terça-feira, 26 de maio de 2009

Precisão de vagar

Sem rumo por entre ruas dessa cidade agora morta, desordenado na escuridão a procura de algo, pensativo em muitos que antes passavam por esse mesmo lugar deixando se abater pelo cansaço e adormecendo, vago e retiro desse ambiente chamado noite, toda a liberdade que não consigo ter do dia em que se aproxima, frio, gélido, muitas vezes sem um bom gosto e sem até um bom prazer.
Utilizo-me dela e ao mesmo tempo ela se utiliza de mim.
Um acompanha a rotina do outro.
Eu, em percorre-lá.
Ela, em me observar no que faço.
É a causa de cada um precisar do outro.
Assim como preciso da noite.
Assim como preciso de você.

(André Luiz)

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