal dado.
Quando se escuta
Não se pode deixar negar
Um pedido...
Por mais que este
Respostas não saiba dar.
Claro!
A garganta era pequena,
A voz era baixa...
O que não deu para entender?
Espere!

(André Luiz)

Mundo meu. Meu mundo.

Lugar calmo...
Deserto...
Onde falo...
Grito...
Ninguém...
Alguém!
Não me ouvem estrondar a mente.
Paro.
Escuto...
Desenrolo avulso,
Gritos da alma sendo enforcada
Por loucos pensamentos
Que a tratam de morada.
Mundo que me rodeia.
Que em muitos,
Não deixa andar livre entre os lados declives
De caminhos que não percorri,
De pessoas que não conheci,
De pensamentos que não percebi,
De...
Quero um mundo meu,
De felicidade e de cor,
Só não quero do mundo
Solidão de amor.
Isso sei que não mereço.
Isso sei que não merece a quem amou.

(André Luiz)

Procurei

Não desisti a dias, de várias formas e maneiras encontrar jeitos diversos para deixar de lado os pensamentos fúteis da vida rotineira e cotidiana. Pensar somente em vão felicidades, mas fica difícil em meio a tanta movimentação encontrar um momento para a solução em que possa despejar com você os mesmos.
Meus pensamentos vagueiam por entre os campos do dia a espera da hora em que sejam a te ditos. Meus... Esses que não são de ti.

(André Luiz)

Jogada de mestre

Qual será o jogo da verdade que aparece no olhar?
A mentira assola pensamentos de estar e de ser.
Porque, me devolver a solidão que a tempos dei?
Digo...
Disdigo...
Faço...
Desfaço...
Desafio.
Estou calado e sozinho.
Ouço a voz que diz baixinho.
"Eu te amo!"
E que um dia a ela eu poderei amar.
Qual será o jogo que não passa a revelar?

(André Luiz)

Convite à uma mudança.

Vamos juntos imaginar um mundo.
Contar as estrelas.
Pensar no que podemos fazer para ajudar,
Levando em conta a situação em que está agora
E como vai estar daqui à algum tempo.
Reunir uma porção de pessoas para festejar a amizade.
Pensar em fazer coisas despojadas de boa ventura,
Talvez até pensar que mar é rio e visse versa.
Fazer do pensamento uma possivél realidade.
E que boa, passe percebida,
Para que surja uma avalanche e leve junto
O ódio, a preguiça...
Vamos amar...
Fazer o que é preciso com o empenho necessário.
Vamos!!
Vamos?
Já faço.
E você, ainda nada.

(André Luiz)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cópia tua.
~~> " Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também! " <~~

(Tati Bernardi)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Use sua força para guiar seu destino. Tudo o que você desejar com intensidade pode transformar seu caminho. Quem acredita nos seus sonhos tem apenas uma direção: Sempre em frente".

(Autor Desconhecido)
"Todas as cartas de amor são ridículas, mas, mais ridículos são aqueles que nunca escreveram uma carata de amor".

(De um amor que existiu).

Quando?

Pensar em você e imaginar um verdadeiro espaço diante de mim.
Ficar a ver um campo imenso, rodeado de flores que emanam cada vez mais forte o cheiro que me faz lembrar de você.
Ver tudo ao meu redor sem defeito, real ou com ilusão, aquilo que completa a solidão.
É quando estou sem você...
"Engraçado brincar com a imaginação diante do prazer que se dá em estar livre, livre para viver, viver para se realizar".
Agora.

(André Luiz)

Porque chorar a alguém algo que é teu?

Deixeis que escorra por entre o rosto e enxarque o solo seco.
Que onde caia faça brotar algo de bom.
Quem sabe uma vida, uma bela e grandiosa vida.
É melhor do que elas serem enchutas por alguém que nem mesmo faz questão de acolhe-las na palma da mão.
Porque?
Chorar porque?
Choro, pois sou um ser de sentimentos, meu coração bate por um bem maior, por algo que me dé em felicidades o que em felicidades dou.

(André Luiz)

Dimensões

Bela é a que faço de ocupação.
A cama é a primeira,
Bem como o quarto,
A sala,
A varanda.
A cama é onde se nasce,
E se ama,
E se sonha,
E se morre,
Principalmente se sonha.
Sonha, com outras dimensões.

(André Luiz)
"...Procura/ curtir sem queixa o mal que te crucia/ O mundo é sem piedade e até riria/ Da tua inconsolável amargura./ Só a dor enobrece e é grande, e é pura./ Aprende a ama-la, que a amarás um dia".

