sábado, 27 de junho de 2009

Cantar dos corpos.

Dois corpos perto de mim
E a única coisa que escuto
É o som de suas respirações
O silêncio só não permanece ao meu lado,
Porque existe um cantar.
E os corpos ainda continuam no mesmo estado.
Parados...
Sem se incomodar...
Canta...
Os corpos ainda parados.
A respiração,
Eis o sinal de que há vida
E eu?
Respiro...
Canto e escrevo.

(André Luiz)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aprendi...


Aprendi a conhecer você assim como os pássaros conhecem seus caminhos sem dúvidas num voou livre que se abre ao infinito.
Aprendi a caminhar pra você assim como os rios caminham numa só direção, num rumo direto de correntezas, de passos firmes como água.
Aprendi a respeitar você assim como as estrelas respeitam o brilho da lua que se sabem que como ela só existe uma única no mundo.
Aprendi a brigar com você como as ondas do mar. Que brigam e se debatem inutilmente para depois se transformarem em suaves espumas na areia.
Aprendi a entender você assim como as montanhas entendem as nuvens como que pedindo a chuva para suas relvas sedentas.
Aprendi a curtir você assim como os pássaros curtem a liberdade, os rios as águas, as estrelas o céu, as ondas o mar e as montanhas seus campos.
Aprendi a amar você com o amor mais puro e sublime que possa existir, assim como Deus eternamente, assim como a mim mesma ou talvez um pouco mais.

(Carta de um amor que existiu)

Pequeno pensamento

"A liberdade é imcompátivel com o amor: Um amante é sempre um escravo".

(André Luiz)

Lembrança à uma doida

Alegre simpática e sorridente
Atraente pelo modo de ser
Gênia por assim saber
Da sua força maior
A uma amizade se ter
Contagia a quem possa imaginar
Sempre...
Sempre pronta para endoidar
Companheira de loucura
Doida, assim passamos a chamar

(André Luiz)

domingo, 14 de junho de 2009

Corrida de vida

Corro, suando minha vida a procura da linha de chegada, passando apressado por lugares importantes onde encontro pessoas importantes, mas que não me param para conversar.
Sempre estou correndo e quando percebo que ligeiramente passei já estou muito distante para voltar.
Quando alcançar a linha de chegada e encontrar a luz poderei assim dizer que fui ou serei amigo dos amigos que são amigos, mas ai já estarei ocupado, casado, cuidando de filhos que são meus filhos, que não totalmente assim, pois são adotivos.
Um dia serei mais seguro como um homem que completa seus 30 anos.

(André Luiz)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ser em encaixe

Ser alguém que veja através não é ruim.
Ruim é o que s pessoas pensam errado de você por isso.
Ser cortez com todos não é problema.
Problema é o que vem depois da cortezia por terem pensado errado de você.
Ser compaheiro de todos os momentos não é errado.
Errado é o que pensam por sua cortezia para com o companherismo com alguém.
Ser alguém, em fim, é difícil.
Difícil ainda é não ser ninguém.
Não há mera condição com tal possibilidade pensada.
Somos...
Um alguém cortez, companheiro, somos e não podemos dizer que não.

(André Luiz)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Uma semente chamada AMIZADE

Certa vez, parei diante de ti e te coloquei nas mãos grandes e calejadas por tamanha batalha do dia uma pequenina bolota e me perguntou se era algo que depois que virássemos as costas poderia jogar fora, pois a única coisa que falei é que aquilo pertencia a você.
Fiz isso não só com você, mas com várias pessoas e sempre tomando a posição de não se pronunciar mais a quem quer que fosse.
Esperei...
Pena que o resultado não foi igual para todos embora tenham recebido da mesma semente.
Algumas árvores cresceram, umas apenas brotaram pequenos ramos, outras nem germinaram.
A floresta que se formava era cheia de falhas deixando o sol a pino penetrar no solo, não haviam árvores para formarem sombra.
Percebi que as que não germinaram foi pelo fato de não serem regadas e mal sabia cada dono que aquela semente que não brotara era a nossa amizade que foi dada desde o início.
“Assim como as árvores são as nossas amizades, se não forem regadas no tempo certo não irão nem se quer brotar. Cada uma requer um gosto maior em ter cada dono da semente ao lado com sua árvore grande e forte”.

(André Luiz)

terça-feira, 9 de junho de 2009




Arma De Caça (Elephant Gun)



Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Eu esconderia meus sonhos debaixo da terra
Assim como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos à noite
Longe de casa, com armas de caça
Vamos abatê-los um por um
Nós vamos derrubá-lo, ele não foi encontrado, não está por aí
Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos os grandes animais
Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos os grandes animais
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através da noite, a noite toda, toda a noite
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através do silêncio, tudo o que resta é o que quero esconder


(Beirut)

O valor inesplicável do dia

Um dia vale mais que mil anos embora seja menor, tenha pouco espaço e não demore muito.
Um dia são apenas vinte e quatro horas, isso se sabe.
Um dia é uma eternidade se soubermos viver os momentos.
Tenha-o como o último...
Absorva sua energia e viva o que de bom nela há.
Valendo as presenças que marcam...
Um só dia.
Qual o valor?
(André Luiz)

Para muitos e não para poucos

É tanta precariedade que vemos nesse mundo em que vivemos e que muitos fingem viver!
Vistosas vidinhas são enfeitadas com colorido e farças de que tudo está perfeito diante da verdadeira realidade.
Homens oriundos se deixam levar pela supremacia do dia, pela superioridade de algo que vala mais e que com consequências mesmas devastadoras operam ordens de um sim.
Enquanto isso estamos nós em um outro patamar, lugar... Objetos por muitos visto como despresos, mal sabem que o que veem são imagens distorcidas da sua realidade fraca e mesquinha, pois somos de uma maior guarnição de força perante a eles. Maiores educações nos são dadas, vivemos na realidade, sofremos para ter o que queremos, não passamos adiante com uma total facilidade.
Alguns bastardos, outos oriundos, sem conceito do que é um bem viver maior.
"Todo conto de fada um dia se finaliza para dar-se início a outro".

(André Luiz)