sexta-feira, 29 de maio de 2009

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio que ser salvos pela crítica".
(Normam)

Sonho por uma Capitu

Dança e me fixa o olhar tão linheiro que me faz acompanhar tropeçando ao ver tanta beleza.
Magnifica me embala com a música a tocar, sendo essa as batidas fortes de nossos corações que em ritmos acelerados formam uma linda orquestra.
Enquanto dançamos pelo lindo salão você vai rabiscando no chão todo o nosso percurso, escreve todas as palavras que surgem em seu pensamento e sempre com o olhar fixo em mim me dando a certeza de tua preseça.
Após tanto se entregar a esse dança, percebo que o bom tempo que tinha livre passou e nossos corpos param aleatóriamente, apertando o pause de nossos corpos.
Olho o espaço e vejo o trajeto que fizemos parando no mesmo lugar onde haviamos começado.
Paramos... Continuando na noite seguinte o sonho.

(André Luiz)

Passadas trôpegas

Caminhava até mim em passos calmos a se estranhar.
Um pé a frente do outro, rasteiro, sem rumo reto e sim curvo, trôpego.
Caiu, levantou-se... Continuou a caminhar.
Passos calmos, rasteiros, curvos, trôpegos...
Demorou minutos, mas, conseguiu chegar.
Fazendo embaralhar até as palavras que de sua boca saia.
Não se fazia um só minuto calar.
Ele assim dizia...
... Eu quero...
... Eu quero...
... Uahghtm...

(André Luiz)


"Atiramos o passado no abismo, mas não nos enclinamos para ver se ele está bem morto."

(Willian Shakespeare)

Pequeno dizer...

Tanta gente
Tanto chão
Tantos espaços percorridos em vão
Só o meu eu incompleto
Espera alguém surgir
Para ficar ao meu lado
No lado a sorrir

(Andre Luiz)

Meu coração aperta

Não sei ao certo o porque
Simplismente não consigo entender
És um a mim e um outro a ver
Diante das demais

Não compreende a falta
Melancolia, tristeza...
Que assola-me sem eu saber
Do porque...

Porque?
Não és somente um
Sendo com ou sem
A qual falta se tem?

Quando quer saber de mim
Passou...
Já é outro dia
E me pergunto: -O que sobrou?

Não sei ao certo o porque de tudo
Nem sei o que fazer
Nessas horas de absurdo
Meu coração aperta...

Por ti, ainda aperta sem razão
Do medo de seguir
As estrelas de antimão
Que há tempos não percorre mais

Como diz o velho
Quando não procurar por ela
Ela se vai tocar pelo que perdeu
Nessa caminha incerta

E volta o caminho
A procura de achar
O mesmo coração que a ela amava
E que não soube ela amar

Meu coração aperta
Sem magoa e sem dor
Pois, nele sim, há um vago torpor
De tristeza batida e dor... Dor...

Dor aflita
No caminho e em fim
A procura esperada de razão
Do porque de a diferenciação

Meu coração aperta
Doi... Entristece...
Amadurece... Percorre sem prece...
Mas não em suas mãos

(André Luiz)

Balada da noite para o dia (Parte 01)

Dançamos a noite toda sobre os raios da lua e a luz das estrelas. Ritmados no compasso do som da música que emanava por todos os lados do formoso espaço.
Mão segurando mão, pé no mesmo sentido em um ritmo só, olhos cautelosos vidrados uns nos outros dizendo algo de total proporção para o momento.
Sem cançar, não paramos de dançar a noite toda e quando menos esperamos somos surpreendidos com uma nova música. Dessa vez é o sol que resolve aparecer cantando, embalando um novo ritmo. Agora saimos.
Em outro espaço mais reservado ainda não deixamos de dançar, pelo contrário, agora é que nossos corpos comungam mais ainda o prazer de estarmos juntos.
Nossos braços se unem, assim como nossos peitorais, pernas, cabeças... Talvez em um simples momento de possuir aquele amontoado de carne saborosa, suculenta...
A dança, já não permanece no mesmo ritmo, o tilintar das horas fazem com que cheguemos ao ponto crucial de parar e deixar para depois a continuação da balada de corpos.

(André Luiz)

Querer do fim de umas perturbações.

Ouço ruidos estrondosos que vem de perto, rasgam meus ouvidos e estremessem minha estrutura que já se encontra abalada e sem um pouco de condições para aguentar novamente outra explosão.
Hufa!! Eles pararam, agora ouço somente estalos estarrecedores, mas até esses me deixam perturbados. Parem! Parem!
Quero ir para longe daqui, deixar tudo o que me perturba para trás e viver ao somente ao lado da natural calmaria. Quero ser um ser com poucas preocupações...

(André Luiz)

Permaneço...

Sem calor
Sem estar
Sem calar
Sem ar
Sem soprar
Sem respirar
Sem pensar
Sem parar
Sem ficar
Sem...
Com frio
Em outro lugar
Falando
Com ar
Soprando
Respirando
Pensando
Movendo-se
Ou seja
Livre de você
Permaneço...

(André Luiz)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pequeno dizer...

Pode ser que amanhã não exista a oportunidade de te dizer algo.
Pode aparecer riscos para correr assim como uma tranquilidade e nada mais.
Sempre amanhã...
Porque não hoje?
Pode ser que sim.
Pode ser que não.
Pode...
Nunca saberemos o momento ou dia para ser...
Amanhã.
Agora!