(Manuel Bandeira)

A quem possa...

A quem possa desejar a carne mórbida que completa o monte, a fala aguda e abundante que simplismente deixa acalmar o seu ser, aquele que faz o que pensa, aquele que não pensa no que faz.
A quem possa se iludir em cortejar pelo simples momento de delicadeza que demonstra.
A quem possa acreditar nas pequenas e emocionantes palavras que surgem de sua maravilhosa boca gracejada.
A quem possa ver um ser para querer ao lado, hora para completar solidão, hora prestar prazer de consolação.
A quem possa colocar no lugar do outro ou até mesmo juntar os três prazeres em um só.
Assim, triste será o decorrer se um é isto e outro é aquilo sem explicitar que os demais se desenrrolam em colocação pelo que acontece em momento.
Mesmo que possa, fatos perante a estória fazem com que o desejo, a ilusão, o acreditar, o ser, em fim, o necessário para o existir, não exista diante de quem poça, diante daqueles que se fazem verdadeiros sem mesmo saber se verdadeiras são, podendo se completar num simples sim.
A quem...
Há.

(André Luiz)

Eu quero...

...Da tua mão, o toque...
...Da tua boca, o beijo...
...Do teu olhar, o meu ver...
...Da tua narina, o detectar do meu cheiro...
Em fim.
Quero mesmo a sua companhia.

(André Luiz)

Pequeno pensar.

"Pensar no mar e no seu horizonte é pensar no que ainda não viveu, no que ainda não aconteceu. É pensar no que de tudo te faz bem e te deixa livre".

(André Luiz)

Só a imaginar é que não consigo ficar.

Eu te vejo,
Te escuto,
Se te tranquilizo, não sei.
Te suaviso,
Não te deixo arder em solidão.

Te vejo...

Viajo,
Entre as estradas do pensar,
Surfo nas ondas de um mar,
Passo tempos na areia a andar,
De encontro contigo.

Eu, te vejo!

Meu ver é tão verdadeiro,
Que em imaginar carrego uma parte sua.

Mesmo não sendo real,
não estando contigo.
Te imagino.

Quero mesmo
Te ver,
Te tocar,
Te escutar...
Ser um ser verdadeiro a mim.

(André Luiz)

Fácil quando se tem professores.

Como é fácil garantir um abraço carinhoso.
Como é fácil ter pessoas do seu lado.
Como é fácil ver que alguém te diz que é amigo.
"É otimo ter pessoas para chamar de amigo".
É fácil...
Quando se tem amigos professores.
Como é fácil fazer acreditar que o que é fácil é verdade e que esses professores são realmente amigos.

(André Luiz)

Chove...

...Escorre por entre meus traços arredondados pequeninas gotas que me abraçam.
Sozinhas não fazem nada comparado ao momento em que juntas te deixam...
Escorrem e me encharcam.
Como é lindo a proporção em que a união se faz.
Chove...
Não para por um bom tempo.

(André Luiz)

Há.

Há quem possa deixar o tempo fazer dele uma simples parte, um consolo ao longo das horas, onde quem deixa passar não sabe quando realmente vai parar ou até mesmo não sabe ver quem nele está indo.
Há que exista um lugar, um rio onde possa jogar um coração e lá se torne uma pedra para não mais sentir saudades ou solidões, fazendo do tempo um sinples companheiro que lhe aprecia no passar das águas.


(André Luiz)

"Nenhum caminho de flores conduz a glória".

Apareceu de surpresa, tocou o material com tamanha ferossidade e caiu, ficou lá por tempos e sem se mover parecia que estava falecido, aos poucos voltou ao normal e se ergueu novamente e atingiu o mesmo material transparente. Agora, estando mais conciente da pancada, seguiu pelo outro caminho, desistindo daquele que a tempos antes tentava.

"Muitas vezes nos deparamos com obstáculos, batemos de frente varias vezes e imaginamos que procurando outro caminho sendo ele fácil poderá ser o melhor de seguir".

(André Luiz)

Observação à um "louco".

