terça-feira, 26 de maio de 2009

No teatro da vida

Eu sou aquilo que você menos deseja, o que você mais quer do lado.
O ser que tem a tua cura, porém o que te acompanha e te adoenta.
Aquilo que te completa e ao mesmo tempo aquilo que te falta.
O que mais te deseja e não o teu desejado.
O que te compreende e muito o menos compreendido.
Eu sou...
Eu, sendo o aquilo, a cura, a doença, o complemento... Sou e de algum modo sei que tempos mudarei e chegará o momento em que não serei mais dessa forma, não mais passarei a usar esse papel, nessa peça que interpreto cada dia no surgir do sol, cada noite no surgir da lua.
Um ator não faz somente um papel em toda a carreira.
Sempre inova sua rotina de teatro.
Um teatro que cada um usa no correr de suas vidas.
Um palco espaçoso, figurino colorido ou sem cor, público que esperamos ser agradável.
No teatro da vida eu sou aquilo que mais quero interpretar.
O que sou.

(André Luiz)

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