(André Luiz)

Calo-me e se quiser...

Diante de ti, não uso mais minhas palavras sejam elas quais forem, alegria, tristeza, sabedoria...
Irei somente... Os dias serão esquecidos e passarão a ser solitários por causa de suas más acomodações perante a realidade que você quer acreditar. Eu? Calo-me! Você? Se quiseres podes continuar a se lastimar, mas bem longe de mim. Quando quiseres de volta minhas verdadeiras palavras, se transforma em calma noite assim como eu, apresso, conjunto... Aqui fica registrado meu querer, do que de ante mão quero fazer e mesmo que isso não seja bom para mim ou para você, calo-me hoje e continuarei calado em todas as demais noites. Até...

(André Luiz)

Rabiscos de um mundo imaginário.

Rabisco papéis tentando escrever um mundo diferente do que posso ver.
Com velocidade em minha mão vou escrevendo com presição.
Pois está diante de nós!
É fazer do uso da imaginação para algo que queira mudar.
Por em pratica o que imaginar.
Diante do amanhecer, entardecer, use-se do ser.
Escreva tudo e só assim verá de fato.
Da imaginaçãoa a reluzir, do mundo a encontrar o que queres expandir.

(André Luiz)

Viagem ao centro de mim.

Dia-a-dia, viajo pelo céu, pelo mar, ai... Mergulho nessas áquas e vejo a quem se doa infinito a mim.
Ao ver de longe tudo o que faz, mesmo que não agrade a mim ou a outro, permaneço intacto no meu lugar, pensativo imaginando ao meu lado estar.
Rio, querendo só te ter, te tocar, sentir teu perfume, teus lábios beijar, me deixar iludir só pela forma de amar e pelo jeito tão sério que a todos faz agradar.
Já agora, só me deixo pensar em você, não sendo obseção e sim desejo que existe em meu coração.
Assim se isso nunca passar, acontecer, o que sei é que sempre lembrarei de você. Meu amor em mim solidão.
Noites a fio não deixarei de navegar enfrentando tormentas, tempestades no ar, no mar... Continuarei a procura de alguém que me ame e possa amar.

(André Luiz)

Posso ter defeitos...


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo..."


(Fernando Pessoa)

Como é por dentro outra pessoa.

Como é por dentro outra pessoa quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo com que não há comunicação possível, com que não há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma senão da nossa; as dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança no fundo.

terça-feira, 26 de maio de 2009



"Não sei o que o amanhã trará"

Fernando Pessoa
(Último pensamento escrito antes de seu falecimento).

Meu, minha, nosso...

Meu gomo
Meu ser
Meu outro eu
Meu eterno viver

Minha luz
Minha paz
Minha vida
Minha conclusão

Nosso tempo
Nosso sopro
Nosso ser
Eu, o meu...
Seu, o teu...

Cada um no seu vácuo de ilusão.

(André Luiz)

No teatro da vida

Eu sou aquilo que você menos deseja, o que você mais quer do lado.
O ser que tem a tua cura, porém o que te acompanha e te adoenta.
Aquilo que te completa e ao mesmo tempo aquilo que te falta.
O que mais te deseja e não o teu desejado.
O que te compreende e muito o menos compreendido.
Eu sou...
Eu, sendo o aquilo, a cura, a doença, o complemento... Sou e de algum modo sei que tempos mudarei e chegará o momento em que não serei mais dessa forma, não mais passarei a usar esse papel, nessa peça que interpreto cada dia no surgir do sol, cada noite no surgir da lua.
Um ator não faz somente um papel em toda a carreira.
Sempre inova sua rotina de teatro.
Um teatro que cada um usa no correr de suas vidas.
Um palco espaçoso, figurino colorido ou sem cor, público que esperamos ser agradável.
No teatro da vida eu sou aquilo que mais quero interpretar.
O que sou.

(André Luiz)

Pequeno dizer...

Cai a noite, vem a lua.
Vai-se a noite, vem o dia, vem o sol...
Desapareço...
Vem a noite para o sol se ir.
Apareço...

(André Luiz)

Precisão de vagar

Sem rumo por entre ruas dessa cidade agora morta, desordenado na escuridão a procura de algo, pensativo em muitos que antes passavam por esse mesmo lugar deixando se abater pelo cansaço e adormecendo, vago e retiro desse ambiente chamado noite, toda a liberdade que não consigo ter do dia em que se aproxima, frio, gélido, muitas vezes sem um bom gosto e sem até um bom prazer.
Utilizo-me dela e ao mesmo tempo ela se utiliza de mim.
Um acompanha a rotina do outro.
Eu, em percorre-lá.
Ela, em me observar no que faço.
É a causa de cada um precisar do outro.
Assim como preciso da noite.
Assim como preciso de você.

(André Luiz)

Desejo (01)

Desejo a você que ame e que amado seja amada também.
Que nesse amor possa encontrar o que queria encontrar em outros que já teve.
Desejo que nesse outro encontre o amor.
Um amor verdadeiro que merece.
Desejo toda a sorte do mundo nessa caminhada que se aproxima.
Que no caminho exista felicidades assim como dificuldades.
Desejo que ao enfrentar esses obstáculos estejamos juntos.
Um protegendo o outro.
Desejo que seus pensametos sejam de boa ventura.
Que neles eu possa estar.
Desejo de tudo a você e, desejos esses se possível contigo ter.
"Que meus desejos de hoje não sejam meus desesperos de amanhã!"

(André Luiz)