Não consegue organizar os pensamentos para escreve-los. São anormalidades que se conjuntam em sua mente e faz pensar em varias coisas ao mesmo tempo, coisas de diversas estremidades dos quais queria viver, estar vivendo, ter vivido.
Sem acentar, aos poucos fica ainda mais louco com tudo, mesmo que uma parte tente devagar organiza-los, adequar cada um ao estado fazendo com que venham um de cada vez.
A mente se tormenta.
Há! Toma então porres de desesperos e grita por dentro.
Saiam dos meus pensamentos, vocês já não são tão importantes.
O silêncio vem.
Tudo volta ao lugar e passa a pensar em uma só coisa: Te ver.



(André Luiz)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Perfeita companhia

Arredia essa apertação,
Que invade meu ser
E se instala em passos firmes
Ao meu corpo
E mente.
Invade...
Instala...
Consome meu espaço
E um pouco a cada vez
Tem o controle da situação
Fazendo com que pense em você
E celebre a felicidade da mesma
Qual tal me acompanha até hoje.

(André Luiz)

O que tem?

Em um tudo tendo um nada.
Em lágrimas tendo tristeza.
Em tempo sem ocupa-lo.
Em mina sem diamantes.
Em caminho sem destino.
Tudo sem adiantamentos.
O que tem?
"No fim de tudo isso,
Tem o que mereça receber".

(André Luiz)
A Lista

Faça uma lista de grandes amigosQuem você mais via há dez anos atrásQuantos você ainda vê todo diaQuantos você já não encontra mais...Faça uma lista dos sonhos que tinhaQuantos você desistiu de sonhar!Quantos amores jurados pra sempreQuantos você conseguiu preservar...Onde você ainda se reconheceNa foto passada ou no espelho de agora?Hoje é do jeito que achou que seriaQuantos amigos você jogou fora?Quantos mistérios que você sondavaQuantos você conseguiu entender?Quantos segredos que você guardavaHoje são bobos ninguém quer saber?Quantas mentiras você condenava?Quantas você teve que cometer?Quantos defeitos sanados com o tempoEram o melhor que havia em você?Quantas canções que você não cantavaHoje assobia pra sobreviver?Quantas pessoas que você amavaHoje acredita que amam você?

(Oswaldo Montenegro)

sábado, 11 de julho de 2009

"Escrevo, não por coincidência de saber escrever, mas porque florescem de mim palavras que dificilmente em outros não chegam a fazer o mesmo. Assim me sinto como um em um milhão".
(André Luiz)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em um só olhar

Quando olho para você tão iluminada e cheia de vida me banhando com seus raios de luz, fervo com a força que me dá, me inspiro e me deixo levar por palavras que saem de algum lugar. Não sei dizer de onde realmente, mas o mais previsto é de meu coração.
Por isso me banhe, me ilumine e acima de tudo nunca deixe de aparecer a mim quando eu precisar.

(André Luiz)

Só você

Você me faz tão feliz e eu me sinto bem ao seu lado. Seu cheiro, seu toque, seu sorriso, suas palavras, tortura boa que me deixa arrepiado e cada dia mais agarrado ao seu gosto de gostar.
Você me deixa alegre ao seu lado, cheio de esperança e compaixão, consigo escrever tudo em primeira mão e vou me apaixonando. Parece um vírus que domina corpo, alma, mente, coração...

(André Luiz)

Pode parecer

Para uns pode parecer que é apenas imaginação de nossas cabeças, para outros uma pequena brincadeira da juventude, ou uma aventurinha que logo logo acabará.
Pode parecer, podem pensar, imaginar, sabe porque? O que vale é o que sabemos e sentimos, o que fazemos para agradar de forma bem carinhosa um ao outro.
Parecemos, podemos até sermos iguais e nos sabemos, mas eles não.
Não importa, com o tempo seremos capazes de mostra-los e fazer acontecer o possível ainda melhor do que fazemos hoje.

(André Luiz)

Conciência de um querer que não se pode ter.

Não basta apenas se enrola em seus braços, te beijar, te dizer coisa bonita, te encher de esperanças no momento que é bom.
Não basta se aproveitar de você nas noites de lua estrelada e frias colando o seu corpo no meu para nos proteger do frio e nos dias de sol a pino ficar com você no canto mais quente da casa nos lambuzando com o suor que escorre por entre nossos corpos colados em busca de prazeres.
Não basta até ser como o fogo que arde em uma floresta em chamas, começando fraco e em pouco tempo se espalhando e tomando de conta de tudo.
Não basta, ainda que possamos ser ardentes mais do que imaginamos.
O que basta é ter a sua companhia, confiança depositada em mim, seu carinho dado ao decorrer do dia, sua imagem ao meu lado e acima de tudo a sua amizade. Já que não podemos nos ter por completo, fazer tudo isso na hora que quiser-mos sem magoar pessoas ao nosso lado.


(André Luiz)

Imaginar de um prazer.

Somos jovens normais como quaisquer outros.
Somos contemplados com uma força de amor que nos faz mudar quando estamos juntos.
Perdemos a noção do tempo brincando com nossas línguas entrelaçadas umas nas outras.
O inicio para grandes impulsos de excitação, até que chegue o momento em que possamos fazer coisas ainda maiores com nossos corpos.
Não são por impulsos desordenados e calmos, são com gestos livres de prazer entusiasmados, velozes, gemidos prazerosos e grandes jatos de emoção.
Fazendo isso todo o momento em que ficamos juntos, somos como o céu e as estrelas que não se separam nem em noites de trovoadas e tempestades.
Imagino isso em noites, quando me pego a olhar as estrelas.
Vejo o quanto o tempo passou e não soube olhar o prazer que me direcionava em gestos de bastante companheirismo.
Continuo olhando as estrelas e vendo o que perdi.

(André Luiz)

O porque da existência

Se não houvesse água, não haveria mar.
Se não houvesse vida, não haveria você.
Se não houvesse destino, não teríamos nos encontrado.
(Assim, se uma coisa existe é por motivo para outro existir).

(André Luiz)

O pequeno encontro

Em um beijo seu, encontro a razão do meu maior prazer.
No prazer encontro o sentir da sua carne suada encostada na minha, se deslizando encantada, gemendo de gozo por nós.

(André Luiz)

Quando quiser...

...Falar e me dar carinho, se dirija a minha pessoa como um amor.
...Beijar-me se dirija a mim como uma boca macia.
Quando ficar cansado de se dirigir a mim como muita coisa me chame.
Será a minha vez de dirigir o meu gosto de amar a ti, pois assim não esgotaremos nossas vontades.

(André Luiz)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Artista Modelador


Pegue um pouco de barro nas mãos, umedeça-o, molde-o, faça uma estátua sua e outra minha, depois quebre-as, despedasse as duas, acrescente um pouco de água e vá umedecendo e moldando uma estátua sua e outra minha.
Assim haverá pedaços de você em mim e meus em você.

(Mensagem de um amor que existiu)

Olhos que são camas

Se eu pudesse em seus olhos ver brilhar o possível, penetrar neles e sentir o possível em mim, então, anjo, amada eu seria feliz.
Mas, se cosso o vento com os dedos e me debruço carregado de medo, nos vales rebeudes desta angustia, eu deixo de ser o possível e passo a ser o impossível sem ter fim.
E se miro em teus olhos tudo o que for confortante é porque sou um pobre doente que transforma retinas em camas e que morre todos os dias nos teus olhos que são leitos.


(André Luiz)

No vão, em vão

Presunçoso por mim,
Nem posso falar,
Não podes falar,
Não podes amar,
Nem posso também.
Permanecemos no querer
E adormecemos no vão, em vão.
Escuto o barulho do teu
E escutas o barulho do meu.
Coração bate...
Calamos na calha da maldita solidão.
Garantindo apenas que o tempo passe,
Tudo envelheça,
A amizade se gratifique
E dure o sonho.
Sonho...
Por um lado,
Permanecemos...
No vão...
Em vão.

(André Luiz)

Hum, vida boa.

Hum!
Que cheirinho bom!
Que maravilha é essa que provo?
Que me faz esquecer das matérias demais existentes?
Que cor bonita!
Que muda para maior ezuberância quando a toco?
Que colore todo o tempo o espaço onde fico?
Huuuuum!
Gostaria que durasse mais, pois é gostosa, cheirosa, colorida...
Há liberdade, permanesse...
Me enaltece e continua a escalar minha vida como faz todos os dias.

(André Luiz)
Memória

Abundância de rastros
Que não se cancelam
Fascinados pelo assombro
De atravessar as esperas
Com seus passos absortos
Subindo pelas árterias
Em busca de um outro corpo.

(Vera Lúcia)
Meu corpo


Meu corpo é sempre do mesmo tamanho.
Minha alma é que carrega o ofício de engordar as sombras, de esticar os membros postiços que a corpo vai juntando sem que o volume de forma, avulte junto com a roupa sem que a sombra no chão note a desproporção.



(Vera Lúcia)

Escrevo

Sem noção as palavras que ditam em minhas mãos.
E assim calado de tanta impariedade consumo o que me resta e fico sem noção do que convem.
O que convem??
Adormeço.

(André Luiz)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O ver

Difícil seria falar de sua beleza se não a pudesse ver.
Se fosse um completo idiota em não perceber tamanha em seu ser.
Seria difícil, mas não é, pois...
Vejo no teu olhar a singeleza de um ser natural, recatado...
Vejo na tua boca a mais surpreendente noção de lábios majestosos...
Vejo em teu rosto a mais perfeita expressão de felicidade quando estamos juntos...
Vejo em teu corpo o meu desejo árduo de possuir...
Vejo...
Vejo, e vou continuar,
Mesmo que tudo isso seja mera imaginação.

(André Luiz)

Tonteira por giração

O mundo gira...
O pião gira...
Fico tonto sem conseguir me posicionar em pé.
Cambaleio de um lado para o outro.
Frente, costa, já não sei qual é qual.
Me deixa enjoado.
Faço um circulo com restos.
Vomito a raiva, a agressão...
Tortura...
Paro.
O mundo ainda gira...
O pião para, pois não tem mais força.
Eu paro.
O mundo gira...
Gira...

(André Luiz)

Na vida, parte boa também é o medo.

O medo encara e me deixa ainda mais completo.
Me muda, me domina, me faz agir como ele quer. Me promete coisas que... Me ezige, enaltece, sobressalta minha coragem, me domina ainda mais e me faz arder em seu leito.
Transpassa coisas em meu olhar que fico pensando se realmente é essa a verdade.
Me deixa inseguro.
Observo mudo tudo o que ele faz.
E vejo um defeito imenso em sua aparente perfeição.
Sem grandiosa capacidade de completar o feito, para de encarar.
Ele me deixava cada vez mais completo.
"A vida é como uma capsula que em alguns momentos não está totalmente preenchida, precisando dessas situações para nos sentir-mos meramente completos".


(André Luiz)

Ser hoje o melhor do que foi ontem

Mudanças ocorrem...
Reconhecimentos de onde errei.
Em segundos,
Estranhas mudanças...
Analises de passos.
Reclamações de coisas distintas,
Caminhos mal percorridos,
Satisfações de permanência estadas.
Do que fiz ontem...
Percepções do que foi.
Demonstrações do que sou.
E ainda como será?
Reconhecimento de pontos dados,
Pensando no assunto que ocorrerá.
Estranhas mudanças...
Analises de pessoa.
Sendo hoje o que não foi ontem.
Sendo cada vez melhor o que virá.

(André Luiz)

Pequeno dizer...

"Se me tivesse em mão, não faria com tal perfeição essa deliciosa degustação de nossa vivência".

(André Luiz)

Tenho, ter. Ter, tenho quase tudo.

Eu tenho a escrita na palma da mão.
Tenho a mão.
Tenho a palavra na ponta da lingua.
Tenho a lingua.
Tenho a força nos braços.
Tenho os braços.
Tenho o pensamento na cabeça.
Tenho a cabeça.
Tenho...
Tenho amor a uma pessoa.
Não tenho a pessoa.
Eu tenho quase tudo
Mas, não adianta o tudo.
Que sentido a vida teria
Se eu conseguisse ter?
Tenho, ter, tudo...
Não o tenho.
Nem o quero ter.
Tenho o que me pertence,
Tenho o que pertenço ter.

(André Luiz)

Parabéns a um amigo.

Hoje é seu dia!!!
Que bom comemorar.
Não lhe faltam cortesias,
Amigos, boa ventura para te dar.
Você é um ser diferente dos demais.
É o que passa a demonstrar.
Suas loucuras intermináveis.
Isso é o que percebemos sem parar.
Parabéns!!
Hoje, amanhã e os dias que virão,
Pois você merece
Me amigo.
São simples as palavras,
Mas são de coração.

(André Luiz)

Escritas em tempo e espaço

Para que escrever algo se é nos meus gestos que estão todas as maravilhas que quero te dizer?
No tocar de minhas mãos,
O acariciar de tua pele.
No olhar,
A verdade de te ter como amiga.
No abraçar,
O carinho que sinto por ti.
No falar,
A proteção que tenho a você.
No respirar,
A afegação no simples momento de estar ao teu lado.
No ouvir,
A atenção em tuas palavras.
Assim, de gestos em gestos te digo cada dia que te adoro.
Só escrevemos ou falamos algo quando conquistamos o espaço e tempo necessário.
E isso eu possou.

(André Luiz)